Mostrando postagens com marcador Crônicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônicas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Brasil visto por um francês… E não é que ele tem razão em muita coisa?



Chorei de rir! Não que eu concorde com todos os argumentos. É muito óbvio que a única experiência desse francês de 29 anos que mora há um ano em Belo Horizonte, foi em uma cidade grande. Certamente se tivesse vivido em uma cidade de interior ou nos longínquos cantos que nem nós brasileiros conhecemos direito, sua impressão fosse muito diferente. Ele mesmo comenta das dimensões continentais do nosso país, mas parece ter esquecido o quanto isso e o impacto das influências externas fazem diferença nos hábitos e comportamentos da população.
Tenho convivido com muitos estrangeiros de dois anos para cá, e confesso que nenhum teve uma ideia e inspiração tão clara de como descrever alguns hábitos nossos. Alguns hábitos que nos orgulhamos e outros que nem tanto. O texto é engraçado, e para quem já está na defensiva porque vai ouvir um gringo falando da gente…. Calma, leia devagar. A mensagem demonstra uma profunda admiração por um país de hábitos diferentes e estranhos. Uma admiração que muitas vezes falta a nós mesmos.
A seguir, o Brasil do ponto de vista do simpático Olivier Teboul, recheado de uma gramática cheia de sotaque e erros de português perdoáveis.
” Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada serio.

-Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas ja bastam para constituir uma fila.
-Aqui no Brasil, o ano começa “depois do Carnaval”.
-Aqui no Brasil, não se pode tocar a comida com as mãos. No MacDonalds, hamburger se come dentro de um guardanapo. Toda mesa de bar, restaurante ou lanchonete tem um distribuidor de guardanapos e de palitos. Mas esses guardanapos são quase de plastico, nada de suave ou agradável. O objetivo não é de limpar suas mãos ou sua boca mas é de pegar a comida com as mãos sem deixar papel nem na comida nem nas mãos.
-Aqui no Brasil todo é gay (ou ‘viado’). Beber chá: e gay. Pedir um coca zero: é gay. Jogar vólei: é gay. Beber vinho: é gay. Não gostar de futebol: é gay. Ser francês: é gay, ser gaúcho: gay, ser mineiro: gay. Prestar atenção em como se vestir: é gay. Não falar que algo e gay : também é gay.
-Aqui no Brasil, os homens não sabem fazer nada das tarefas do dia a dia: não sabem faxinar, nem usar uma maquina de lavar. Não sabem cozinhar, nem a nível de sobrevivência: fazer arroz ou massa. Não podem concertar um botão de camisa. Também não sabem coisas que estão consideradas fora como extremamente masculinas como trocar uma roda de carro. Fui realmente criado em outro mundo…
-Aqui no Brasil, sinais exterior de riqueza são muito comuns: carros importados, restaurantes caríssimos em bairros chiques, clubes seletivos cujos cotas atingem valores estratosféricas.
-Aqui no Brasil, os casais sentam um do lado do outro nos bares e restaurantes como se eles estivessem dentro de um carro.
-Aqui no Brasil, os homens se vestem mal em geral ou seja não ligam. Sapatos para correr se usam no dia a dia, sair de short, chinelos e camiseta qualquer e comum. Comum também é sair de roupas de esportes mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.
-Aqui no Brasil, o cliente não pede cerveja pro garção, o garção traz a cerveja de qualquer jeito.
-Aqui no Brasil, todo mundo torce para um time, de perto ou de longe.
-Aqui no Brasil, sempre tem um padre falando na televisão ou na radio.
-Aqui no Brasil, a vida vai devagar. E normal estar preso no transito o dia todo. Mas não durma no semáforo não. Ai tem que ser rápido e sair ate antes do semáforo passar no verde. Não depende se tiver muitas pessoas atrás, nem se estiverem atrasados. Também é normal ficar 10 minutos na fila do supermercado embora que tenha só uma pessoa na sua frente. Ai demora para passar os artigos, e muitas vezes a pessoa da caixa tem que digitar os códigos de barra na mão ou pedir ajuda para outro funcionário para achar o preço de um artigo. Mas, na hora de retirar o cartão de credito, ai tem que ser rápido. Não é brincadeira, se não retirar o cartão na hora, a mesma moça da caixa que tomou 10 minutos para 10 artigos vai falar agressivamente para você agilizar: “pode retirar o cartão!”.
-Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.
-Aqui no Brasil, a música faz parte da vida. Qualquer lugar tem musica ao vivo. Muitos brasileiros sabem tocar violão embora que não consideram que toquem se perguntar pra eles. Tem músicos talentosos, mas não tantos tocam as musicas deles. Bares estão cheios de bandas de cover.
-Aqui no Brasil, a política não funciona só na dimensão esquerda – direita. Brasil é um pais de esquerda em vários aspectos e de direita em outros. Por exemplo, se pode perder seu emprego de um dia pra outro quase sem aviso. Tem uma diferencia enorme entre os pobres e os ricos. Ganhar vinte vezes o salario minimo é bastante comum, e ganhar o salario minimo ainda mais. As crianças de classe media ou alta estudam quase todos em escolas particulares, as igrejas tem um impacto muito importante sobre decisões politicas. E de outro lado, existe um sistema de saúde publico, o estado tem muitas empresas, tem muitos funcionários públicos, tem bastante ajuda para erradicar a pobreza em regiões menos desenvolvidas do país. O mesmo governo é uma mistura de política conservadora, liberal e socialista.
-Aqui no Brasil, e comum de conhecer alguem, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, ta?”, e nem trocar telefone.
-Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na pratica “não vou não”.
-Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condicões estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.
-Aqui no Brasil, novela é mais importante do que cinema. Mas o cinema nacional é bom.
-Aqui no Brasil, não falta espaço. Falam que o pais tem dimensões continentais. E é verdade, daria para caber a humanidade inteira no Brasil. Mas então se tiver tanto espaço, por que é que as garagens dos prédios são tão estreitos? Porque existe até o conceito de vaga presa?
-Aqui no Brasil, comida salgada é muito salgada e comida dolce é muito doce. Ate comida é muita comida.
-Aqui no Brasil, se produz o melhor café do mundo e em grandes quantidades. Uma pena que em geral se prepare muito mal e cheio de açúcar.
-Aqui no Brasil, praias bonitas não faltam. Porem, a maioria dos brasileiros viajam todos para as mesmas praias, Búzios, Porto de Galinhas, Jericoacoara, etc.
-Aqui no Brasil, futebol é quase religião e cada time uma capela.
-Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num pais onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!
-Aqui no Brasil, esporte é ou academia ou futebol. Uma pena que só o futebol seja olímpico.
-Aqui no Brasil, existe três padrões de tomadas. Vai entender porque…
-Aqui no Brasil, não se assuste se estiver convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja. Também não se assuste se parece mais com a coroação de um imperador romano do que como o aniversário de dois anos. E ‘normal’.
-Aqui no Brasil, nõ tem o conceito de refeição com entrada, prato principal, queijo, e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com tudo: verdura, carne, queijo, arroz e feijão. Dai sempre acaba comer uma mistura de todo.
-Aqui no Brasil, o Deus esta muito presente… pelo menos na linguagem: ‘vai com o Deus’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus me livre’, ‘ai meu Deus’, ‘graças a Deus’, ‘pelo amor de Deus’. Ainda bem que ele é Brasileiro.
-Aqui no Brasil, cada vez que ouço a palavra ‘Blitz’, tenho a impressão que a Alemanha vai invadir de novo. Reminiscência da consciência coletiva francesa…
-Aqui no Brasil, pais com muita ascendência italiana, tem uma lei que se chama ‘lei do silencio’. Que mau gosto! Parece que esqueceram que la na Itália, a lei do silencio (também chamada de “omerta”) se refere a uma pratica da mafia que se vinga das pessoas que denunciam suas atividades criminais.
-Aqui no Brasil, se acha tudo tipo de nomes, e muitos nomes americanos abrasileirados: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, etc.
-Aqui no Brasil, quando comprar tem que negociar.
-Aqui no Brasil, os homens se abraçam muito. Mas não é só um abraço: se abraça, se toca os ombros, a barriga ou as costas. Mas nunca se beija. Isso também é gay.
-Aqui no Brasil, o polegar erguido é sinal pra tudo : “Ta bom?”, “obrigado”, “desculpa”.
-Aqui no Brasil, quando um filme passa na televisão, não passa uma vez só. Se perder pode ficar tranquilo que vai passar mais umas dez outras vezes nos próximos dias. Assim já vi “Hitch” umas quatro vezes sem querer assistir nenhuma.
-Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e ai?”. E ai o que? Parece uma frase abortada. Uma resposta correta e comum a “obrigado” e “imagina”. Imagina o que? Talvez eu quem falte de imaginação.
-Aqui no Brasil, todo mundo gosta de pipoca e de cachorro quente. Não entendo.
-Aqui no Brasil, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouvi muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos.
-Aqui no Brasil, as lojas, o negócios e os lugares sempre acham um jeito de se vender como o melhor. Já comi em em vários ‘melhor bufe da cidade’ na mesma cidade. Outro superativo de cara de pau é ‘o maior da -América latina’. Não costa nada e ninguém vai ir conferir.
-Aqui no Brasil, tem uma relação ambígua e assimétrica com a América latina. A cultura do resto da América latina não entra no Brasil, mas a cultura brasileira se exporta la. Poucos são os brasileiros que conhecem artistas argentinos ou colombianos, poucos são os brasileiros que vão de ferias na América latina (a não ser Buenos Aires ou o Machu Pichu), mas eles em geral visitaram mais países europeus do que eu. O Brasil as vezes parece uma ilha gigante na América latina, embora que tenha uma fronteira com quase todos os outros países do continente.
-Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, (ex-mulher…). Amor com rótulos.
-Aqui no Brasil, a comida é: arroz, feijão e mais alguma coisa.
-Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. E natural acolher alguem novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado brasileiros.
-Aqui no Brasil, o brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. To esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.
-Aqui no Brasil, de vez em quando no vocabulário aparece uma palavra francesa. Por exemplo ‘petit gâteau’. Mas para ser entendido, tem que falar essas palavras com o sotaque local. Faz sentido mas não deixa de ser esquisito.
-Aqui no Brasil, tem um organismo chamado o DETRAN. Nem quero falar disso não, não saberia por onde começar…
-Aqui no Brasil, dentro dos carros, sempre tem uma sacola de tecido no alavanca de mudança pra colocar o lixo.
-Aqui no Brasil, os brasileiros se escovam os dentes no escritório depois do almoço.
-Aqui no Brasil, se limpa o chão com esse tipo de álcool que parece uma geleia.
-Aqui no Brasil, a versão digital de ‘fazer fila’ e ‘digitar codigos’. No banco, pra tirar dinheiro tem dois códigos. No supermercado, o leitor de código de barra estando funcionando mal tem que digitar os códigos dos produtos. Mas os melhores são os boletos pra pagar na internet: uns 50 dígitos. Sempre tem que errar um pelo menos. Demora.
-Aqui no Brasil, o sistema sempre ta “fora do ar”. Qualquer sistema, principalmente os terminais de pagamento de cartão de credito.
-Aqui no Brasil, tem um lugar chamado cartório. Grande invenção para ser roubado direito e perder seu tempo durante horas para tarefas como certificar uma copia (que o funcionário nem vai olhar), o conferir que sua firma é sua firma.
-Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trilho do carnaval. Eles também são atletas. Tens a energia de correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda falar com as mulheres passando na rua.
-Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.
-Aqui no Brasil, no tem agua quente nas casas. Dai tem aquele sistema muito esperto que é o chuveiro que aquece a agua. Só tem um porem. Ou tem agua quente ou tem um débito bom. Tem que escolher porque não da para ter os dois.
-Aqui no Brasil, as pessoas saem da casa dos pais quando casam. Assim tem bastante pessoas de 30 anos ou mais morando com os pais.
-Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. La na franca nem existe mandioca.
-Aqui no Brasil, tem o numero de telefone tem um DDD e também um numero de operadora. Uma complicação a mais que pode virar a maior confusão.
-Aqui no Brasil, quando encontrar com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”. Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um dialogo entre o Dalai-Lama e um discípulo dele. Por exemplo em inglês: “The beauty? – The joy”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.
-Aqui no Brasil, a torneira sempre pinga.
-Aqui no Brasil, no taxi, nunca se paga o que esta escrito. Ou se aproxima pra cima ou pra baixo.
-Aqui no Brasil, marcar um encontro as 20:00 significa as 21:00 ou depois. Principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas.
-Aqui em Belo Horizonte, e a menor cidade grande do mundo. 5 milhões de habitantes, mas todo mundo conhece todo mundo. Por isso que se fala que BH é um ovo. Eu diria que é um ovo frito. Assim fica mais mineiro.

