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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Moralidade X Legalidade

Galera, irei colocar um texto muitooo interessante, mas advirto que só irão se interessar quem realmente gosta de pensar. Fundamentei minha dissertação de ética e cidadania neste texto.

Moralidade x Legalidade





No último mês de abril, veio à tona mais um caso de uso indevido do dinheiro público pelos nossos parlamentares: “o caso das passagens aéreas”:

Mais da metade dos deputados usou passagens aéreas da Câmara para fazer turismo no exterior com namoradas, filhos e amigos.

Pelas regras, os parlamentares têm direito a uma cota de passagens aéreas que pode chegar a dezoito mil reais por mês. Esse benefício foi criado para permitir a possibilidade de volta para casa toda semana. A grande maioria não usa todo o dinheiro e, em vez de devolver o valor não utilizado, usa essa sobra para crédito de bilhetes para o exterior.

Ao serem indagados sobre essa postura, vários disseram que não estavam fazendo nada de errado por não ter um “regulamento da casa” explicitando estarem cometendo um erro.

Estamos assim diante do conceito da ética confrontado com o da legalidade.



Antes de tentarmos entender como esses dois aspectos se relacionam, é necessário que tenhamos certeza do que os dois significam. Mesmo sendo dois termos abstratos, moral seria “conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, éticas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupos ou pessoa determinada”, conceito extraído do dicionário Aurélio. Já legalidade seria um conjunto de condutas aceitáveis e permissíveis, de acordo com a legislação vigente no país. Mesmo que o assunto possa soar um tanto massacrante, é interessante esclarecer tal diferença e ver quais são as semelhanças, para futuras situações da vida cotidiana; até porque nunca se sabe quando determinados conhecimentos serão necessários.

Afinal, como esses dois termos se relacionam? É importante afirmar, primeiramente, que eles não têm o mesmo significado, mesmo que muitos possam pensar dessa forma. No conceito de moral, não há um conjunto definido e documentado de regras a serem seguidas. Na verdade, podemos dizer que a legislação que rege esse campo está presente na própria mentalidade de um povo, em um determinado local e de uma época específica, podendo, portanto, variar, no tempo e no espaço. Já o termo legalidade assume uma acepção um tanto quanto mais rígida e atemporal, levando em consideração o que seria muito tempo de diferença, em critérios históricos. É regida por uma documentação legislativa, inclusive.

Diante disso, temos que muitas situações envolvem posturas imorais, mas não ilegais. Em muitos casos, é possível fazer uso da lei para benefício próprio, por exemplo. Mesmo estando de acordo com a legalidade, não estamos de acordo com a moral, que, por ser também flexível, é deturpada, em muitos casos.
No caso dos políticos, qualquer pessoa com um mínimo de dignidade e de boa-fé tem noção de que verbas públicas não podem ser usadas para fins privados.

Esse é apenas um caso. A mídia já relatou vários outros: pagamento de contas de telefones celulares dos filhos, abrigo de parentes e empregados domésticos, contratação de “fantasmas” como empregados.

ricbrsp.spaces.live.com
Desvios éticos, como no caso das passagens, e reações intempestivas e tolas de alguns parlamentares produzem, em alguns setores, péssimas reações contra a democracia, como a defesa do fechamento do Congresso. A ausência do Congresso leva obrigatoriamente a um regime autoritário e autocrático.

O que devemos fazer? Continuar na busca por pessoas corretas, éticas e íntegras para o nosso Congresso. O voto tem de ser a nossa resposta!


ricbrsp.spaces.live.com

Rui Alves Gomes de S

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O moral ou a moral?

Por Thaís Nicoleti
A palavra “moral” pode ser masculina ou feminina, dependendo do sentido que assume em cada caso.

A moral é o conjunto de valores e princípios éticos, enquanto “o” moral é o ânimo. É por isso que dizemos que a torcida eleva o moral dos times – não a moral.

Veja o fragmento abaixo:

“Mas a hierarquia queria mesmo era o sangue ‘do gado’ para animar a moral das tropas, mostrando o valor da disciplina.”

