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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Você sabe o que é vigorexia?


Exercitar-se é um hábito saudável, mas que deve ser praticado com moderação, alerta Dr. Mohamad Barakat, nutrólogo e especialista em metabologia e fisiologia do exercício. “É comum observar pessoas que passam horas malhando em busca de corpos esculturais e perfeitos, porém é importante ficar atento aos sintomas de uma doença ainda desconhecida, a vigorexia”, ressalta o especialista.
Vigorexia ou Síndrome de Adônis (em referência ao deus grego de grande beleza física) é um distúrbio psicológico caracterizado pela dependência de atividade física. “Assim como na anorexia, o vigoréxico distorce a própria imagem. Mesmo quando já está forte e com físico bem definido, ainda se enxerga magro e fraco, sensação que apenas se ameniza após a prática exaustiva de exercícios”, explica Barakat.
A vigorexia afeta majoritariamente homens, entretanto, o número de casos de vigorexia em mulheres tem aumentado consideravelmente. Segundo Barakat, a população é constantemente bombardeada com referências sociais e culturais quanto ao corpo perfeito e, assim, não satisfeitos com os resultados dos exercícios e na fissura de conseguir melhores resultados, algumas pessoas recorrem ao uso de anabolizantes, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas e disfunções hormonais que afetam diretamente o funcionamento do sistema reprodutor.
Diante deste cenário, Barakat reforça ser fundamental realizar qualquer tipo de exercício com acompanhamento de um profissional qualificado para que a pessoa atinja os objetivos sem comprometer a saúde. “Nós, profissionais temos papel fundamental na prevenção da vigorexia. Além de trabalhar o corpo, temos de estar atentos aos sinais psicológicos de nossos alunos.”
Consequências
Segundo Barakat, é essencial diagnosticar e tratar a vigorexia o quanto antes, pois as consequências da prática compulsiva de atividades físicas vão desde insônia, falta de apetite, irritabilidade, desinteresse sexual, fraqueza, cansaço constante e dificuldade de concentração até, em casos mais graves, problemas físicos e estéticos, como desproporção displásica, problemas ósseos e articulares devido aos pesos excessivos, falta de agilidade e encurtamento de músculos e tendões.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Motivos para comer banana



 Prata, d´água, nanica, da terra, ouro, maçã. O sobrenome não importa! O que vale é ser banana! Originária da Ásia, está presente em diversos países e é o quarto alimento mais produzido no mundo. Bastante conhecida no Brasil, a fruta tem muito mais que potássio. Alguns nutrientes se destacam bastante, fazendo com que a banana atue em diversos órgãos, distribuindo benefícios. Quer saber quais são os principais?

Os carboidratos presentes na banana fornecem energia para o organismo realizar todas as suas funções. As fibras são um caso à parte. "As insolúveis auxiliam na regularização da função intestinal e as solúveis formam uma espécie de esponja, auxiliando no controle do colesterol, além de aumentar a sensação de saciedade", explica Patrícia Ramos, Coordenadora Serviço de Nutrição do Hospital Bandeirantes.

Passemos aos minerais. O conhecido potássio padroniza o balanço de água no organismo e participa no mecanismo de contração e relaxamento dos músculos. O fósforo é muito importante na formação de ossos e dentes, intervindo também nas reações químicas em que se liberta energia. Já o magnésio é essencial para o corpo humano, participando em mais de 300 processos biológicos, incluindo a contração muscular. É ele quem evita a cãibra muscular, mantém um bom funcionamento dos músculos, nervos e densidade óssea. É por causa do magnésio que a fruta é tão apreciada por aquelas pessoas que fazem exercícios físicos.


Ah, as vitaminas! São uma infinidade. Na banana encontramos a vitamina A, essencial para o bom funcionamento dos olhos. "A falta desta vitamina pode gerar dificuldades de se enxergar em lugares com luz fraca, causar alterações oculares levando até mesmo à cegueira total", observa Patrícia, pontuando, ainda, sua importância para o crescimento e o desenvolvimento de crianças. Além disso, a vitamina A participa da defesa do organismo, pois ajuda a manter as mucosas úmidas e saudáveis.
O ácido fólico, uma vitamina do complexo B, é importantíssimo para a manutenção da saúde do ser humano. "A carência de ácido fólico pode causar quadros de diarreia, má absorção de nutrientes em nível gastrointestinal e, ainda, anemia", diz a especialista. Ele é, ainda, muito importante durante a gestação, pois colabora na diminuição dos problemas gestacionais em relação à formação do bebê.

E, ao contrário do que muita gente pensa, banana tem, sim, vitamina C. Ela estimula o sistema imunológico, promovendo maior resistência às infecções, aumenta a absorção do ferro proveniente de alimentos de origem vegetal como, por exemplo, feijão, espinafre e lentilha; auxilia no processo de cicatrização de feridas, sangramentos de gengivas e pequenos cortes. "Além disso, a vitamina C atua como antioxidante, neutralizando a ação dos radicais livres que desencadeiam o processo de envelhecimento precoce, desenvolvimento de câncer e doenças do coração", esclarece Patrícia.

A banana também possui um aminoácido chamado triptofano que é precursor da serotonina, que está relacionada à regulação dos processos bioquímicos de humor e sono. "O carboidrato da banana estimula o pâncreas a secretar insulina, hormônio sinalizador que faz tanto o carboidrato da fruta quanto os aminoácidos circulantes entrarem nas células. Porém, um aminoácido em particular permanece na corrente sanguínea: o triptofano. O consumo de carboidrato é fundamental para a entrada deste triptofano no cérebro", diz a nutricionista.


A fruta é rica em fibras, que ajudam a segurar a fome. (Foto: Thinkstock)


E ele faz toda a diferença. Cerca de 2% do triptofano presente na dieta é convertido em serotonina. Ela é sintetizada e armazenada nas células do trato gastrointestinal, neurônios, nos vasos sanguíneos e plaquetas. Segundo Patrícia, a serotonina tem função inibitória ou de estimulação, no trato gastrointestinal controla as respostas de náuseas, vômitos, secreção intestinal e peristalse. No cérebro, ela tem função de regular o sono, o apetite, humor, memória, temperatura corporal, atividade motora.

Muda a banana mas não mudam os benefícios. Entre os tipos de bananas mais consumidos no Brasil há pouca diferença em relação aos nutrientes. "A banana maçã é a que possui um teor maior de fibras e proteínas com um teor menor de carboidratos e menor valor calórico: 87 Kcal em 100 gramas. A banana da terra é a mais calórica com 128 Kcal em 100 gramas", observa a especialista.

Quase todo mundo pode se deliciar com a banana. A contraindicação, segundo Patrícia, fica por conta daqueles com doenças que exigem restrição de potássio na alimentação. Por ser uma fruta com elevado nível glicêmico e que faz o corpo produzir insulina, deve ser usada com cuidado também pelos diabéticos. Outro grupo que precisa consumir a banana com moderação são os obesos: cada unidade da banana tem quantidade elevada de calorias em relação a outras frutas. Para os que fazem dieta para emagrecer, porém, ela pode ser uma aliada pois suas fibras aumentam a sensação de saciedade e ajudam a dar uma segurada na fome.

Se você não se encaixa em nenhum desses grupos, saiba: a banana está liberada! "A pirâmide alimentar brasileira recomenda o consumo de três porções de frutas variadas ao dia. Pode-se consumir a banana como uma porção das três recomendadas. Não é indicado consumir somente a banana, pois temos que variar as frutas, já que são ricas em vários nutrientes", aconselha Patrícia. E uma boa notícia para quem está parando de fumar: a banana é uma excelente aliada nesse período. As vitaminas B6 e B12, o potássio e o magnésio presentes na fruta ajudam o corpo a recuperar dos efeitos da falta de nicotina. Mas nada de exagerar. Em todos os casos, os especialistas orientam a inclusão de, no máximo, duas bananas por dia no cardápio.

Verde pode? Pode!



Banana verde é considerada um alimento funcional. (Foto: Thinkstock)


Que madura, que nada! A melhor forma para consumir a banana é ainda verde! Assim é considerada um alimento funcional e, quando cozida, apresenta alto conteúdo de amido resistente presente na polpa da fruta.
Os benefícios do amido resistente são bastante similares aos da fibra alimentar. "Ele não é digerido e absorvido no intestino delgado, podendo ser fermentado no intestino grosso, produzindo substâncias que servem como fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino. Além disso, ajuda a manter a integridade da mucosa do nosso intestino, que é responsável pela absorção adequada dos nutrientes e pela barreira da entrada de substâncias maléficas", explica a nutricionista. Isso quer dizer que o consumo de banana verde auxilia no trânsito intestinal adequado, pode ajudar tanto prevenindo quanto tratando quadros como diarreia e constipação, além de prevenir o desenvolvimento de doenças como o câncer de intestino.

Ao contrário da banana madura, a banana verde possui baixo índice glicêmico, ou seja, sua digestão e absorção são mais lentas. Assim, a quantidade de glicose liberada no sangue ocorre gradativamente, mantendo seus níveis controlados no sangue e reduzindo a necessidade de liberação de insulina para que essa glicose entre na célula. Isso contribui para a prevenção do diabetes. O amido resistente também aumenta a saciedade e auxilia na redução do acúmulo de gordura corporal.