Fonte: http://sonhosemmosaico.wordpress.com/2013/04/16/brasil-visto-por-um-frances-e-nao-e-que-ele-tem-razao-em-muita-coisa/

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Crítica ao ENADE


Olá galera, hoje venho fazer uma crítica ao ENADE.

Infelizmente há a cobrança de uma prova que objetiva avaliar a situação dos cursos superiores do país todo. Mas o que há de mal nisso?

Simplesmente não existe um limite de tempo mínimo que o aluno precisa prestar a prova. Então muitos alunos assinam seu nome e vão embora. Como poderá haver avaliação dos cursos se apenas em torno de 5% dos alunos levam a prova a sério?

No domingo da prova levei minha noiva e uma amiga para realizarem a prova. Poxa, colocaram elas lá no raio que o parta pra fazerem a prova em plena tarde. Enquanto elas entravam, eu estacionei o carro e me reencontrei com elas. Quando eram 10 pras 13h elas entraram e eu fiquei esperando. Avisaram que não podíamos esperar no pátio da escola, então fiquei na calçada da escola esperando junto com diversas outras pessoas.

Pasmem, havia gente que não fazia 5 minutos que havia entrado nas salas e já estavam saindo. Uma menina disse pra um amigo que estava do lado de fora: “Já acabei, é só assinar o nome. Não precisa fazer a prova!”.

Deveria ter a obrigatoriedade de se ficar no mínimo 2 horas fazendo a prova, como é o caso do ENEM.

Por falar em ENEM, esse exame sim é louvável. Por quê?

Porque o ENEM é uma prova que te possibilita ingressar em uma universidade, ou seja, há um incentivo aos alunos para que a prova seja feita. Tá certo que a próxima etapa (Pro-UNI) é uma palhaçada, mas estamos citando apenas o ENEM.

Em contrapartida, o ENADE nada mais é do que uma prova que precisa ser realizada obrigatoriamente, já que quem não a fizer não se forma, ou seja, seriam 4 ou 5 anos perdidos por causa de uma prova que nem é levada a sério.

Por isso os alunos fazem o ENEM com gosto e esperam as vezes 2 ou 3 horas para saírem com o caderno de questões e no ENADE os alunos fazem a prova nas coxas (de qualquer jeito) e nem fazem questão de saírem com a prova, uma vez que esta não vale nada, é simples quesito para se formar. Basta assinar seu nome e pronto.

Outro ponto negativo é a distância das escolas de realização das provas. Pegando o meu caso nesse final de semana:

Saí de casa com minha namorada as 10:30h para chegar no local da prova as 12:50. Almoçamos na rua e chegamos no local de forma tranquila as 12:45h.

Só que poxa, nesse caminho até o local da prova dela, passamos por umas 4 escolas mais perto de onde ela mora e em apenas 1 haveria realização da prova. Por que então colocar gente da zona sul para fazer a prova na zona oeste (quase norte)?

É muita falta de organização. 3 pessoas se atrasaram e perderam a prova, então não irão se formar esse semestre. Também não deixaram o pai de uma aluna entrar para usar o banheiro. Isso é um absurdo, além de termos de esperar na rua ainda negam o uso do banheiro. Não havia lugares abertos ao redor, pois era domingo e o comércio todo fecha nesse dia.

Eu admiro minha noiva, pois ela e a sua amiga levaram a prova a sério. Começaram as 13h e terminaram 15:30h (bem mais tempo que mais de 90% dos que fizeram prova no mesmo lugar).

Esperei quase 3 horinhas, mas o que salvou foi o fato de haver pessoas para conversar nesse meio tempo. Conversei sobre informática, sobre faculdade, sobre ENADE, sobre ENEM e sobre relacionamento. Assim o tempo passou rápido até.

Enfim, esse é o resumo de um exame de avaliação que pra mim não vale de nada, pois ninguém leva a prova a sério.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Seja um idiota


Será que a novela exagerou mesmo?

Hoje vi no facebook alguns comentários sobre o padre corrupto da novela, dizendo que a novela estava agredindo a igreja católica.

Bom, eu não concordo que a novela exagerou.

Não podemos tapar o sol com a peneira. Existem padres corruptos sim, asisim como pastores, rabinos, etc. As notícias que veiculam as mídias são provas disso.

Também concordo que as novelas ultimamente estão pura putaria, mas geralmente há assuntos sérios no seu decorrer.

Na minha opinião, tudo que a novela está fazendo nesse ponto é mostrar essa realidade que existe dentro da igreja, não igreja como um todo, mas sim igreja como partes espalhadas. Afinal de contas, corrupção há em todo lugar.

É preciso uma visão mais olística sobre os assuntos e não se ofender de véspera. Análise é tudo!!!

Abraços.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Faz-me rir


Seriedade não é mau humor, nem cara amarrada. Competência não é prepotência, nem arrogância. Cada um de nós sabe muito de alguma coisa, mas não sabe tudo de todas as coisas. Somos seres incompletos, e por toda a vida aprendizes.

Uma pessoa, depois de muito pensar e labutar, talvez fique madura. Mas ela nunca estará pronta e completa. Simplesmente não existe o sabe-tudo. E menos ainda o pode-tudo. Quem deixar de ouvir vai ensurdecer na cela das vaidades.

Tão velho quanto o primeiro homo sapiens é confundir autoridade com autoritarismo. É acreditar que pela intimidação se tornará o líder de uma equipe, ou mesmo o gerente de uma situação. Tem gente que acha que calando a boca do outro, será ouvido.

Gente que acha que ganha tudo no grito. Que no menor conflito coloca a máscara do emburrado, do xerife, do macho, do olha-com-quem-você-está-falando. É o pessoal que sai dando carteirada, cotovelada, coronhada para todos os lados.

