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quinta-feira, 27 de maio de 2010

O 20 de setembro

O 20 DE SETEMBRO, AFIRMAÇÃO
DO SENTIMENTO DE RESISTÊNCIA,
DE LIBERDADE E PATRIOTISMO




O mês de setembro tem uma grande importância para o Rio Grande do Sul. 20 de Setembro é a data máxima do Estado e do nosso povo. Neste dia, em todos os recantos, os gaúchos reverenciam a Revolução Farroupilha - marco da história e da formação política da sociedade rio-grandense - suas causas e ensinamentos.

Data transformada em feriado, por decisão da Assembléia Legislativa, a partir de Lei aprovada no Congresso Nacional, em 1996, que estendeu a mesma possibilidade a todos os Estados, o 20 de setembro é uma data que aprofunda o espírito de solidariedade, de ação unitária e coletiva e de patriotismo do povo gaúcho!

As comemorações da Semana Farroupilha, que se estendem até o dia 20, iniciaram no ano (1997) no dia 12, quando cerca de 50 cavaleiros, devidamente pilchados, ou seja, trajados tipicamente, percorreram as ruas da Capital gaúcha levando a "Chama Crioula", fogo que simbolicamente mantém viva a história rio-grandense. Ao som dos clarins da Brigada Militar, e dos hinos do Rio Grande do Sul e do Brasil, ela chegou ao Palácio Piratini, onde foi aceso o "Candieiro Crioulo", abrindo oficialmente a temporada de eventos que mobiliza todas as comunidades gaúchas.

A chama, também levada pelos cavaleiros até o Monumento Bento Gonçalves, à Secretaria da Educação, ao Centro Administrativo, ao Palácio da Polícia e à Loja Maçônica, se espalhou por todos os recantos tradicionalistas da Capital do Estado e região Metropolitana. Na ocasião, também os representantes dos CTGs - Centros de Tradições Gaúcha, do interior se dirigem à Capital para colher uma centelha da chama simbólica e levá-la aos seus respectivos municípios - alguns cavalgando até 700 quilômetros, como no caso dos cavaleiros da fronteira.





O Movimento Tradicionalista do Rio Grande do Sul surgiu no ano de 1947, a partir da criação do Departamento Tradicionalista organizado por estudantes da famosa Escola Pública Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, liderado por João Carlos Paixão Cortes.

"O Grêmio Estudantil Júlio de Castilhos, sentindo a necessidade da perpetuação das tradições gaúchas, fundou, aliando aos seus já numerosos departamentos o das "Tradições Gaúchas", procurando assim preservar esse legado imenso dos nossos antepassados, constituído do amor à liberdade, grandeza de convicções, representadas pelo sentimento de igualdade e humanidade" - parte de nota publicada à imprensa.

Em Porto Alegre, neste período, se ergue, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, entre prédios residenciais e públicos, uma espécie de vila, com cerca de 400 barracas e galpões de madeira, denominada "Ronda Crioula". Completando 50 anos, desde 1947 a Ronda Crioula reúne integrantes de CTGs - Centros de Tradições Gaúchas, piquetes e milhares de pessoas, que visitam o local, e celebram a data, ao redor do fogo de chão, com churrasco e chimarrão, poesia, música e dança, relembrando a história e contando causos.

Todos confraternizando diuturnamente, através da cuia de chimarrão, elo afetivo e real da amizade, igualdade e compreensão mútua, enraizando no gaúcho, por instinto e condicionamento, o mais amplo sentido de democracia. Além disso, tanto na Ronda Crioula, como em outros locais públicos, ou privados, ocorrem palestras, debates, sessões solenes e outras formas de manifestação voltadas ao resgate das tradições e da afirmação da cultura regional.

Como ponto máximo, encerrando as comemorações, os desfiles a cavalo ou em charretes reúnem em todo o Estado milhares de gaúchos, trajando as vestimentas típicas - os homens: bombachas, botas, lenços e chapéus de aba larga; as mulheres: vestidos de prenda, rodados e coloridos, e com belas flores nos cabelos.

Em clima de união, de clamor cívico e consciência viva, os gaúchos dão uma profunda demonstração de igualdade, integração do campo e da cidade e de respeito a sua história, reverenciando seus antecedentes, unindo gerações e vislumbrando o futuro.