Achou estranho comer a fruta verde? Tem razão! A ingestão da tal banana verde se dá através de farinha ou pasta, produtos que já existem no mercado. O preparo pode ser adicionado a sucos, vitaminas, bolos, tortas, pães, massas, sopas, entre outras opções. E não precisa fazer cara feia: nem a farinha e nem a pasta deixam gosto residual, portanto, não alteram o sabor dos outros alimentos. Mas, antes de sair por aí procurando o produto, consulte um profissional especializado.

Entretanto, se você não quer se aventurar com a banana verde, procure aquelas com casca bem amarelinha. Para conservá-la é recomendável um lugar fresco e bem arejado. Você nem vai precisar andar muito para encontrá-la pois a fruta é encontrada o ano inteiro e possui preço bastante acessível a toda a população. Não tem desculpa para não fazer dela sua aliada!

Problemas cardíacos e gengivite

Existe alguma ligação entre gengivite e problemas cardíacos?
Em geral, os dados indicam que a gengivite crônica pode contribuir para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Como isso acontece? A gengivite é uma infecção bacteriana que pode ter efeitos à distância da sua boca. Com relação a problemas cardíacos, há uma teoria que diz que a gengivite permite às bactérias entrarem na corrente sangüínea e aderir aos depósitos de gordura existentes nos vasos do coração. Isto pode causar coágulos e provocar um problema cardíaco.

O relatório do Ministério da Saúde dos Estados Unidos sobre saúde bucal afirma que a saúde bucal é parte integrante da saúde geral. Por isso, escove os dentes, use fio dental e vá ao dentista regularmente.

Com relação à saúde bucal, existem recomendações especiais para quem tem problemas cardíacos?

Para uma perfeita saúde bucal, você deve:

* Manter sua boca saudável. Isto é, escovar os dentes, usar fio dental diariamente e consultar o dentista regularmente;
* Informe seu dentista a respeito de seu problema de saúde geral;
* Siga com cuidado as instruções do dentista e de seu médico e use os medicamentos - como antibióticos, por exemplo - de acordo com as indicações.

Os procedimentos dentários oferecem algum risco a quem tem problemas do coração?

Se você tiver certos problemas cardíacos, existe a possibilidade de você desenvolver uma endocardite bacteriana, uma infecção do revestimento interno do coração ou das válvulas. Um sangramento na boca pode permitir que certas bactérias bucais entrem no sistema sangüíneo e atinjam as válvulas ou tecidos que foram enfraquecidos por um problema cardíaco préexistente. Nesses casos, a infeção pode danificar ou mesmo destruir as válvulas e os tecidos do coração.

Há precauções que você deve tomar se estiver enquadrado em algum dos itens abaixo:

* Válvulas artificiais;
* Histórico de endocardite;
* Defeitos cardíacos congênitos;
* Válvulas cardíacas danificadas por problemas como, por exemplo, febre reumática;
* Prolapso da válvula mitral com sopro;
* Miocardiopatia hipertrófica.

Não deixe de conversar com seu dentista sobre qualquer problema cardíaco que estiver sentindo e os medicamentos que está tomando. Ele anotará essas informações em seu prontuário e tomará decisões sobre o seu tratamento dentário em conjunto com o seu médico.

Nova técnica induz câncer a se autodestruir

Não são novidade as infinitas tentativas terapêuticas que prometem combater o câncer. Seja utilizando-se do sistema imune do paciente ou de proteínas específicas, cujos nomes são um amontoado de consoantes impronunciáveis, as pesquisas nessa área são extensas.
Agora, pesquisa do médico Loren Walensky, do Instituto de Câncer Dana-Farber e da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, ambos nos Estados Unidos, vem a acrescentar uma descoberta que pode render bons frutos para o tratamento de cânceres.

Trata-se de uma proteína que pode induzir a morte das células doentes. Por enquanto, os cientistas obtiveram sucesso em destruir células cancerosas de leucemia em camundongos.
“Mas como?”, pode-se perguntar o leitor. Os cientistas fizeram uso do fenômeno natural da apoptose – morte celular programada –, que é controlada por uma complexa rede de interações entre diversas proteínas, como as de pré-morte e as de sobrevivência.

Dessa maneira, o grupo de Walensky utilizou moléculas pré-apoptose (chamadas de BCL-2, no jargão científico) e aperfeiçoaram-nas, a fim de matar células humanas cancerosas. A nova molécula recebeu o nome de BH3.

Quando não exterminou as células não saudáveis dos camundongos, a molécula impediu o crescimento do câncer, com poucos efeitos colaterais sobre os tecidos vizinhos às células cancerosas.
Devido a tais benefícios clínicos, o estudo, publicado no periódico especializado Journal of Clinical Investigation, foi bem recebido na comunidade científica. É agora é esperar para ver. [MedicalXpress, CiênciaHoje, DeepDyve, Mendeley, ScienceDaily, Harvard]

Fonte: http://hypescience.com/nova-tecnica-induz-cancer-a-se-autodestruir/

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Novas ferramentas para caçar novos vírus


Uma nova gripe, H7N9, matou 36 pessoas desde que foi encontrada pela primeira vez na China há dois meses. Um novo vírus da família SARS matou 22 pessoas desde que foi encontrado na Península Arábica no verão passado.

Nos últimos anos, talvez isso pudesse ter sido motivo para pânico. No entanto, as vendas de frango e carne de porco não caíram, como ocorreu durante surtos de gripes ligadas a suínos e aves. O número de viagens para Xangai e Meca não diminuiu, nem houve alertas pelo fechamento de fronteiras nacionais.

Será que essa reação relativamente calma é adequada? Ou será que o surgimento simultâneo de duas novas doenças sugere algo mais grave?

Na verdade, dizem os especialistas, a resposta para ambas às perguntas pode muito bem ser sim.
"Fizemos um excelente trabalho a nível mundial nos últimos 10 anos", disse o Dr. William B. Karesh, veterinário especialista em vida selvagem e chefe de políticas de saúde da EcoHealth Alliance, que monitora epidemias entre animais e seres humanos. "Em comparação à H5N1 e SARS, estamos resolvendo o problema dessas doenças muito, muito rápido".

Mas ele acrescentou que "as pessoas se tornaram insensíveis ao longo do tempo - pensando 'Ah, OK, outra doença'".

Já os cientistas dizem que o mundo não pode se dar ao luxo de relaxar. A ameaça é real. Novas doenças estão surgindo mais rápido do que nunca.

O parasitologista Peter Daszak, presidente da EcoHealth Alliance, chegou mesmo a citar um número: 5,3 novas doenças a cada ano, com base em um estudo que utilizou dados de 1940 a 2004. Ele e seus coautores culparam o crescimento populacional, o desmatamento, o uso excessivo de antibióticos, a agricultura industrial, o comércio de animais vivos, a caça de animais selvagens, as rápidas viagens aéreas e outros fatores.

Alguns aspectos dos novos vírus são assustadores. O coronavírus árabe – agora oficialmente denominado MERS, que quer dizer síndrome respiratória do Oriente Médio – matou cerca de metade das pessoas que infectou, enquanto a SARS matou menos de um quarto; em laboratório, o vírus se replica mais rápido do que a SARS, penetra as células do pulmão mais facilmente e inibe a formação de proteínas que avisam ao corpo que ele está sob ataque.

Em seu discurso de encerramento na reunião anual dos ministros da saúde do mundo realizada recentemente, Dr. Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, disse que o vírus era agora a sua 'maior preocupação'.

Até especialistas descobrirem onde ele se esconde e como infecta os seres humanos, 'estamos de mãos atadas no que diz respeito à prevenção', disse ela. 'São os sinais de alerta, e nós temos que reagir'.

A gripe H7N9 foi fatal em um quarto dos casos conhecidos – a gripe espanhola de 1918 matou apenas dois por cento de suas vítimas – e já tem uma mutação perigosa, que facilita a replicação nas temperaturas do corpo humano.

Ainda assim, a melhoria da vigilância significa que tais ameaças estão sendo encontradas mais cedo, possibilitando que haja tempo para desenvolver contramedidas, como vacinas, e diminuindo a probabilidade de que um vírus como o da gripe de 1918 volte a matar milhões de pessoas.

Isso também significa que o fato de surtos de doenças desaparecerem de maneira despercebida agora disparam alarmes, para melhor e para pior. Cinquenta anos atrás, até mesmo o temido H5N1 da gripe aviária, que surgiu em 2003 e mata cerca de metade de suas vítimas, pode ter se perdido. É tão raro ela passar para seres humanos que até o momento permanece basicamente um problema aviário: ela já matou milhões de frangos e alguns rebanhos de aves selvagens, mas em uma década inteira ceifou apenas 364 vidas humanas, e só sabemos disso porque é possível distingui-la de outras gripes por genotipagem.

A capacidade do mundo de detectar novas doenças se acelerou tanto por razões técnicas quanto por razões políticas.

Em primeiro lugar, hoje o sequenciamento genético é feito rapidamente em muitos laboratórios.
Em segundo lugar, hoje é possível ter acesso imediato a descrições precisas de sintomas. Serviços de notícias on-line, como o ProMED, dispondo de cientistas-membros em todo o mundo, emitem diversos relatórios diários a respeito de surtos de doenças de todo tipo, desde a murcha bacteriana da banana até o Ebola humano, passando pela febre catarral ovina. Além disso, sequências genéticas de novos vírus são frequentemente colocadas em bases de dados públicas, de modo que o percurso que percorrem pode ser rastreado. Os cientistas descobriram, por exemplo, que uma convenção da juventude católica realizada em Sydney, Austrália, em 2008 atraiu cepas de influenza que semearam novos surtos em todo o hemisfério norte.