Aprendi a desconfiar do chefe, da professora, do político, do namorado, da namorada que nunca cedem a palavra. A roubam para si. Disparam num monólogo mais comprido do que rio Nilo, mais tedioso do que congestionamento nas marginais de Sampa.

Também sinto piedade deles. Pois se você não ouve, você não dialoga. Em outras palavras, não troca nada. Ter a crença de que você está certo e o resto do mundo errado, deve causar uma solidão de dó. Sei lá, parecido com morar numa casa sem janelas.

Ponho fé em quem se detém para ouvir. Naqueles que mesmo cientes de que já sabem muito estão abertos e loucos para aprender mais. Essa gente que compreende que ouvir é melhorar o próprio falar.

Dou olhos e orelhas a quem prefere o bom ao mau humor. O carinha, ou a carinha, capaz de rir das situações e, principalmente, de si mesmo. Rir da própria confusão, do próprio erro, da bobagem dita, do canto desafinado é terapia de graça.

Pode anotar: o riso é libertação. Libertação do incômodo carimbo do ser oficial, engravatado, engomado. O riso nos ensina que ninguém é melhor, ou mais digno do que ninguém. Também há quem jure que uma boa risada engana a morte.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Crônica do dia

SUA VIDA EM CANAIS >> Eduardo Loureiro Jr.

Quando a gente passa muitas horas seguidas dentro de um estúdio de gravação de áudio, como tem sido o meu caso nesses derradeiros dias, começa a ouvir música de maneira diferente. A canção ouvida no rádio não é mais um ser único, indivisível, mas um conjunto formado por uma série de camadas.
A gente percebe o som só do violão, e só da guitarra, e do violão e da guitarra juntos, e só da percussão, e só do violão e da percussão, e só da guitarra e da percussão, e do violão, da, guitarra e da percussão juntos, e só do baixo, e só do baixo e do violão, e só do baixo e da guitarra, e só da percussão, e do baixo, do violão e da guitarra juntos... numa extensa combinação de instrumentos e de conjuntos de instrumentos. A música se revela para a gente não como algo milagrosamente pronto, mas como uma construção canal por canal, linha melódica por linha melódica. Cada instrumento, ou voz, é gravado separadamente no estúdio, para só em seguida ser combinado, mixado, com os demais. Quando, no dia a dia, a gente ouve uma canção de quatro minutos de duração, raramente se dá conta de que, para que os artistas pudessem gravá-la, levaram horas ou, mais frequentemente, dias.

A vida, nossa vida, talvez também seja assim: uma mixagem de muitos canais, mas muitos mesmo, de família, amizade, trabalho... Cada maneira com que nos relacionamos com uma pessoa específica é uma linha melódica diferente que tocamos. Essas linhas se combinam na tentativa de compor uma harmonia que podemos chamar de felicidade. Às vezes, ficamos muito satisfeitos com o resultado de determinada linha melódica, mas quando a ouvimos em combinação com outra linha, o resultado não é muito bom para os ouvidos. Assim como em um estúdio, poder ouvir cada canal separadamente é, ao mesmo tempo, uma bênção e uma responsabilidade: um canal mal tocado não pode ser coberto, oculto, escondido por outro canal bem tocado. É preciso identificar onde está o erro do canal mal tocado e corrigi-lo, concentrando-se só nele por algum tempo, até poder retornar à combinação com os outros canais.
Quem já passou pela experiência de um estúdio de gravação sabe que o prazer de fazer música pode ser tão cansativo quanto os dias mais chatos da vida. Mas, assim como na vida, o resultado final da dedicação de trabalhar canal por canal é um conjunto mais harmônico que compensa todo o tempo e todo o esforço empregados na tarefa.
Quem canta, seus males espanta. Quem grava, seus males destrava.

Fonte: Crônica do Dia

quinta-feira, 8 de março de 2012

Uma lenda chamada Lionel Messi

By Yahoo!


Messi será lembrado como gênio, independente de ganhar a Copa do Mundo ou não

Alguns são predestinados a mudar as coisas. Levá-las a outro nível. Melhorá-las. Messi é um desses abençoados. Não deve ser chamado de craque. É uma nomenclatura muito banal. Ele deve ser encarado como um verdadeiro gênio. Um dos maiores do futebol de todos os tempos e (com certeza) o maior que eu já tive o prazer de ver jogar.

Escrevo após acompanhar o confronto entre Barcelona x Bayer Leverkusen pela Liga dos Campões da Europa. O craque argentino fez cinco gols na vitória do clube catalão por 7 a 1, mas o placar e o número de gols não importam tanto. No fim das contas, o que é digno de nota mesmo é o futebol jogado por Messi não só nessa partida, mas desde que começou a atuar no time principal do Barcelona.

A Liga dos Campeões é um dos campeonatos mais competitivos do mundo. Com atletas em seu auge físico e técnico. As partidas são transmitidas para o mundo todo usando o melhor da tecnologia digital. Contudo, Messi é anacrônico por puro capricho. Seu futebol é um enigma. É ele que é rápido demais ou os outros que não conseguem acompanhar o seu pensamento?

E é a constatação cada vez mais clara e contundente da excelência de seu futebol que deixa todos bestificados. Não é apenas o duelo de hoje. Jogo após jogo, Messi faz de coisas complicadas e difíceis tarefas simples.

O camisa 10 do Barcelona desdenha da física e usa o espaço do campo de jogo como quer. Quando Messi está em campo todos os parâmetros que conhecemos são relativos. Gênios são assim mesmo. Gostam de mudar a realidade. Reinventar a roda. E é isso que Messi faz a cada jogo. Seu talento faz o futebol praticado atualmente parecer um esporte ordinário. Se tem a impressão que existe o jogo dos outros e o jogo de Messi. Como se todos tateássemos na escuridão e de seus pés surgisse uma centelha de luz.

Escafandristas, historiadores, torcedores, matemáticos... Parece impossível que alguém consiga decifrar o seu jogo. E a cada partida crescem as comparações, a lenda ganha um novo capítulo. E Messi vai ganhar uma aura atemporal.

Quem se importa com essas coisas trata de 'enquadrá-lo' em algum parâmetro preestabelecido. É maior que Maradona? Será maior que Pelé? Outros ainda ditam do alto de seu conhecimento que ele só será realmente grande quando vencer uma Copa do Mundo com a Argentina. Como se um Mundial atestasse a sua genialidade. Como se ele precisasse de qualquer outra coisa além de seu futebol para ser apontado como um dos maiores de todos os tempos nesse esporte.