É importante destacar que as comemorações da Revolução Farroupilha integram os rio-grandenses de todas as origens - sejam alemães, italianos, poloneses, árabes, negros, judeus, japoneses e demais raças - que, sem abdicar de sua própria cultura, encontram-se perfeiramente integrados com os valores da tradição gaúcha.

A Revolução Farroupilha, iniciada em 20 de setembro de 1835, e que durou cerca de 10 anos, envolveu em sucessivos e espetaculares combates, segundo os historiadores, cerca de 20 mil homens e mulheres em luta, resultando na morte heróica de aproximadamente 3.500 pessoas, em sua maioria revolucionários.

Unindo e mobilizando os farrapos, sob a liderança de homens e mulheres do porte de Bento Goançalves, Giuseppe Garibaldi, David Canabarro, Antônio da Silva Neto, Domingos Crescêncio e Anita Garibaldi, estava o sentimento de rebeldia contra a centralização do Poder Federal, que se manifestava, de forma especial, na espoliação econômica da região.

Entre as principais causas do levante, estavam a penalização dos produtos agropecuários, especialmente o charque, com altos impostos e, também, a expropriação e desvio dos recursos acumulados no Estado, até mesmo para pagar dívidas federais junto à Inglaterra.

Mas, além disso, a Revolução Farroupilha transformou-se em um momento de construção e afirmação dos princípios sociais, políticos, econômicos, culturais, e, talvez, principalmente ideológicos, que orientam a sociedade gaúcha até hoje.

Apesar da guerra, do ataque constante do poder imperial, os rebeldes farrapos mantiveram a atividade econômica, desenvolveram as estruturas de poder, tanto civil quanto militar, e introduziram revolucionárias práticas democráticas.

Em 1837 e 1838, libertaram os escravos, que haviam participado da revolução; reduziram os impostos sobre exportação e restabeleceram o imposto sobre importação de gado; criaram uma fábrica de arreios e outra de curtir couros e promoveram o recenseamento da população.

Ainda, dentre as medidas mais importantes, institui-se a Assembléia Constituinte e o sistema eleitoral baseado no sufrágio universal, com voto obrigatório e apuração perante o povo reunido.

O processo revolucionário, em sua radicalidade, também foi determinante para aprofundar a definição do perfil da mulher gaúcha, que, no rigor da guerra, destacou-se pela determinação, iniciativa, objetividade, ousadia e coragem.

Além daquelas que participaram diretamente da revolução, milhares de mulheres, na ausência dos homens, deslocados para a guerra, passaram a responder integralmente pelas atividades produtivas, pelas questões sociais, pela administração das propriedades e pela educação da família, bem como, todas as demais responsabilidades. A Revolução Farroupilha não teria sucesso sem a participação também heróica, dessas milhares de mulheres anônimas. Aliás, arrisco dizer que, considerando o fato do Rio Grande ter vivido praticamente 100 anos em guerras fronteiriças constantes, a história do Estado, e mesmo do Brasil, seria diferente, não fosse a atuação da mulher.

A Revolução Farroupilha, portanto, deixou muitos ensinamentos, dentre os quais, certamente, destacam-se o sentimento de soberania em relação ao poder central, o profundo espírito de integração da sociedade com o poder público e um grande senso de patriotismo.

Tal reconhecimento ensejou ao povo sulino, sensorialmente, o sentimento de firmeza de caráter e de ação dos seus ancestrais, sensibilizando-o como um seu predestinado continuado no tempo e no espaço.

Neste momento, além do registro das atividades, gostaria de destacar o crescimento da participação da sociedade gaúcha nas comemorações de sua data máxima.

Herança maior da gente do interior, do campeiro, do lavrador, do fronteiriço, do homem e da mulher da cidade, o espírito farrapo manifesta-se cada vez com mais força, expressando o sentimento de insatisfação e de resistência diante da situação econômica e política atual.

Se os farroupilhas lutaram para defender o couro, o charque, o sebo e a gordura, ou seja, as suas fontes de riquezas, hoje os produtores rurais gaúchos se levantam em defesa da agropecuária do Rio Grande que vem sendo massacrada pela política econômica em curso no país, apesar de âncora do Plano Real.