Em terceiro lugar, e não menos importante, os países que costumavam esconder os surtos ocorridos em seu território agora admitem quando são acometidos por eles. Seria praticamente impossível agora, por exemplo, repetir o que aconteceu na África na década de 1980, quando presidentes do continente insistiram durante anos que não havia ninguém com AIDS na região.
 
(INÍCIO DE CORTE OPCIONAL)
O modelo paradigmático de transparência hoje é a China. Em 2003, ela foi criticada por camuflar o surto de SARS que acometeu o país. Mais tarde, demitiu muitas das autoridades envolvidas. Hoje, no caso da H7N9, 'está sendo franca e fazendo pesquisas de ponta', disse o Dr. W. Ian Lipkin, caçador de microrganismos da Escola Mailman de Saúde Pública da Universidade de Columbia, que acaba de inaugurar um laboratório parceiro nos Centros de Controle de Doenças da China.

A Arábia Saudita sofreu um constrangimento semelhante em 2005, quando demorou a reagiu à disseminação da poliomielite levada por peregrinos do norte da Nigéria em direção a Meca. Os casos de paralisia, por fim, atingiram a região montanhosa próxima a Meca, e de lá se espalharam rapidamente, chegando até mesmo a Indonésia. A Arábia Saudita agora oferece vacinas contra a poliomielite para milhões de peregrinos na chegada ao país.

(FIM DE CORTE OPCIONAL)
Ocultar um surto significa hoje uma violação dos regulamentos da Organização Mundial de Saúde, adotados logo após a epidemia da SARS. As regras exigem que os membros divulguem qualquer evento de saúde pública que possa se espalhar para além de suas fronteiras.

Tanto a H7N9 quanto a MERS se encaixam nessa descrição. Ambas não são facilmente transmissíveis, embora seja quase certo que as duas infectaram membros de uma mesma família, enfermeiros ou colegas de quarto do hospital depois de uma longa exposição. A maior parte das mortes causadas por ambas foram de pacientes idosos com problemas de saúde.

O que é mais preocupante é o fato de que ninguém sabe de que maneira esses vírus infectam suas vítimas.

A H7N9 é uma gripe aviária que é uma mistura de genes de galinhas domésticas e aves aquáticas selvagens. Mas muitos chineses acometidos pela H7N9 não tiveram contato, até onde se sabe, com aves, e a doença foi encontrado em aves em pouquíssimos casos. Ao contrário da H5N1, ela não dizima bandos de aves, de modo que é difícil de rastrear o seu percurso. Seu padrão de propagação se concentrou basicamente no entorno de Xangai, sugerindo que ela atacou principalmente aves, não pássaros migratórios. Isso pode mudar se ela começar a contaminar patos selvagens. (Os produtores de arroz pedem que os criadores de pato levem bandos dos animais até plantações para comer os caracóis que comem os brotos de arroz, e é lá que os patos selvagens se misturam a eles.)
 
Uma década atrás, a H5N1 também começou na China, mas se propagou em direção ao oeste, em ziguezague, quando aves aquáticas selvagens passaram o verão compartilhando lagos da Mongólia com espécies que seguiram rumo ao sudoeste, para a Europa Oriental, o Egito e a África, e foram atingidas por tempestades que as levaram até a Grã-Bretanha.

As origens da MERS são ainda mais intrigantes. Os cientistas entendem que ela foi transmitida por morcegos, porque ela é geneticamente mais próxima do coronavírus encontrado neles do que a SARS ou do que os quatro coronavírus humanos de que se tem notícia, responsáveis por provocar os resfriados comuns. Porém, embora morcegos que habitam o México, a Europa e a África tenham vírus semelhantes, ainda não foi encontrado nenhum caso entre morcegos, camelos, cabras árabes, nem em outros animais que pudessem vir a transmiti-lo para os seres humanos.

(INÍCIO DE CORTE OPCIONAL)
Daszak citou o vírus de Nipah como um exemplo de como os seres humanos são contaminados por doenças transmitidas por morcego. Essa foi a inspiração para o filme 'Contágio', de 2011, no qual Gwyneth Paltrow estrela cenas contundentes de mortes e autópsias. Após fezes de morcego caírem em frutos comidos por porcos, a personagem de Paltrow é infectada quando ela aperta a mão suja de um chef de um casino que tinha acabado de limpar a boca de um porco morto. (No primeiro surto de Nipah ocorrido na vida real, na Malásia, em 1999, a maioria das vítimas eram suinocultores e açougueiros.)

Mas outro estudo, realizado em Bangladesh por um colega de Daszak, mostrou que os seres humanos contraem o vírus de Nipah diretamente de morcegos ao beber seiva fresca de tamareira. Os morcegos que se alimentam do fruto se penduraram nos cachos das árvores, babando e urinando na tamareira.
Pode ser que um pequeno número de consumidores da seiva tenha morrido em decorrência do vírus do Nipah ao longo de décadas sem que isso fosse notado, disse Daszak.

(FIM DE CORTE OPCIONAL)
Agora, os médicos estão procurando isolar os doentes e tratá-los com os antivirais oseltamivir e zanamivir contra H7N9, e com ribavirina e interferon, contra MERS.
 
Se começar uma epidemia de um dos vírus, o próximo passo será a vacinação.

Os Centros de Controle e Proteção de Doenças (CDC) começaram a fabricar uma vacina contra a H7N9 no início de abril. A primeira das várias possíveis pode estar pronta para ser encaminhada aos fabricantes até o final de maio, disse uma porta-voz. Não é possível prever quanto tempo será então necessário para produzir e embalar milhões de doses, disse ela, mas o processo deve levar pelo menos seis meses.

A produção de uma vacina contra a MERS vai demorar muito mais tempo, disse Mark A. Pallansch, diretor da divisão de doenças virais dos CDC. Apesar de vacinas contra a gripe serem produzidas em todo o mundo há 60 anos, a busca de uma vacina contra o coronavírus decaiu desde a epidemia de SARS. Até recentemente, as partes mais interessadas eram os criadores de aves, dado que o coronavírus é letal para os perus.

Os coronavírus são extraordinariamente complexos, de modo que encontrar alvos potenciais para as vacinas tem sido difícil, e os extensivos testes de segurança custam caro. Além disso, apenas recentemente foi encontrado um modelo animal para a realização de testes – os macacos, nos quais o vírus provoca pneumonia.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Câncer de boca - Saiba o que é

O que é o câncer bucal?

É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais freqüentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais freqüente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcóolica, é um dos principais fatores de risco.

Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%*. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.


Quais os sintomas deste tipo de câncer?


Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:
  • Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
  • Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
  • Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
  • Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
  • Dificuldade para mastigar ou para engolir;
  • Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
  • Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura.
  • Mudança na voz.

Como evitar o câncer bucal?

Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.**

Fumo: A ligação entre o fumo, o câncer pulmonar e as doenças cardíacas já foi estabelecida (1). O fumo também afeta sua saúde geral, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. Em adultos jovens, este hábito pode retardar o crescimento e dificultar o desenvolvimento. Muitos fumantes afirmam não sentir mais o odor ou sabor tão bem como antes. O fumo também pode causar mau hálito e manchar os dentes.

Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.

Mascar tabaco:
O hábito de mascar tabaco eleva em 50 vezes a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal.

O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa pára de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.

Como se trata o câncer bucal?


Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.

Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?

Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca , dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.

Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.


Como manter a saúde bucal durante a terapia?

Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Para não ficar com a boca seca os doces e chicletes não devem conter açúcar.

Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.

* Guia completo para um melhor cuidado dos dentes", Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S. e Mary Jane Taintor, 1997."** Instituto Nacional do Câncer, "O que você deve saber sobre o câncer de boca." Última revisão, 28 de set. 1998. (1) Compêndio da Educação Contínua em Odontologia 1[Compendium of Continuing Education in Dentistry] , Vol. 19, #1 outono, 2000.

Tratamentos e cuidados para eliminar as olheiras

Por bnlima | Toques e Truques

Deixe o corretivo de lado, combata as olheiras. (Foto: iStock)
Quem nunca lotou o rosto com quilos de corretivo e de base para disfarçar as olheiras antes de ir para o trabalho, a uma festa ou a um encontro? Ou então pensou “ah, essa semana eu vou dormir mais cedo e as olheiras vão desaparecer como por mágica” e se frustrou ao constatar que não, isso não dá sempre certo? Pois é, engana-se quem pensa que essas marquinhas roxas são causadas por noites mal dormidas.
 
Por quê?
 
Na realidade, condições como fatores hereditários, envelhecimento, estresse, má circulação sanguínea, dietas muito severas, exposição ao sol, excesso de bebidas alcoólicas e até mesmo o período pré-menstrual podem contribuir para o surgimento delas. Vixe, então como reconhecer esse problema, se existem tantos fatores desencadeadores dele?
A Dra. Carolina Marçon, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, explica que “alterações da supra-renal, doenças do fígado, doenças sistêmicas como a diabetes, estresse físico e emocional e até mesmo o avançar da idade podem propiciar o aparecimento das olheiras. Além disso, elas podem se tornar mais evidentes devido a fatores cotidianos, como o uso de pílula anticoncepcional, cigarro e excesso de café, fatores que podem desencadear dilatação e congestão dos vasos sanguíneos da região.”