Não me importo se Messi é maior que Maradona, Ronaldo ou Pelé. Só sei que ele é o maior jogador que já tive o privilégio de ver jogar. Um Mozart, Beethoven, Miles Davis (ou o que preferirem) do futebol.

Sexo é bom e faz bem à saúde

By Yahoo!

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. É aquele dia em que a gente comemora todas as vitórias que tivemos, todo o respeito e segurança que fazem parte da nossa vida. Mas espera aí...


Milhares de sutiãs foram queimados para que a gente pudesse usar minissaia e fazer sexo sem ter que ouvir julgamentos, além de outras coisas, claro, mas a gente ainda passa por isso, não? A cada passeio num vestido um pouco mais curto e temos que nos sentir como carne no açougue, todo mundo olhando, fazendo comentários e o pior de tudo são os comentários que chamo, carinhosamente, de "estuprador em potencial", que são os que nos deixam morrendo de vontade de correr para casa.

A gente não deveria passar por tudo isso!

É claro que hoje já temos a liberdade sexual, podemos nos relacionar com quem quisermos sem que ninguém tenha que se intrometer. Mas as pessoas ainda apontam as mulheres que são assim. Dizer que a mulher que faz sexo apenas por sexo não se respeita é um absurdo tão grande, tão machista, que nem merece muitas linhas de texto.

O mais triste de tudo é que muitas mulheres tem essa atitude de apontar para a outra e sentar sobre o próprio rabinho. Um exemplo muito claro disso foi a eliminação da BBB Renata. Ela saiu da casa porque ficou, em 45 dias, com três caras. Oi? Aqui fora ninguém faz isso?

Ah, dizem que ela fez sexo na casa, o que é um absurdo. Oi de novo? Sexo não é um absurdo. Sexo é algo que todo mundo faz, é natural, faz bem, é gostoso. E sexo na novela das oito pode, né? O argumento sobre ser ou não real não cola, é sexo, ponto. As cenas do BBB, tanto da Renata quanto da Laisa, só foram vistas por quem procurou na internet. E MUITA gente procurou.

Além disso, se as duas fizeram sexo e uma delas ficou com mais de uma pessoa, tem gente faltando nessa conta, né? Laisa e Renata são erradas por terem feito sexo, mas Yuri e Rafa são garanhões. Assim como Jonas, que deu uns beijos em Renata e Monique. Não tem algo errado aí?

É claro que tivemos diversas vitórias, que temos mais liberdade, mas ainda não podemos andar sozinhas na rua, de noite, sem ter um pinguinho de medo, de olhar para os lados porque violência sexual é algo banalizado.

É claro que podemos fazer sexo com quem e quando queremos, mas vamos ter que aguentar alguém comentando sobre a nossa vida e achando que o homem é assim mesmo, mas a mulher não se dá o respeito.

É claro que trabalhamos, mesmo ganhando menos por um cargo igual ao do homem, mas algumas de nós ainda têm que chegar em casa e cuidar de tudo — o último post deste blog foi a grande prova de que isso existe muito mais do que gostaríamos de acreditar.

Os homens vivem reclamando nos comentários e nos e-mails que as mulheres não gostam de sexo, que não sentem desejo por eles e que eles gostariam de mudar isso. A pergunta que eu faço é: como as mulheres vão deixar os desejos falarem se a cada vez que isso acontece ela corre o risco de ser taxada de piranha? A atitude de apontar para as mulheres livres faz com que outras enxerguem o sexo, inconscientemente, como algo errado. E aí é claro que ela não vai querer se soltar nem com o marido. A gente colhe o que planta!

Proponho um desafio: que tal julgar menos e se divertir mais? Nos primeiros dias vai ser difícil, mas depois você vai notar que sua vida ficou mais leve. Sexo não é errado, errado é tornar algo tão natural um tabu.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Existe amor após a DST?

Ninguém fica doente porque quer. Ninguém escolhe ter essa ou aquela doença. Mas conviver com um problema que você sabe que vai carregar pelo resto da vida não deve ser simples.

Uma gripe tem cura, uma catapora também, até do câncer você consegue se livrar, mas algumas doenças não têm cura. Aids, HPV, herpes e alguns tipos de hepatite são transmitidas sexualmente, mas esse não é o único meio de contrair uma dessas doenças.

E como fica a vida amorosa depois de descobrir que você tem um problema que pode ser passado a outra pessoa na hora do sexo? Você conta logo que começa a se relacionar? Você guarda segredo? Você só se relaciona com pessoas com o mesmo problema? E como descobrir quem são essas pessoas? Olha só o número de perguntas que passaram pela minha cabeça mesmo sem viver o dilema, imagina para quem o vive!

Pensando nisso alguns sites americanos resolveram focar seu trabalho em unir casais que tenham o mesmo problema. As redes sociais STD Community, Positive Singles e STD Match são alguns dos canais para encontrar alguém com o mesmo problema que você.

Eles funcionam igualzinho o Facebook, por exemplo. Você cria um perfil, coloca uma foto em que está linda e coloca ali coisas que você gostaria que as pessoas soubessem sobre você. Além disso, pode escolher com quem conversar, como em qualquer site de relacionamentos que promete encontrar sua alma gêmea.

Além disso, alguns desses sites disponibilizam informações sobre as doenças. E nada melhor durante o tratamento do que trocar experiências, medos e inseguranças com pessoas que entendem sobre o que você está falando. O serviço ainda não existe no Brasil, mas bem que poderia. Será que daria certo?

O Perdão

Ela se chamava Mega e tinha uma chefe terrível. Quando Mega chegava pela manhã e falava "bom dia", a chefe respondia com uma pergunta: "por que não chegou mais cedo?"

Se chegasse antes da hora, a chefe não estava lá, mas ficava sabendo e lhe perguntava se ela não sabia qual o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos.

Era uma mulher má. Implicava com tudo. Até que um dia Mega se cansou e decidiu se demitir.

"Vou sair, mas antes vou dizer tudo o que tenho vontade", foi o que pensou.