A vitoriosa guerra contra a sangria dos impostos naquela época, por parte do poder central, certamente inspira a mobilização de prefeitos e vereadores contra o verdadeiro saque aos cofres dos municípios, promovido pela Lei Kandir e pelo Fundo de Estabilização Fiscal, especialmente. Naquela época, o governo central se apropriava do superávit acumulado pelo Estado, para sua livre utilização, inclusive para pagar empréstimos federais externos; hoje assistimos o mesmo poder retirar recursos da economia regional, da ordem de cerca de 300 milhões de reais, por conta apenas dessas duas medidas, para alimentar a ciranda financeira internacional.

O mesmo sentimento de valorização da economia regional, que orientou àqueles revolucionários, também hoje estimula os gaúchos a lutarem contra a abertura indiscriminada da economia rio-grandense e brasileira à concorrência externa desleal, predatória e extremamente prejudicial ao desenvolvimento do Estado e do País.

Por outro lado, cada vez mais os riograndenses constatam que, ao invés de um Estado fragilizado, ausente das suas funções básicas e estratégicas e com seus funcionários desmotivados, é preciso resgatar o princípio da unidade entre Governo e povo, como parceiros de um processo de promoção dos interesses coletivos, que sempre norteou a construção da sociedade gaúcha. E, ainda, neste momento de resgate histórico, é também crescente o sentimento de que, antes da subserviência, da fidelidade irrestrita ao poder central, o que ainda vale, e que melhor defende os interesses do Rio Grande, é a aplicação dos princípios farroupilhas de dignidade, de independência, de coerência e de justiça.

O Rio Grande, da mesma forma que o Brasil, vive um grande desafio, de busca de um novo caminho para as relações econômicas, políticas e sociais; momento em que não pode prescindir da experiência histórica acumulada pelo povo, como contribuição fundamental para o sucesso dessa tarefa que está colocada para a atual e futuras gerações.

Ao encerrar, quero destacar que as comemorações em torno da Semana Farroupilha extrapolam os limites do Rio Grande, mobilizando os gaúchos que residem, trabalham e produzem em outros Estados da Federação, ou mesmo no exterior. São homens e mulheres que, mesmo longe do pampa, não esquecem a história, as tradições, os costumes e a cultura da sua terra e da sua gente, e se unem para também reverenciar a nossa data máxima.

Tais manifestações, inseridas entre as mais destacadas dentre todos os povos do mundo, deve-se, em grande parte, ao compromisso com a cultura e as tradições, com o espírito cívico e com o trabalho desenvolvido por milhares de lideranças tradicionalistas, patronagem de CTGs e galpões e ao povo em geral, que apóia e participa, os quais merecem o nosso aplauso e de toda a sociedade gaúcha e brasileira.

O somatório dessas influências, revela-nos, à sociedade, o porque deste apego ao torrão natal, desse amor aos pagos, dessa ternura pela querência. É o gaúcho, na verdadeira acepção do termo, se reencontrando.

Ainda mais, neste momento gostaria de compartilhar com todos aqueles brasileiros que nos ouvem ou assistem, o lema dos farroupilhas, escrito na bandeira do Rio Grande do Sul - Liberdade, Igualdade, Humanidade - com a certeza de que, juntos, podemos transformar tais valores em realidade viva, expressa nos sentimentos e na ação de cada cidadão cidadão deste País.


sexta-feira, 26 de março de 2010

26 de Março - Aniversário de Porto Alegre

Parabéns minha Porto Alegre por seus 238 anos de existência!!!!

Confira letra de música feita para Porto Alegre cantada por Isabela Fogaça:

Porto Alegre é que tem
Um jeito legal
É lá que as gurias etc... e tal

Nas manhãs de domingo
Esperando o Gre-Nal
Passear pelo Brique
Num alto astral

Porto Alegre me faz
Tão Sentimental
Porto Alegre me dói
Não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
Não leve a mal
A saudade é demais
É lá que eu vivo em paz

Quem dera eu pudesse
Ligar o rádio e ouvir
Uma nova canção
Do Kleiton e Kledir

Andar pelos bares
Nas noites de abril
Roubar de repente
Um beijo fadio

Porto Alegre me faz
Tão Sentimental
Porto Alegre me dói
Não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
Não leve a mal
A saudade é demais
É lá que eu vivo em paz

Porto Alegre me dói
Não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
Não leve a mal
A saudade é demais
É lá que eu vivo em paz

Porto Alegre é demais!