Como lidar

“Quando as olheiras são momentâneas, como as decorrentes de horas insuficientes de sono, muitas vezes um bom descanso resolve o problema. Se uma alergia é a raiz do problema, tratar a alergia, ou remover o alérgeno (fator desencadeante da reação alérgica) solucionará as olheiras. Mas se elas forem constantes, pode ser que haja uma alergia alimentar não detectada ou uma alergia a algum produto químico. Porém, quando o fator genético é preponderante, o tratamento é mais difícil e as recidivas são frequentes”, comenta Dra. Carolina.
Sobre os tratamentos mais indicados, alguns princípios ativos clareadores e vasoconstritores de uso tópico, laser, luz intensa pulsada, peelings e preenchimento podem contribuir para amenizar e tratar as olheiras. “Os cremes mais indicados são aqueles que contêm ácido retinóico, vitamina C, ácido kójico e ácido hialurônico. A luz intensa pulsada é um dos procedimentos indicados para tratar as olheiras, pois destrói a melanina e hemoglobina, clareando a pele”, destaca a médica. “O importante é a avaliação do tipo de pele do paciente e das características das olheiras, para que o tratamento seja adequadamente indicado e traga bons resultados.”
Para prevenir as indesejáveis olheiras, a Dra. Carolina Marçon dá algumas dicas:
  • Evite cigarro, bebidas alcoólicas e alimentos com muito sal e condimentos;
  • Durma pelo menos sete horas por dia;
  • Antes de dormir, passe um creme cosmético específico para a hidratação da área dos olhos, principalmente aqueles que possuem componentes para amenizar olheiras;
  • Pratique exercícios físicos e mantenha uma alimentação saudável;
  • Evite a exposição ao sol para evitar a piora da pigmentação abaixo dos olhos;
  • Compressas geladas com chá de camomila, soro fisiológico ou água filtrada podem ajudar;
  • Cada tipo de pele e cada tipo de olheira têm um tratamento mais indicado e quem pode avaliar e indicar o método ideal é um médico.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O que é Pneumonia química?

Diferente das pneumonias mais conhecidas, a pneumonia química não é causada por vírus ou bactérias, mas sim pela inalação de substâncias agressivas ao pulmão, como a fumaça, agrotóxicos ou outros produtos químicos. Quando aspiradas, essas substâncias vão para os pulmões e inflamam os alvéolos - estruturas que fazem o transporte do oxigênio para o sangue. Essas infecções dificultam as trocas respiratórias, causando a pneumonia e a insuficiência respiratória. Diferente da pneumonia bacteriana, cuja a bactéria afeta apenas uma parte do pulmão, a pneumonia química pode comprometer todo o órgão.
A pneumonia por aspiração é outra forma de pneumonia química. Esse tipo é causado quando as secreções orais ou o conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões. A inflamação vem dos efeitos tóxicos do ácido gástrico e das enzimas sobre o tecido do pulmão. Bactérias do estômago ou da boca também podem causar uma pneumonia bacteriana.
 
Getty Images
Ilustração dos pulmões que são afetados pela pneumonia
 
Sintomas de Pneumonia química
                      
Os principais sintomas de uma pneumonia química são tosse e falta de ar - esses valem para todos os tipos de intoxicação. No entanto, uma série de outros sinais pode aparecer, dependendo dos seguintes fatores:
  • Tipo e força da química
  • Ambiente de exposição (ar livre, lugar fechado, etc)
  • Tempo de exposição (segundos, minutos, horas)
  • Substância de contato (gases, líquidos, etc)
  • Medidas de proteção usadas (no caso de trabalhadores do campo, por exemplo)
  • Histórico médico e presença de outras doenças.
Dependendo dos fatores citados acima, a pneumonia química pode apresentar também esses sintomas:
  • Irritação no nariz, olhos, lábios, boca e garganta
  • Tosse seca
  • Tosse úmida, produzindo muco claro, amarelo ou verde
  • Tosse úmida, com secreção rosada na saliva e presença de sangue
  • Náuseas ou dor abdominal
  • Dor no peito
  • Respiração dolorosa
  • Dor de cabeça
  • Sintomas de gripe
  • Fraqueza ou desorientação.
Os sintomas da pneumonia química podem demorar dias para aparecer – no caso da fumaça, por exemplo, pode levar até três dias para o corpo manifestar irritações na garganta ou secreções levemente rosadas, fora a tosse e a falta de ar. Em casos mais graves, também é possível observar esses sintomas:
  • Febre
  • Queimaduras na boca, nariz ou pele
  • Pele pálida e lábios suando
  • Pensamento alterado e raciocínio comprometido
  • Inconsciência
  • Inchaço dos olhos ou língua
  • Voz rouca ou abafada
  • Saliva espumosa resultante de tosse forte.

Diagnóstico de Pneumonia química
                      
Na presença de algum desses sintomas, o ideal é entrar em contato com um médico para análise. Em caso de sintomas graves, o paciente deve ser encaminhado imediatamente ao hospital. É importante comunicar ao médico se houve contato com alguma substância química, quando e por quanto tempo - isso facilita o diagnóstico médico e o auxilia na hora de escolher a melhor forma para tratar o problema.
Além de fazer inspeção dos sinais vitais (frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, temperatura e quantidade de oxigênio que você tem no seu sangue), o médico irá avaliar olhos, nariz, garganta, pele, coração, pulmões e abdômen. Outros exames podem ser feitos dependendo de fatores como o estado da pessoa ferida e o tipo de exposição.
 
Tratamento de Pneumonia química
                      
Depende da gravidade do caso. Em quadros mais graves de pneumonia química, com presença de falta de ar, é feita a administração de oxigênio e respiração artificial. Em casos mais leves, o ideal é procurar um pneumologista, que irá indicar o tratamento adequado para cada caso - que pode variar entre apenas observação, administração de oxigênio até fisioterapia. Não é comum administrarem medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, mas pode acontecer em casos de infecções mais graves e generalizadas.
 
Complicações possíveis
                       
A inflamação no pulmão pode deixar o órgão fragilizado, podendo evoluir para infecções secundárias, em outras áreas do corpo. A insuficiência respiratória pode ser muito grave e levar o paciente a morte. Alguns produtos químicos podem afetar outros órgãos para além dos pulmões, resultando em danos graves ou morte. As complicações podem variar conforme a condição médica anterior da pessoa - alguém com asma ou outros problemas pulmonares pode ter complicações mais facilmente, por exemplo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Uso prolongado de aspirina é ligado a tipo de cegueira

Pessoas que tomam aspirina por muitos anos - pacientes cardíacos, por exemplo - são mais suscetíveis a desenvolver um determinado tipo de cegueira, revelaram cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália. Os resultados foram publicados dia 21 de janeiro na revista científica JAMA Internal Medicine.

O estudo acompanhou 2.389 pessoas com 65 anos, em média. Um em cada dez deles usava aspirina pelo menos uma vez por semana. Os pacientes foram submetidos a testes oftalmológicos a cada cinco, dez e 15 anos. Ao final do estudo, os pesquisadores concluíram que 9,3% dos pacientes que tomaram aspirina desenvolveram o tipo úmido da degeneração macular relacionada à idade, contra uma taxa de 3,7% entre os pacientes que não faziam uso da medicação. De acordo com os autores, a cegueira foi notada após 10 ou 15 anos, indicando que o uso contínuo é relevante nos resultados.

A forma úmida de degeneração macular relacionada à idade é causada pelo crescimento dos vasos sanguíneos. Isso provoca o inchaço e o sangramento da retina. O processo pode acontecer muito rapidamente, sendo idade, fumo e histórico familiar os principais fatores de risco. Os cientistas não souberam dizer quais mudanças seriam necessárias na ingestão do remédio para evitar a cegueira.

Os pesquisadores reconheceram, no entanto, que para a maior parte dos pacientes há "pouca evidência" para mudar a prescrição do medicamento. Eles também indicaram que o uso da droga seja reavaliado em pacientes de alto risco, como aqueles que já possuem a doença em um de seus olhos.

Substitua os analgésicos no combate à dor crônica
Quando a dor persiste, dois cuidados são fundamentais: buscar um especialista para entender a origem do problema e controlar o consumo de analgésicos, evitando a dependência deste tipo de medicamento. "O tratamento especializado para dor crônica e a mudança de hábitos ajudam a amenizá-la", afirma a anestesista Fabíola Peixoto Minson, diretora da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED). Contra elas, veja dicas simples e saudáveis.

Pratique exercícios

As dores pelo corpo atrapalham a prática de exercícios e, num círculo vicioso, a falta de exercícios piora as dores pelo corpo. Algumas condições, como fibromialgia e certos desvios de coluna, impedem ou atrapalham os movimentos. Nesses casos, o acompanhamento de um fisioterapeuta ou profissional de Educação Física é fundamental. "Mas vale lembrar que a atividade física pode ser praticada em outros ambientes, além da academia", afirma a fisioterapeuta Mariana Schamas, do grupo de caminhada Pare a Dor. Caminhadas ao ar livre, dança, tai chi chuan, yoga, pilates e até serviços de casa são alternativas para melhorar o condicionamento físico. O bem-estar imediato também sai ganhando, porque há liberação da endorfina enquanto você treina e esta substância é um analgésico natural do organismo, oferecendo uma sensação de relaxamento. Praticando exercícios pelo menos meia hora, três vezes por semana, por pelo menos dois meses, você sentirá menos dores, o que diminui até mesmo o uso de analgésicos.
                   