Exatamente naquele dia ela estava almoçando quando encontrou a dra. Casarjian que a convidou para assistir a um treinamento, naquela tarde.

"Não posso", foi a sua resposta. "tenho expediente a cumprir."

"Por que não?"

Mega falou sobre a chefe que vivia implicando com ela e a dra. Casarjian lembrou que pior a situação não poderia ficar.

Além do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao trabalho, naquela tarde, ao menos teria motivo.

Mega lembrou que no dia seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu referências a respeito do perdão. "O perdão é bom para você", falava a Dra. "Se você perdoar alguém que o ofendeu ele continua do mesmo jeito mas você se sentirá bem."

"Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você não se sentirá mal por causa das mentiras dele." Ao final do treinamento, Mega concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou-a da cabeça.

No dia seguinte, tomou uma resolução: "não vou deixar que ela me atormente mais. E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto."

Mega chegou e cumprimentou: "olá."

A chefe foi logo lhe perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente. Mega falou que havia participado de um treinamento e que estava bem consigo mesma e até convidou a chefe para tomar chá, ao final da tarde.

A reação veio logo: "você está me convidando só para eu não reclamar de você?"

"Pode reclamar, até mandar descontar as minhas horas. Mas eu insisto no chá."

E foram. Durante o chá, a chefe falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá. Ela sabia que era intratável. Também falou da sua emoção. Nunca ninguém a convidara para um lanche, um café.

Acabou por falar das suas dores. O marido lhe batia, o filho vivia no mundo das drogas. Por isso ela odiava as pessoas. Era infeliz e agredia.

Semanas depois, era a própria chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Casarjian a respeito do perdão.

...............................

Perdoar é libertar-se. Aquele que agride é sempre alguém a um passo do desequilíbrio.

Aquele que persegue nem pode imaginar o quanto se encontra enfermo.

Sem dúvida, a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar.

Nosso maior exemplo é Jesus. Poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e amar, por saber que aqueles que o afligiam eram espíritos atormentados em si mesmos. Por essa razão, dignos de perdão.

E se você tiver ainda muita dificuldade para perdoar, pense que tudo passa. Passam as coisas ruins, passam as pessoas que as provocam. Só o bem permanece para sempre.

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no seminário Perdão e Auto-perdão de Divaldo Pereira Franco – CD volume 2, faixa 13, e livro Convites da Vida – cap. 39.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O espírito tosco do abadá

Pois é, mais um carnaval acabou e entre rasgações de notas em São Paulo, milhares de blocos de ruas em cidades como Recife e Olinda, e mais uma vitória da Broadway momesca de Paulo Barros (Unidos da Tijuca) no Rio de Janeiro, o que sempre me chama mais atenção é o apartheid social cada vez mais profundo em Salvador.

Há poucas semanas, nos intervalos de gravação do programa Aprovado (TV Bahia, filiada da Globo), a cantora Daniela Mercury soltou a seguinte pérola testemunhada por muitos e registrada em reportagem do Terra Magazine: "Na verdade, só existe carnaval por causa da iniciativa privada". O mais revelador é que após o ocorrido sua assessoria de imprensa soltou uma nota negando outra frase ("Caetano e Gil são do passado"), afinal pegaria mal para a cordialidade baiana, e silêncio absoluto sobre a relação carnaval X iniciativa privada.

Óbvio que o carnaval virou negócio milionário em cidades turísticas como Salvador e Rio de Janeiro. Impossível lutar contra e, a princípio, não tem nada de errado nisso. Só não dá para engolir uma frase tão canalha como essa. O carnaval nasceu, existe e se renova por iniciativa popular (o renascimento do carnaval de rua no Rio de Janeiro nos anos 2000 é um exemplo da força dessa iniciativa). No caso de Salvador, e de todas as outras cidades que importaram o conceito de micaretas e trios elétricos, a iniciativa privada veio para dar lucro a poucos e segregar a diversão.

É o tal espírito do abadá que separa os que podem pagar dos que não podem, os brancos dos negros, o pessoal premium da patuléia, os turistas dos locais, os playboys da pipoca, e assim por diante. O negócio foi ficando tão feio, tão na cara, que recentemente surgiram blocos sem cordões em Salvador. Mas no fundo pouca gente se importa. Daniela Mercury não se importa. Artistas globais que ganham um troco para dar as caras nos camarotes também não se importam. É normal. É assim mesmo. Segregar sem "se dar conta", isto é, achando que é apenas uma busca por mais conforto para si próprio é um dos mais recorrentes esportes nacionais.

Por sorte ainda temos os bailes carnavalescos malucos & trash (que foram assunto de minha primeira coluna aqui, "Tô me guardando pra quando o carnaval chegar") e, acima de tudo, a rua, que sempre falará mais alto e com mais potência, humor e graça que a tal iniciativa privada. A rua somos nós feito confete e serpentina.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O sono da mulher amada

“Amar, além de muitas outras coisas, quer dizer deleitar-se na contemplação e na observação da pessoa amada”, sopra o velho escritor Alberto Moravia, sempre aqui na cabeceira.

Uma das melhores coisas da vida é observar a pessoa amada que dorme, entregue, para além dos pesadelos diários.

Como bem disse Antônio Maria, o grande cronista que aparece com ciúmes até da própria sombra no livro da Danuza, um homem e uma mulher jamais deveriam dormir ao mesmo tempo, embora invariavelmente juntos, para que não perdessem, um no outro, o primeiro carinho de que desperta.

Experimente você também, sensível leitora, ver o seu homem quando dorme. Há uma beleza nessa vigília que os tempos corridos de hoje não percebem.

Amar é… vê-lo(a) dormindo.

Cada mexidinha, cada gesto. O que sonha nesse exato momento? Tomara que seja comigo, você pensa, pois o amor também é egoísmo. Gaste pelo menos meia hora por semana nesse privilegiado observatório.

Psiuuuuu!

Ela dorme.

Mãozinha no ar, como se apanhasse pássaros, que coisa mais linda. Uns 23 minutos assim, mirei no rádio-relógio. A mão desce ao colchão, quase dormente, formigamentos. Coça o nariz. Põe a mãozinha direita entre as coxas.

Agora vira de lado, como os antigos LPs quando gastavam as seis músicas do A. E me abraça como nunca fosse partir, corpos viciados, almas em busca de um acerto.