Pelo centro da cidade circulam por dia ao redor de 500 mil pessoas. O mesmo centro que abriga a Praça da Matriz e congrega o Tribunal de Justiça, a catedral metropolitana, o parlamento e o Palácio Piratini, sede do executivo estadual. A arquitetura dos prédios, inspirada em padrões europeus, também é ressaltada. O coração da cidade bombeia cultura, explícita nas mais variadas formas.

A praça da Matriz também abriga o Theatro São Pedro, um dos orgulhos da cidade, em estilo barroco português e uma pequena platéia em forma de ferradura. Há quem diga que é o teatro mais bonito do Brasil. Como exemplo de estilo neoclássico, os porto-alegrenses exibem a Biblioteca Pública, com seu Salão Mourisco, ricamente decorado. Bem perto dali, todas as primaveras, na rua dos Andradas, acontece a Feira do Livro que lota o centro da capital que menos tem analfabetos no Brasil, e onde a venda de livros é a maior entre as capitais do país. Sem falar da Casa de Cultura Mário Quintana, com cinema, teatro, sala de exposições e o Café Concerto, na cúpula do antigo Hotel Majestic. Tem também o Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo e a escadaria da Igreja Nossa Senhora das Dores.

Porto Alegre, de fato, esbanja charme. Não apenas pelos seus habitantes que receberam influências das mais diversas imigrações, (principalmente do norte da Itália, da Alemanha e dos países platinos), mas também porque se veste de cores novas a cada estação do ano. Pétalas de ipês, jacarandás e flamboaiãs compõem verdadeiros tapetes naturais nas ruas e calçadas. Não é à toa que a cidade é considerada a mais arborizada do Brasil, com 700 mil árvores em vias públicas. Para se ter uma idéia, há aproximadamente 17 metros quadrados de área verde para cada habitante.

Porto Alegre também ganha vida ao ar livre nas praças e parques, nas conversas descontraídas e no inseparável chimarrão de domingo no parque da Redenção - na verdade, Parque Farroupilha. Os 40 hectares de área do espaço formam o mais antigo e popular ponto de encontro da cidade. Aos sábados recebe a Feira Ecológica e aos domingos, o Brique da Redenção, com suas barracas de artesanato, artes plásticas, antiguidades, alimentação e manifestações culturais. E o pôr-do-sol, ícone da cidade, pode ser apreciado ao longo de 15 quilômetros que separam a Usina do Gasômetro, no Centro da Cidade, do Calçadão da Praia de Ipanema, na Zona Sul.

Porto Alegre está de aniversário, completando mais de 200 anos de história (238 anos). E como é difícil, diante dessa data de tamanha importância, definir em palavras as emoções de ver, sentir e ouvir tudo que nossa “POA” tem a dizer. Ou seria possível descrever a pintura formada no lago Guaíba, com os últimos raios de sol? Relatar a experiência de ouvir o grito das torcidas de Grêmio ou Internacional em dia de clássico do nosso futebol? Não. Impossível. O “porto dos casais” nasceu mesmo é para ser vivido!











HISTÓRIA

Porto Alegre, capital gaúcha, com seu clima subtropical úmido, é uma das cidades mais arborizadas do país, além de ter um pôr-do-sol considerado um dos mais lindos do mundo. No dia 26, esta bela metrópole, nascida em 1772 e batizada com o nome de Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais, completa 238 anos. Durante este período, mudou várias vezes de nome: Porto de Viamão (século XVIII), depois Porto do Dorneles, em seguida Porto de São Francisco dos Casais e, finalmente, Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre.

A cidade passou por lutas sangrentas para se firmar como capital, por isto em sua bandeira está escrito “Mui Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre”. Banhada pelo Lago Guaíba, a cidade tem como padroeira a N. S. dos Navegantes, daí ser feriado local o dia 2 de fevereiro, quando ocorrem muitas cerimônias de fé, tanto por terra quanto por água.

Sua localização geográfica é igualmente elogiada, localizada no místico paralelo 30º. Circundada por 40 morros e uma orla fluvial de 72km, berço de gente famosa em todas as áreas, terra do Grêmio e do Inter, dos domingos no Brique da Redenção, e tema de muitos poemas de Mário Quintana, Porto Alegre é demais...

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