Meditação - foto: Getty Images

Relaxe

Alongamento, exercícios respiratórios e meditação acalmam a mente, relaxam a musculatura e ajudam você a ganhar consciência corporal, evitando esforços desnecessários para os músculos e para as articulações. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, analisaram 500 estudantes que nunca haviam meditado. Os participantes fizeram um treinamento de 20 minutos da prática, durante três dias consecutivos e, depois, foram submetidos a testes com choques elétricos. Os resultados, publicados no The Journal of Pain, apontaram que a meditação ajudou a aliviar a dor, mesmo que os estudantes fossem iniciantes.
 
Mulher bebendo álcool - foto: Getty Images

Evite o álcool e durma bem

Muita gente acredita que um bom cálice de vinho ou até mesmo uma cerveja antes de dormir favorecem um sono mais relaxado. Mas, apesar de ajudar na dormência, o álcool provoca microdespertares durante a noite e não deixa que o sono REM (do inglês Rapid Eyes Movement, o sono mais profundo) chegue. "Quem dorme bem, descansa e relaxa mais e, consequentemente, sente menos dores", afirma a fisioterapeuta Mariana.
 
Alimentação saudável - foto: Getty Images

Alimente-se bem

A alimentação balanceada previne sobrepeso e obesidade, protegendo as articulações da dor e do desgaste causados pelo excesso de peso. Além disso, muitos alimentos têm substâncias anti-inflamatórias, que ajudam no combate à dor. Nessa classe, destacam-se opções ricas em ômega-3 (como o azeite e os peixes de água fria) e em antioxidantes, encontrados na semente de linhaça, na uva (especialmente nas de cor escura) e no tomate, por exemplo.
 
Diário da dor - foto: Getty Images

Investigue a dor

Escrever um diário da dor é muito importante tanto para o médico quanto para o paciente: anote o que desencadeou a dor e o que você fez para aliviar o desconforto. "O diário deve listar desde uso de medicamentos até fatores relacionados à mudança de humor, falta de sono, alterações climáticas ou problemas", afirma fisioterapeuta
 
Mulher descansando - foto: Getty Images

Respeite seu corpo

Quem tem uma dor crônica precisa se movimentar, mas isso não significa ultrapassar limites. Ouça seu corpo se ele pedir repouso e busque alternativas para melhorar sua disposição, sempre pouco a pouco. Agir de maneira agressiva, forçando esforços mais pesados, pode causar lesões e piorar ainda ais um quadro de dor.
 
Momento de lazer - foto: Getty Images

Tenha momentos de lazer

Manter um hobby é alternativa para você esquecer a dor por uns instantes, o foco é direcionado para uma atividade prazerosa e o incômodo aparece em segundo plano, melhorando seu convívio social e, por consequência, a autoestima. A dança, em ritmos leves, apresenta bons resultados na melhora de pacientes com dor crônica.
 
Mulher com remédio  - foto: Getty Images

Controle a medicação

Os remédios usados para tratar a dor crônica são os analgésicos e os psicotrópicos, que diminuem a ansiedade e melhoram o estado de tensão permanente comum nessas condições. Apesar de seguros quando prescritos e consumidos com a orientação de um médico, esses remédios podem dar um pouco de sonolência e prisão de ventre. "Preste atenção no seu organismo, faça anotações e fale sobre elas na próxima consulta médica, assim é possível ajustar a dose ou substituir o medicamento", afirma anestesista Fabíola Peixoto Minson, da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED).

Dieta com alimentos do Brasil reduz risco cardíaco

A ideia é simples: substituir os alimentos da dieta mediterrânea por ingredientes brasileiros, mais baratos, respeitando as características regionais do País. Foi assim que nasceu a dieta cardioprotetora brasileira, num projeto do Hospital do Coração (HCor) em parceria com o Ministério da Saúde.

Os resultados, publicados em dezembro na revista científica Clinics, são otimistas: mostraram que os pacientes que receberam a dieta adaptada conseguiram perder peso e reduzir os índices de pressão arterial, a glicemia, o triglicérides e o índice de massa corporal (IMC).

Pacientes dos grupos-controle, que receberam a dieta mediterrânea, também melhoraram os índices, mas de maneira menos intensa. Agora a pesquisa será ampliada e realizada em 40 hospitais do Brasil, exclusivamente com pacientes do SUS.

A dieta mediterrânea é reconhecida por seu efeito protetor ao coração. Ela é composta por alimentos típicos de países banhados pelo Mar Mediterrâneo e baseada no alto consumo de peixes, frutas, legumes, cereais e azeite. Também estimula o consumo moderado de vinho.

Como parte desses alimentos é importada e cara para a população em geral, a proposta do ministério ao HCor foi a de criar um cardápio que conseguisse adaptar a dieta mediterrânea aos hábitos alimentares brasileiros, especialmente às pessoas das classes C e D, e testar se essa adaptação promoveria o mesmo efeito cardioprotetor.

"Essa é uma dieta direcionada para um público mais vulnerável, por isso precisava de uma abordagem especial. A gente espera aumentar a adesão por ser financeiramente mais acessível, já que valoriza alimentos regionais", diz Eduardo Fernandes Nilson, coordenador-substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

A equipe de nutricionistas do HCor adaptou mais de cem receitas à realidade brasileira: salmão e atum foram trocados por pescada e sardinha; azeite extravirgem por óleo de soja; nozes por castanhas do Pará; queijo branco no lugar do amarelo; e leite desnatado em vez de integral.

"Temos grande diversidade de legumes, verduras, frutas e peixes. Selecionamos esses alimentos, disponíveis no Brasil inteiro, e adequamos para uma dieta", afirma Maria Beatriz Ross, nutricionista do Hcor.

Bandeira do Brasil

O cardápio adaptado contempla todos os tipos de alimentos. O diferencial é que eles foram divididos em três cores, de acordo com a bandeira brasileira: verde (frutas, verduras, legumes e desnatados), amarelo (pães, massas, arroz e batata) e azul (carnes, peixes e aves). A ideia é pensar na bandeira na hora de montar o prato, respeitando a proporção das cores.

"Alimentos do grupo verde devem ser consumidos em maior quantidade, os amarelos de forma moderada e os do grupo azul em menor quantidade. Usamos a bandeira como referência para facilitar o entendimento e a adesão dos pacientes", diz Beatriz.

Para iniciar o projeto-piloto, o hospital selecionou 120 pacientes após evento cardiovascular. Eles foram divididos em três grupos: um recebeu a dieta adaptada e orientação da nutricionista toda semana; outro recebeu a dieta mediterrânea e orientação semanal; e o último recebeu dieta mediterrânea e acompanhamento nutricional mensal.

Eles foram monitorados por três meses. "A ideia era avaliar os efeitos bioquímicos nos pacientes que receberam a dieta adaptada e descobrir a influência do acompanhamento da nutricionista no processo", diz.

Segundo Beatriz, os resultados da fase-piloto são animadores porque mostram redução dos fatores de risco em todos os pacientes do grupo que recebeu a nova dieta. "O número de pessoas com sobrepeso e obesidade no grupo que teve a intervenção da dieta adaptada caiu, o que não aconteceu de maneira significativa nos outros grupos."

A redução da pressão arterial também surpreendeu as pesquisadoras. "Todos tomam medicação para controlar a pressão. Ainda assim, os índices melhoraram, o que mostra que uma alimentação saudável e acessível pode ajudar a pessoa a reduzir o uso de remédios", avalia.

Carlos Magalhães, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), apoia a proposta. "Por enquanto, a dieta mediterrânea é a que mostra melhores resultados na prevenção de eventos cardiovasculares. Se conseguirmos adaptá-la à nossa realidade, será muito mais fácil conseguir a adesão da população", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Fuja de sete perigos que ameaçam seu verão

Para alguns, não pode faltar uma cerveja gelada. Para outros, o essencial mesmo é uma porção de fritas. E aí é que se encontra o perigo. Segundo o fisiologista do esporte e consultor científico Daniel Portella, da Secretaria de Esportes de São Caetano do Sul, o consumo de bebidas alcoólicas e frituras oferece riscos extras no verão. "O álcool, por exemplo, acelera o processo de desidratação natural do corpo", explica o profissional. E os perigos não param aí: se você quer aproveitar os dias de calor sem passar por desconfortos, veja as dicas dos especialistas e evite as principais ameaças ao seu bem-estar nesta época.

Amigos bebendo cerveja na praia - Foto Getty Images

Álcool
Segundo o fisiologista e pesquisador do Centro de Estudos da Medicina da Atividade Física e do Esporte (CEMAFE) Raul Santo de Oliveira, o problema não está no consumo das bebidas alcoólicas, mas nos exageros. "Álcool e bebidas à base de cafeína são altamente diuréticos e aceleram a desidratação natural do corpo, já mais intensa quando está calor". Ele recomenda, se você estiver bebendo, alternar as doses de álcool com um copo de água.
 
Batata frita - Foto Getty Images
Frituras

"Com o aumento da perda de líquidos, causada pelo calor excessivo, as gorduras não são bem metabolizadas. Por isso, você pode sentir sensação de mal-estar e desconforto", explica Daniel. Além disso, o consumo de frituras acontece junto à ingestão de bebidas alcoólicas, o problema piora. "O álcool altera o controle de liberação da bile, fluido que auxilia na digestão de gorduras", explica o especialista do CEMAFE.
 