Dorme, meu anjo.

Ela obedece.

Vigio o sono dela como um soldado zapatista. Como um cão zela o sangue do dono. Como se fosse um homem-exército e pronto.

Amar, no início era o verbo intransitivo da alemã professora de amor de Mario de Andrade. O idílio tem sobrevida, não como gênero, mas como vício, vício de amar. Amar de muito.

A mão desce agora sobre o meu peito, como se medisse meus batimentos. A mão direita volta para a arte de apanhar pássaros, que beleza, que diabos!

O ideal é que você, amiga leitora, durma do lado esquerdo da cama, o do coração, sempre. Mãozinha no ar catando pássaros. Até se acalmar de vez. Calmaria danada de horas, sem coreografias ou narrativas.

Sonha, sonha, sonha, minha menina.

Como é lindo a vigília ao sono dela.

Coça o nariz. Sussurra umas onomatopeiazinhas lindas de sonhos de besouros. Ela arruma os cabelos como algas, entorpeço num mergulho.

Observar o sono do(a) amado(a) é a melhor maneira de mapear a sua beleza. É a melhor maneira de conhecer o homem ou a mulher com quem dormimos.

E como são lindas aquelas marquinhas deixadas pelos lençóis no corpo dela. Um mapa de delírios! Melhor é lê-las como quem adivinha os sonhos e o futuro no fundo da xícara árabe ou nas cartas.


& Modinhs de fêmea
“A nudez da mulher é obra de Deus”.
(William Blake)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Andar, sair, passear

Como é nostálgico pensar e agir de forma incauta, se prender por nada, se engaiolar sem motivo algum.

Certo dia vi uma senhora... Estava eu na Redenção em pleno sábado, passeando um pouco antes de ir ao CLJ.
Eis que uma senhora aproxima-se de mim perguntando:

- Quer comprar um cartão pra me ajudar a comprar leite pra minha filha?

Nessa ocasião fiquei tocado no âmago da alma, abri a carteira e dei-lhe mais do que ela pedira (geralmente nesses casos acabo dando uma quantia meio grande, defeito ou não, acontece)e disse para ela:

- Obrigado pelo cartão, vou guardar para alguém especial!

E ela me disse sorrindo:

- Que bom, tomara que ela goste.

Nos despedimos então. Nunca mais a vi nas inúmeras vezes que lá na Redenção voltei.

Por esse mundo a fora, encontraremos pessoas que nos cativarão com um sorriso, com um abraço ou até um simples aceno de mão, encontraremos também pessoas que se cativarão conosco, seja por diversos motivos.

Sempre seremos capazes de ajudar alguém como também de sermos ajudados, nunca despreze seu próximo e nunca se deixe desprezar.

=D
Cada pessoa é única e especial, com aptidões admiráveis.

Andar, sair, passear... rsrsrsrs

Achei mais interessante esse título para denotar as minhas andanças e também para mostrar que sempre há algo que nos acontece para mostrar a excelência de Deus e da bondade que ainda existe nas pessoas, mesmo que sejam em poucas.

É isso aí, ande por aí, veja coisas novas e se forem boas, aprenda com elas;
pensando bem, se forem ruins, aprenda com elas também, nada de ruim acontece sem um propósito.

Recado dado, visto, computado, até a próxima!!!

Amar alguém

Amar alguém... Ah, amar alguém. Um sentimento tão sublime, tão voluptuoso, estonteante e magnífico, que mexe conosco, faz-nos mais fugazes, mais austeros, mais radiantes. Mas de que vale amar alguém com tanto zelo, tanto esmero e no fim a pessoa amada não ligar praquilo que te machuca, sem ao menos te dar a chance de você expor atitudes que te detonam por dentro??

Isso não pode ser chamado de zelo, nem podem te dizer que te amam acima de tudo, pois se isso fosse verdade, olhariam as consequencias dos atos antes de serem feitos.

Lembre-se, só se dá valor quando se perde!! Aprendi isso tem muito tempo, perdendo gente importante pra mim, gente que estava ao meu lado todos os dias, mas minhas perdas foram perdas ditadas pela vontade do Pai, onde perdi gente por causa da morte.

A perda que me refiro aqui, porém, é a perda causada por negligência de atos enclausurados numa cadeia de egoísmo. Não adianta pisar na bola várias vezes, ignorar o desabafo do outro envolvido na história e, quando o fim chega por decisão do ignorado, ficar mal, como se não entendesse o porque do fim.

Conheço casos em que foi exatamente isso que aconteceu. E houve mudança, mas foi tardia, aconteceu depois do fim, quando o ignorado já estava cansado de suportar e não estava disposto a tentar uma vez mais, a confiança acabou no quesito de tentar uma vez mais.

Mas também pudera, uma pessoa que ignora seu (ua) amigo (a) ou namorado (a), esposo (a)quer o que??
Quer que milhares de chances sejam dadas??
Ninguém é tão persistente a ponto de aguentar facadas a vida inteira, aprendam isso.

Eu sou um romântico, posso dizer que siu um dos poucos, vendo a realidade da nossa sociedade atual, onde o machismo impera juntamente com o descompromisso de muitas mulheres.

Sei que pode soar estranho um romântico falar essas coisas sobre amor, mas é a verdade.

Quando não nos é dado o devido valor, não há futuro, seja pra uma amizade, namoro ou casamento.

Por isso eu digo ----->>>> Ame intensamente, valorize seu/sua parceiro (a), converse sobre tudo o que lhe incomoda.

Mas preste atenção: Se não lhe derem ouvidos no momento de desabafo, desconfie de que a pessoa não te dá valor.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O fim do pedido em namoro

É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade? “Qual é a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela. E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.

No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro de Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero…

Cada vez mais raro o pedido formal de enlace, aquele velho clássico, o cara nervoso, se tremendo como vara verde: “Você me aceita em namoro”?

O tempo passava e vinha mais um pedido clássico e igualmente tenso. O pedido de noivado.

Mais adiante, a hora fatal, mais uma tremelica do jovem mancebo: Você me aceita em casamento?

E pedir a mão, aos pais, meu Deus, haja nervosismo! Melhor tomar um conhaque na esquina para encorajar-me.