Sal - Foto Getty Images
Sal
Uma porção de fritas e sal. Salada e mais sal para temperar - sem contar o sal que já vem embutido nos alimentos. Resultado: pernas e pés inchados. Segundo Raul Santo, isso acontece porque o sódio, presente no sal, favorece a retenção de líquidos no corpo. "Até certa quantidade ele é benéfico, mas grande parte das pessoas exagera e não se lembra que o sal consumido não é somente aquele visivelmente acrescentado aos alimentos", afirma. No calor, a situação complica ainda mais: os vasos ficam dilatados, dificultando o retorno do sangue principalmente dos membros inferiores.
 
Mulher correndo na praia - Foto Getty Images
Overtraining
"Overtraining é a prática excessiva de exercícios e pode prejudicar até quem está acostumado a treinar regularmente',afirma Raul. Segundo ele, quem se exercita demais pode apresentar problemas como dificuldade para dormir, falta de disposição e irritabilidade. No calor forte, típico do verão, há ainda o perigo de desmaio, devido à queda de pressão; risco de insolação, caso o treino seja feito sob o sol da tarde; desidratação e hipertermia, quando a temperatura corporal fica muito elevada.
 
Mulher queimada de sol - Foto Getty Images
Superexposição solar
A temperatura corporal interna de uma pessoa deve ser de 37º C, independente do horário do dia. Por isso, ficar exposto ao sol, principalmente entre 10h e 16h, pode causar hipertermia, quando o corpo não consegue mais estabilizar o calor interno. "Nesse estágio, o organismo direciona toda sua energia para tentar dissipar o calor e, assim, algumas células param de funcionar, podendo causar desmaios graves", diz Daniel Portella.
 
Mulher bebendo água - Foto Getty Images
Baixa ingestão de líquido
Desidratação, a perda de líquidos pelo organismo, age de forma similar à insolação. "Ela atrapalha o funcionamento de algumas células essenciais para a manutenção da vida, podendo gerar desde um pequeno mal-estar até desmaios", esclarece Daniel. Por isso, ande sempre com uma garrafinha de água e crie o hábito de dar pequenos goles de tempos em tempos. Não espere sentir sede para se hidratar - nesse estágio, o corpo já está sofrendo com a falta de líquidos.
 
Ostras - Foto Getty Images
Alimentos mal conservados
Se existe algo que pode estragar de vez suas férias, a intoxicação alimentar está na lista. Isso porque o alimento contaminado ou mal conservado que você consumiu precisará ser eliminado por vômito ou diarreia. "Além disso, dependendo do estado do alimento, ele pode conter bactérias bastante perigosas à saúde e até causar a morte nos casos mais graves", afirma Raul. Se você desconfiar de intoxicação, não pense duas vezes: procure imediatamente um pronto-socorro e se hidrate intensivamente. Para prevenção, evite alimentos de origem duvidosa, prefira consumir frutas e sanduíches que você mesmo comprou ou preparou manteve em mochilas térmicas.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Três disfunções de saúde que fazem engordar


Fechar a boca, manter uma dieta balanceada e praticar atividades físicas: esse são os melhores métodos para perder os quilinhos extras de forma saudável. No entanto, se você anda fazendo a lição de casa direitinho e não notou nenhuma redução de peso ou medidas, fique atenta, pois existem fatores que afetam a sua saúde e podem interferir no emagrecimento.

De acordo com a ginecologista e obstetra Denise Gomes, diretora médica da Plena Clínica, distúrbios hormonais, emoções descontroladas e doenças metabólicas como o diabetes são fatores patológicos que influenciam o ganho de peso. “Uma doença muito frequente é o hipotireoidismo, que ocorre quando a glândula tireóide produz quantidades insuficientes dos seus hormônios T3 e T4. Esse processo deixa o metabolismo mais lento, dificultando o emagrecimento. Para reverter esse quadro é indicada uma reposição hormonal”, explica a médica.

Algumas desordens no organismo podem influenciar no balanço energético e dificultar a perda de peso. A ginecologista denise Gomes revela três delas que comprometem a saúde feminina e não favorecem a perda de peso, confira:

Uso de anticoncepcional
Em algumas mulheres, o uso de anticoncepcional pode predispor à retenção de líquido, o que garante a elas um pouco de edema e consequentemente favorece o ganho de peso. O responsável por esses quilinhos a mais é o hormônio estrógeno, que está presente em alguns medicamentos e pode levar à retenção de líquido e prejudicar a eliminação. “Além disso, há mulheres que notam inchaço após iniciar a pílula, e isso pode refletir na balança”, destaca a médica.

A melhor maneira de driblar o problema ocorre trocando a pílula. O ideal é buscar outra que ofereça menos riscos à saúde e amenize os efeitos colaterais. “As novas pílulas disponíveis no mercado possuem uma dosagem menor de estrógeno, sendo que algumas possuem até mesmo hormônio diurético e não causam retenção hídrica”, diz Denise.

Pílula anticoncepcional pode desregular a taxa hormonal e facilitar o inchaço e o ganho de peso. (Foto: Thinks …
Hormônios descontrolados
Quem sofre com doenças que alteram a produção hormonal como a Síndrome dos Ovários Policísticos também apresenta dificuldade para emagrecer. “A doença desregula os hormônios e interfere no funcionamento do pâncreas, que produz uma quantidade maior de insulina. Quanto mais o organismo produz insulina, maior a sensação de fome”, ressalta. Outro fator que pode desencadear o aumento de peso é o desequilíbrio dos hormônios da hipófise (LH e FSH), ambos são responsáveis pelo controle dos ovários. Essa disfunção pode induzir ao ganho de peso. Portanto, se a paciente notar menstruação desregulada, pele oleosa e aumento excessivo de peso, deve procurar um médico para investigar o problema.

Estresse no dia a dia
O estresse regular altera o metabolismo, deixando-o mais lento, o que dificulta o gasto energético. O nervosismo induz a pessoa a abusar na hora de se alimentar, uma medida para satisfazer a tensão. ”É preciso controlar as emoções, pois o estresse produz substâncias como cortisol, adrenalina e noradrenalina, que influenciam no acúmulo de gordura corporal. Procure mudar o seu estilo de vida e evite sofrer com situações que podem desencadear esse mal”, aconselha a ginecologista. Investir em atividades físicas também é ótima alternativa, pois os exercícios estimulam a liberação de substâncias que melhoram o humor e o bem-estar.

Conjuntivite

O que é Conjuntivite?

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. Ela pode ser aguda ou crônica, afetar um dos olhos ou os dois.
 
Causas
                      
A conjuntivite pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes (poluição, fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou de maquiagem, etc.). A mais comum delas é a conjuntivite primaveril ou febre do feno, geralmente causada por pólen espalhado no ar.
A conjuntivite pode ser causada, também, por vírus e bactérias. Nestes casos, ela é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com as mãos, com a secreção ou com objetos contaminados.
 
Sintomas de Conjuntivite
  • Olhos vermelhos e lacrimejantes
  • Pálpebras inchadas
  • Sensação de areia ou de ciscos nos olhos
  • Secreção purulenta (conjuntivite bacteriana)
  • Secreção esbranquiçada (conjuntivite viral)
  • Coceira
  • Fotofobia (dor ao olhar para a luz)
  • Visão borrada
  • Pálpebras grudadas quando a pessoa acorda.


Tratamento de Conjuntivite

O tratamento da conjuntivite é determinado pelo agente causador da doença. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Já, o tratamento da conjuntivite bacteriana inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, pois alguns colírios são altamente contra-indicados, porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.
Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Qualquer que seja o caso, porém, é fundamental lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde.
 
Prevenção
  • Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes
  • Lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que estes são veículos importantes para a transmissão de micro-organismos patogênicos
  • Não coçar os olhos
  • Usar toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos ou lavar todos os dias as toalhas de tecido
  • Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente, enquanto perdurar a crise
  • Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza
  • Não se automedique.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Refrigerantes: um problema para os dentes

Refrigerantes: Um Problema para os Dentes

Nas diversas regiões do Brasil, as pessoas usam palavras diferentes para identificar um refresco adocicado e gaseificado ? o refrigerante. Porém, não importa o nome que se use, trata-se de algo que pode provocar sérios problemas de saúde bucal.

Os refrigerantes destacam-se como uma das fontes mais importantes de cárie dental presentes na dieta, atingindo pessoas de todas as idades. Ácidos e subprodutos acidíferos do açúcar presente nos refrigerantes desmineralizam o esmalte dental, contribuindo para a formação das cáries. Em casos extremos, o esmalte desmineralizado combinado com escovação inadequada, bruxismo (hábito de ranger os dentes) ou outros fatores pode levar à perda dental.

Bebidas sem açúcar, que respondem por apenas 14 porcento do consumo total de refrigerantes, são menos prejudiciais1. Entretanto, elas são acidíferas e têm potencial para causar problemas.

Está-se Bebendo Cada Vez Mais

O consumo de refrigerantes nos Estados Unidos aumentou drasticamente em todos os grupos demográficos, especialmente entre crianças e adolescentes. O problema é tão grave que autoridades de saúde como a American Academy of Pediatrics começou a alertar sobre os perigos.

Quantas crianças em idade escolar bebem refrigerantes? Estimativas variam de uma em cada duas à quatro em cada cinco consumindo pelo menos um refrigerante por dia. Pelo menos uma em cada cinco crianças consome um mínimo de quatro porções por dia.2

Alguns adolescentes chegam a beber 12 refrigerantes por dia.3

Porções maiores agravam o problema. De 180 ml na década de 80, o tamanho do refrigerante aumentou para 570 ml na década de 90.