São raros, raríssimos hoje, esses nobres pedidos. Em alguns setores mais modernos e urbanos, digamos assim, talvez nem exista mais.

O amor e as suas mudanças.

A maioria dos homens, além de não pedir em namoro, além de não pegar no tranco, ainda corre em desespero diante de uma sugestão ou proposta de casamento feita pela moça.

O capítulo bom da história é que agora as mulheres também partem para o ataque e, diante de uns temerosos ou acanhados sujeitos, escancaram suas vontades, suas paixões, e fazem suas apostas, seus pedidos, põem na mesa os seus desejos e as cartas de intenções.

Voltando ao mundo dos homens, lembro que era bem bacana esse suspense masculino do “você quer namorar comigo?” Havia sempre o medo do fora. Um sim, mesmo o mais previsível, era uma festa.

“Quer namorar comigo?”

No tempo do “ficar”, quase nada fica, nem o amor daquela rima antiga.

Alguns sinais, porém, continuam valendo e dizem muito. O ato das mãozinhas dadas no cinema, por exemplo, ainda é o maior dos indícios. Tanto quanto um bouquet de flores, mais do que uma carta ou um e-mail de intenções, mais do que uma cantada nervosa, mais do que o restaurante japonês, mais do que um amasso no carro, mais do que um beijo com jeito, daqueles que tiram o gloss e a força dos membros inferiores.

“Vamos pegar uma tela, amor?”, como se dizia não muito antigamente. Eis a senha. Mais até do que um jantar à luz de velas, que pode guardar apenas um desejo de sexo dos dons Juans que jogam o jogo jogado e marketeiro. O cinema, além da maior diversão, como diziam os cartazes de Severiano Ribeiro, é a maior bandeira. Nada mais simbólico e romântico.

Os dedos dos dois se encontrando no fundo do saco das últimas pipocas…Não carecem uma só palavra, ainda não têm assuntos de sobra. Salve o silêncio no cinema, que evita revelações e precoces besteiras.

Ah, os silêncios iniciais, que acabam voltando depois, mas voltando sem graça, surdo e mudo, eterno retorno de Jedi. Nada mais os unia do que o silêncio, escreveu mais ou menos assim, com mais talento, claro, Murilo Mendes, poeta dos melhores e mais líricos.

Palavras, palavras,palavras…Silêncio, Silêncio, silêncio…Dessas duas argamassas fatais o amor é feito e o amor é desfeito. Simples como sístole e diástole de um coração que ainda bate.

& MODINHAS DE FÊMEA
Uma mulher se vestindo é infinitamente mais elegante do que uma mulher tirando a roupa. Por mais que seja fina, há sempre um descuido ao despir-se, além da pressa inimiga, claro, nos momentos do sexo selvagem.

Seja um Yves Saint Laurent, um garimpo de brechó ou um vestido do magazine mais próximo, não importa, o que vale é o ritual, a combinação de cores, os detalhes, o quadro a quadro que constrói o figurino. Lindo e lento strip-tease ao contrário.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pelo cartão de milhagem sexual

Retirado do Yahoo
Por: Xico Sá

Como diz o meu amigo mineiro Paulo Jacinto dos Reis, o Feijão, grande fotógrafo do cinema brasuca, o mal é que não temos cartão de milhagem. Não possuímos o nosso Macho-Smiles, o Amigo-Macho, Macho-Fidelidade, nosso Zé Mayer-Fly, nosso Peréio-Pass, nosso Jece Valadão-Trip ou algo do gênero.

Isso significa, grosso modo, e ponha grosso modo nisso, que temos sempre que mostrar o melhor de nós. Seja em um encontro fortuito na escada da firma, seja na rotina do acasalamento. Temos que provar a cada dia, a cada oportunidade, mostrar serviço sempre, não adianta a soma ou o conjunto da obra, vale sempre a última performance do sujeito.

É vai ou racha, tiro e queda, essa pobre dicotomia imediatista da existência. Estamos sempre como garotos suburbanos diante da “peneira”, teste único e fatal para entrar em um time de futebol. Seja para um Jabaquara, um Madureira, um Olaria, um Íbis ou em esquadrões como o Santos, o Chelsea, o Barcelona.

Ao contrário do que nos permitem as companhias aéreas, as mulheres querem, quase sempre, resolver a vida ou obter uma provação a cada vôo ou jogo – para evitar dizer trepada, vocábulo bruto demais e selvagem no nosso entendimento de delicadezas.

É o medo do artilheiro diante da cobrança de pênalti. E ainda não entendo como pode existir, caro Sigmund Freud, a tal da inveja do pênis. Pensam que é fácil portar essa coisa externa que põe em risco a nossa credibilidade a cada transa?

Reivindicamos, pois, caro Feijão, nosso cartão de milhagem. Nele acumularemos nossos pontos, aquelas nossas melhores e quase milagrosas transas. Sabem as noites em que somos incríveis Casanovas depois de muito champanhe com ostras?

Ora, que considerem as nossas grandes jornadas e dêem um descontinho para aqueles dias em que não passamos de velhos DC-10 sucateados, sem manutenção, ferrugem na lataria, asas cortadas pelo tempo. Aqueles dias em que somos incapazes de uma ponte-aérea, ocasiões em que fazemos um barulho danado e não passamos de inoperantes teco-tecos.

Isso tudo porque elas não consideram, enquanto acúmulo de milhas, repito, as noites Sex Machine, priapismo dos deuses.

Na bagunça e no check-in do coração das moças, amigo, temos de provar sempre. Nada de cartão de milhagem. E diante de qualquer grave falha, já viu, abrem nossa caixa preta de segredos.

& Modinhas de fêmea

Oito em cada dez mulheres tiram as etiquetas com preços das roupas e acessórios para esconder o prejuízo dos homens, sejam namorados, amantes ou maridos. A paranóia foi comprovada por um levantamento do site Gocompare.com, do Reino Unido.

Não é que torrem a grana dos seus consortes. É culpa, consciência pesada, vergonha do custo dos bons luxos adquiridos no shopping. Você aí, amiga, já se pegou escondendo o custo do fetiche e das mercadorias?

Cálculo de IMC

Calcule Aqui seu IMC. Peso: Kg Altura: m
End World © 2009 Template by:
DownLivre
▲ Topo