Crianças e adolescentes não são as únicas pessoas em risco. O consumo prolongado de refrigerantes tem um efeito cumulativo no esmalte dental. Conforme as pessoas vivem mais, mais pessoas terão probabilidade de apresentar problemas.

O Que Fazer

Crianças, adolescentes e adultos podem se beneficiar com a redução do número de refrigerantes que consomem, e também com as terapias bucais disponíveis. Eis algumas medidas que você pode tomar:

* Substitua o refrigerante por bebidas diferentes: Tenha na geladeira bebidas que contenham menos açúcar e ácido, como água, leite e suco de fruta 100% natural. Ingira essas bebidas e estimule seus filhos a fazer o mesmo.

* Enxágüe a boca com água: Depois de consumir um refrigerante, faça um bochecho com água para remover vestígios da bebida que possam prolongar o tempo que o esmalte fica exposto aos ácidos.

* Use creme dental e solução para bochecho com flúor: O flúor reduz as cáries e fortalece o esmalte dental, portanto escove com um creme dental que contenha flúor, como o Colgate Total® 12. Fazer bochechos com uma solução com flúor também pode ajudar. Seu dentista pode recomendar um enxaguatório bucal que você compra na farmácia ou supermercado ou prescrever um mais concentrado dependendo da gravidade do seu problema. Ele também pode prescrever um creme dental com maior concentração de flúor.

* Faça aplicação de flúor com o profissional: Seu dentista pode aplicar flúor na forma de espuma, gel ou solução. Os refrigerantes são implacáveis com seus dentes. Reduzindo a quantidade que você ingere, praticando uma boa higiene bucal e buscando ajuda com seu dentista e higienista, você pode neutralizar seus efeitos e usufruir de uma saúde bucal melhor.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

10 dicas de cuidados pré e pós-operatório em cirurgia plástica


A eficiência de uma cirurgia plástica não depende somente do seu planejamento cirúrgico. A preocupação com os cuidados no pré e pós-operatório tem demonstrado um fator preventivo de possíveis complicações garantindo um resultado estético mais satisfatório e rápido.

De acordo com a cirurgiã plástica Ana Paula Polato, o resultado de qualquer cirurgia plástica, para que atinja as expectativas tanto do paciente quanto do cirurgião, depende de uma série de fatores.

“O corpo humano, após qualquer intervenção cirúrgica, precisa de um tempo para se regenerar. O sistema imunológico fica abalado, a circulação sanguínea precisa trabalhar o dobro. A cicatrização e a eliminação de líquidos consomem uma energia muito grande do paciente. Por esse motivo é importante seguir as orientações do médico no pré e pós-operatório”, destaca a cirurgiã plástica.

Todo cuidado é pouco quando se trata de cirurgia plástica. Alguns pacientes sentem que estão recuperados e prontos para realizar diversas atividades, mas antes de qualquer iniciativa o paciente deve consultar o cirurgião plástico para definir quando se deve ou não voltar à vida normal.

“Quem submete-se a uma cirurgia sabe que é preciso manter alguns cuidados para evitar complicações e o paciente passar por uma recuperação saudável e tranquila. A cirurgia plástica não é diferente de qualquer outro tipo de cirurgia. Todas as dúvidas devem ser esclarecidas com o médico, antes da cirurgia, para que o resultado final do processo seja satisfatório”, explica a médica.

O que devo levar para o hospital? Tenho que fazer jejum? Devo tomar algum medicamento antes da cirurgia? Para acabar com todas as suas dúvidas a cirurgiã plástica, Ana Paula Polato revela alguns cuidados essenciais que o paciente deve seguir antes e depois de realizar qualquer cirurgia plástica (vá para a próxima página).


Converse com seu médico sobre seus anseios. (Foto: iStock)


Pré-operatório
Jejum - Antes de qualquer cirurgia o paciente deve manter o jejum durante 8 horas, após uma refeição leve. Beba somente água, chá sem açúcar ou suco de laranja coado, por até no máximo quatro horas antes da internação.

Pausa no cigarro - Elimine o cigarro da sua rotina durante 30 dias. A nicotina irrita o pulmão e prejudica na oxigenação do sangue. O cigarro dificulta a cicatrização da cirurgia e aumenta o risco de trombose e embolia pulmonar.

Medicamentos - Suspenda o uso de medicamentos que contenha AAS (Ácido acetilsalicílico), como aspirina, remédios à base de vasodilatadores e todos os contraindicados em casos de suspeita de dengue. Eles aumentam o sangramento durante o procedimento. Sempre que tiver uma cirurgia agendada e optar por tomar uma medicação que não é do conhecimento do seu cirurgião, o mais correto é entrar em contato com ele ou sua equipe para saber se não há interferência. Nunca use medicamentos, por mais naturais que sejam, que sua amiga indique pois utilizou ou conhece quem o fez. A arnica, por exemplo, pode aumentar o sangramento na sua cirurgia.

Acessórios
- No dia da cirurgia leve para o hospital a sua escova de cabelo e de dente, roupas largas e de fácil colocação, como calça de malha com elástico, blusas de abotoar e óculos de sol, no caso de cirurgia de pálpebras.

Uso de anticoncepcionais ou hormônios - Faça uma pausa nesse medicamento antes da cirurgia com anestesia peridural, raqui ou geral. Ele aumenta o risco da coagulação do sangue dentro das veias e embolia pulmonar, ocasionando a trombose.


Pós-operatório pede cuidados. (Foto: iStock)


Pós-operatório
Após a cirurgia plástica é hora de cuidar do pós-operatório e tudo deve ser seguido à risca para evitar abertura ou alargamento das cicatrizes, inflamações, inchaços e outras complicações.

Higiene - O primeiro banho deve ser morno e com um banco sempre por perto. As tonturas são muito comuns no primeiro dia. Geralmente acontecem náuseas, que são por causa da queda da pressão. Quando isso acontecer, fique em repouso sentada ou deitada por cerca de 5 minutos até a melhora.

Curativos - Eles devem ser realizados conforme as instruções do seu médico. As cicatrizes devem ser lavadas com água e espuma do sabonete.

Exercícios - A cicatriz leva pelo menos 45 dias para ter uma força razoável. Espere dez dias para fazer ginástica ou exercícios que causem compressão sanguínea no olho. Evite movimentos que forcem a cicatriz.

Drenagem linfática - Existem alguns tratamentos estéticos que podem auxiliar na recuperação e ajudar o organismo nas suas funções, acelerando os resultados. Um deles é a drenagem linfática, massagem que auxilia o organismo na eliminação de líquidos e evita o aparecimento de fibroses. Ela é muito indicada em pós-operatórios de abdominoplastia e lipoaspiração.

Orientações médicas
- Siga todas as instruções de seu cirurgião sobre o pós-operatório. Assim você poderá evitar uma série de riscos a sua própria saúde, além de que os resultados serão muito mais satisfatórios.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O que é Câncer de peritônio?

O câncer de peritônio é um câncer raro, que afeta o peritônio, uma membrana que reveste a parte interna da cavidade abdominal e recobre órgãos como o estômago e os intestinos, reto, bexiga e útero. Toda essa camada é rica em vasos do sistema linfático, que funcionam como sistema de defesa do organismo. O câncer de peritônio pode ser classificado como primário ou secundário.

Getty ImagesFigura da cavidade abdominal mostra o peritônio (em azul) e catéter
 
 
Fatores de risco
 
O câncer primário no peritônio é considerado raro, acometendo algo em torno de quatro ou cinco pessoas numa população de 100 mil. Seus fatores de risco ainda não são muito bem conhecidos e a doença não apresenta sintomas específicos.
No entanto, o câncer de peritônio primário é mais comum em mulheres do que em homens. Mulheres com risco de câncer de ovário têm um risco aumentado para câncer de peritônio. Isto é ainda mais provável há o fator genético. A idade avançada é outro fator de risco para o câncer de peritônio.
O câncer de peritôneo é bastante semelhante ao câncer de ovário. Isso porque o tecido do peritônio é dos ovários são formados por células epiteliais. É comum que os dois tipos de câncer apresentem sintomas semelhantes. O tratamento para os dois casos também pode ser o mesmo.

Tipos

O câncer de peritônio primário se forma na própria membrana e secundário quando ele inicia em algum órgão da região - sobretudo intestinos, ovário, útero, estômago, pâncreas ? e se implanta no peritônio.
 
 
O câncer primário de peritônio é conhecido como mesotelioma e também pode originar-se dele um carcinoma semelhante ao câncer de ovário. Já o câncer que vem de outros órgãos e se implanta no peritônio é conhecido como carcinomatose peritoneal.
 

Câncer primário no peritônio

Quando progride, o câncer primário no peritônio favorece o aparecimento de nódulos, podendo causar dor abdominal e acúmulo de líquido.
Como em qualquer tumor, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, mais positiva é a resposta ao tratamento. O tratamento é baseado na quimioterapia, que ataca e minimiza o tumor. Em alguns casos, após reavaliação médica, se opta por procedimentos cirúrgicos que visam remover lesões residuais e por quimioterapia intraperitoneal hipertérmica.

Câncer secundário no peritônio

Os casos em que um tumor de estômago, intestino ou ovário, por exemplo, cresce, se espalha e se implanta no peritônio são mais frequentes do que os diagnósticos de câncer primário no peritônio.
Nessas situações, células tumorais se desgrudam do órgão acometido e conseguem migrar e se implantar no peritônio, contribuindo para a disseminação da doença. É o que os médicos chamam de carcinomatose peritoneal.
Quando a doença alcança esse estágio, os recursos terapêuticos abarcam desde quimioterapia até intervenções cirúrgicas.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como eu sei a tonalidade dos meus dentes?


No campo dentário não há um sistema padrão para medir e determinar a tonalidade dos dentes. Assim como também não há uma resposta sobre o quanto seus dentes podem ficar brancos - cada situação pessoal é única. Uma referência comumente usada, no entanto, é um guia de tonalidades.

Um dos guias mais comuns divide a tonalidade dos dentes em uma graduação de quatro tons básicos:
  • A (marrom avermelhado)
  • B (amarelo avermelhado)
  • C (acinzentado)
  • D (cinza avermelhado)

Dentro de cada graduação existem diferentes níveis de escurecimento - o resultado é uma tabela suficientemente detalhada para que quase todo mundo possa encontrar a exata tonalidade de seu dente no guia.

Para usar o guia, simplesmente compare a tonalidade atual de seu dente com a correspondente na tabela. A tonalidade encontrada estabelece um ponto de partida para determinar o quanto você determina você gostaria que seus dentes ficassem brancos.

O quanto os seus dentes deveriam ficar brancos? Isto depende.

Não existe apenas uma maneira adequada de clarear os dentes. Algumas pessoas querem uma mudança radical e instantânea, enquanto outras preferem um clareamento gradual como os obtidos com gel e creme dental branqueador. O resultado final depende da tonalidade natural do dente, de quanto certas manchas difíceis são de sair e do tipo de tratamento escolhido. Lembre-se:
  • Uma mudança de apenas duas ou três tonalidades pode proporcionar uma sensível diferença em qualquer sorriso.
  • Embora o clareamento possa mudar ocasionalmente a tonalidade do dente nove ou mais graduações, a maioria das pessoas que clareia os dentes nota uma diferença entre duas e sete tonalidades.
  • Cada procedimento tem suas vantagens e desvantagens. Clareamento a laser e outros procedimentos branqueadores realizados em consultório, por exemplo, podem produzir resultados mais satisfatórios, porém sem seu valor mais elevado

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sete tratamentos para disfunção erétil que melhoram sua vida sexual

Medicamentos orais

Medicamentos orais são sempre a primeira opção de tratamento da disfunção erétil, desde que o paciente não apresente lesões nas artérias do pênis ou alguma contraindicação quanto às substâncias presentes nas fórmulas. "Eles melhoram o fluxo sanguíneo para o pênis, o que favorece a ereção", afirma o urologista Conrado Alvarenga, do Grupo de Disfunção Sexual do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Eles devem ser ingeridos com estômago não muito cheio, por volta de uma a duas horas antes da relação sexual e variam quanto ao tempo de ação e potência máxima.

Medicamentos de ação prolongada, por exemplo, podem agir por até 36 horas. Isso não significa que o homem terá uma ereção de 36 horas, mas que durante esse período ele conseguirá ter ereções se for estimulado sexualmente. A obrigação de tomar o remédio antes de ter a relação, entretanto, incomoda alguns homens por atrapalhar a espontaneidade do momento. Nestes casos, o profissional pode receitar uma dosagem diária do medicamento, como se fosse um tratamento contínuo. Os principais efeitos colaterais são dor de cabeça, rubor, sensação de nariz entupido e taquicardia. Ao sinal desses ou de quaisquer outros sintomas, o médico deverá ser informado.
                  
Seringa - Foto Getty Images

Injeção intra-cavernosa

Se os medicamentos via oral não surtirem efeito ou forem contraindicados, o especialista partirá para a segunda opção de tratamento: injeção intra-cavernosa. A vantagem do método é o fato de o medicamento agir cerca de quinze minutos depois da aplicação. Além disso, neste caso não é necessário qualquer estímulo para que o homem tenha a ereção. "A substância injetada estimula a circulação e promove a dilatação das artérias no local, o que aumenta o fluxo sanguíneo no pênis levando à ereção", afirma o urologista Geraldo. O tempo de duração da ereção varia de acordo com a dose injetada, o que é estabelecido na consulta com o médico.

Embora eficaz, o tratamento nem sempre é bem aceito pelos pacientes. "Algumas pessoas têm pavor de agulha", afirma o urologista Geraldo. "Imagine, então, se ela precisar ser introduzida no pênis". O especialista ressalta ainda que indivíduos com dificuldade de visualizar o pênis ou doenças que gerem tremores nas mãos devem solicitar auxílio do parceiro para a aplicação. Os efeitos colaterais da injeção intra-cavernosa se restringem a alergias a alguma das substâncias presentes no medicamento.
 
Médicos fazendo cirurgia - Foto Getty Images

Prótese peniana maleável

Próteses penianas são intervenções cirúrgicas e, portanto, tratamentos mais complexos do que a ingestão de medicamentos ou injeções. Assim, eles ocupam o terceiro lugar na escala de opções para o paciente com disfunção erétil. O tipo maleável é o mais simples e mais em conta (cerca de três mil reais). "O médico introduz uma haste metálica envolvida em silicone no pênis do paciente, o que faz com que ele fique rijo o suficiente para a penetração 100% do tempo", explica o urologista Geraldo. Na hora da relação, basta elevar o pênis.

A cirurgia de prótese peniana maleável dura cerca de uma hora e ele já pode sair do hospital 24 horas após a intervenção com um curativo compressor para evitar hematomas e para manter o pênis para baixo, facilitando a ida ao banheiro, por exemplo. Nos dias que se seguem, há um incômodo natural da cirurgia, mas nenhuma dor aguda.

A vida sexual, por sua vez, pode ser retomada 30 dias depois da alta. Vale reforçar que esta é uma ereção completamente artificial. Mas, segundo o urologista, costuma proporcionar maior satisfação ao paciente do que os medicamentos ou a injeção. O único cuidado do homem é na hora de "acomodar" o pênis. Já que ele está ereto o tempo inteiro, ele pode precisar de cuecas especiais para disfarçar o volume.
 
Homem no consultório médico - Foto Getty Images

Prótese peniana inflável

Diferente da prótese peniana maleável, a prótese inflável permite que o pênis volte ao estado de flacidez após o ato sexual. O método inclui a introdução de cilindros infláveis no pênis conectados a uma bombinha com líquido, que simularia o sangue, implantada na região escrotal, como se fosse um terceiro testículo. Para promover a ereção, basta acionar a bombinha que drenará esse líquido para o cilindro. Após a relação, o pênis deve ser levemente pressionado para baixo para que o líquido volte para a bombinha e ele fique novamente flácido.

A cirurgia dura cerca de duas horas e o paciente precisa ficar hospitalizado durante um dia, aproximadamente. Assim como na prótese maleável, atividade sexual pode ser retomada cerca de 30 dias depois do procedimento e nenhuma atividade do dia a dia é prejudicada. Dos dois tipos, este é o que consegue deixar o pênis mais ereto. As vantagens, entretanto, têm seu custo. Segundo o urologista Conrado, a prótese custa em torno de 40 mil reais.
 
Homem fazendo terapia - Foto Getty Images

Terapia

"Em muitos casos, a disfunção erétil têm como origem fatores psicológicos", afirma o urologista Conrado. Para esses pacientes, nenhum dos tratamentos anteriores é indicado. O melhor é consultar um terapeuta com formação em sexologia que poderá ajudar a acabar com esse bloqueio. O problema pode começar num dia qualquer em que, por causa da ansiedade, o homem não conseguiu ter a ereção. Se não controlar o medo de sofrer impotência nas próximas oportunidades, a cobrança se torna cada vez maior, o que atrapalha ainda mais seu desempenho.

Segundo o urologista Geraldo, é comum que homens com disfunção erétil peçam indicação de um medicamento para um colega em vez de consultar um especialista. Isso pode não só mascarar o problema, como ainda trazer sérios problemas de saúde, caso ele não tenha o perfil adequado para aquele medicamento.
 
Médicos fazendo cirurgia - Foto Getty Images

Revascularização

A revascularização é um procedimento indicado para um público com disfunção erétil bastante restrito. "Ela é feita quando o paciente tem problemas nas artérias que irrigam o pênis", explica o urologista Geraldo. O caso, entretanto, deve ser muito bem avaliado. Fazer uma ponte de safena no coração, por exemplo, é fundamental já que o órgão funciona 24 horas por dia. O pênis, por sua vez, passa a maior parte do tempo inativo. Melhorar sua vascularização, portanto, pode levar à obstrução de veias, já que o fluxo sanguíneo diminui muito quando ele está flácido.
 
Homem olhando dentro da calça - Foto Getty Images

Bomba de vácuo

De acordo com o urologista Conrado, as bombas de vácuo ficaram esquecidas como parte do arsenal de tratamentos da disfunção erétil, mas vem novamente ganhando força entre pacientes operados por câncer de próstata, funcionando como auxiliares na reabilitação peniana. Hoje, elas são vendidas apenas em sex shops, já que aumentam o volume do pênis. Ele consiste em um cilindro dentro do qual o pênis é introduzido. "Por meio de um sistema de sucção, então, o ar é retirado do cilindro, diminuindo a pressão interna", afirma. Essa pressão negativa favorece o fluxo de sangue para dentro do pênis, o que favorece a ereção.

A bomba de vácuo é usada no meio médico apenas em pacientes que precisaram remover a prótese peniana por infecções ou rejeição. Durante o período que eles precisarão esperar para fazer outra intervenção, a bomba pode ser útil impedindo que as cicatrizes deformem o órgão.

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