“Moral”, nesse trecho, ao que tudo indica é a disposição de espírito, não o conjunto de valores – seria o caso, portanto, de usar o artigo masculino. Assim:

... para animar o moral das tropas

Ainda convém lembrar a distinção entre os adjetivos “amoral” e “imoral”. Ambos são formados com prefixos de negação, mas cada termo tem seu significado particular. “Amoral” é aquilo que ignora os princípios morais (disse Oscar Wilde que a arte é amoral); “imoral” é aquilo que contraria os princípios morais.

Dicas para Excel 2007

Por Infowester

Introdução

O Microsoft Excel é um dos programas de planilha eletrônica mais utilizados do mundo. Por se tratar de um software riquíssimo em recursos, é sempre possível descobrir funcionalidades e truques que podem facilitar bastante a elaboração ou a edição de uma planilha nele. Por esse motivo, o InfoWester apresenta a seguir uma seleção de 15 dicas para o Excel 2007 (versão em português do Brasil). Para tanto, espera-se que o leitor tenha conhecimentos mínimos do programa para compreender termos como células, linhas e colunas.
Dependendo da dica, ela pode servir também às edições anteriores (e posteriores) do Excel, com possíveis diferenças quanto ao procedimento.
Vamos lá?

Dica 1: faça o Excel 2007 exibir a data e a hora atual em uma célula

Suponha que você tenha um relatório em Excel que é atualizado constantemente e que, por isso, precisa ser impresso com frequência. O problema é que o documento deve conter a data e a hora em que houve a impressão. Ao invés de digitar essa informação manualmente (e correr o risco de esquecê-la), faça o Excel 2007 colocar essas informações automaticamente. Para isso, basta selecionar a célula que conterá esses dados e digitar a seguinte função: =AGORA(). Veja:

Função =AGORA() no Excel 2007
Função =AGORA() no Excel 2007

Dica 2: dê "zoom" apenas no conteúdo selecionado

Se você pressionar a tecla Shift de seu teclado e o botão de rolagem de seu mouse para cima, fará com que a visualização de toda a planilha aumente (ou diminua, se você movimentar o botão de rolagem para baixo), como se você estivesse dando "zoom". Isso é útil, por exemplo, para destacar um conjunto de informações dentro da planilha. No Excel 2007, você pode selecionar um conjunto de células e fazer com que o zoom se aplique a essa seleção. Para isso, selecione as células desejadas, vá em Exibição, no topo da janela do programa, e clique no botão Zoom na Seleção. Utilize Shift + botão de rolagem do mouse para aumentar ou diminuir essa visualização. Para fazer com que as células voltem ao tamanho normal de visualização, clique no botão 100%, ao lado do botão Zoom na Seleção:

Zoom na Seleção
Zoom na Seleção

Dica 3: imprima os títulos em todas as páginas da planilha

Quando uma planilha, depois de impressa, ocupa mais de uma página, é conveniente que os títulos que descrevem o conteúdo de cada coluna apareçam em cada folha, do contrário, o usuário sempre terá que voltar à primeira página para obter essa informação. Para isso, vá em Layout de Páginas, no topo da janela do Excel, e clique no botão Imprimir Títulos. Na caixa que surgir, na aba Planilha, há um botão no lado direito do campo Linhas a repetir na parte superior. Clique nesse botão e escolha a linha (pode ser mais de uma) que vai ser repetida em cada página e pressione Enter em seu teclado:

Linhas repetir na parte superior
Linhas repetir na parte superior

Note que nessa mesma caixa é possível escolher colunas a serem repetidas no lado esquerdo. Ainda nesta caixa, repare que há um campo chamado Área de Impressão. Utilize-o para indicar ao Excel 2007 todo o conteúdo que será impresso, dessa forma, evita-se que na impressão saia linhas ou colunas em branco ou que determinado conteúdo não seja impresso.

Dica 4: mude a cor da interface do Excel 2007

Por padrão, a cor da interface do Excel 2007 é azul, mas se essa cor não te agrada, você pode escolher entre outras duas: prateado e preto. Para isso, clique no Botão Office (o botão redondo no canto superior esquerdo do Excel) e depois clique em Opções do Excel. Na guia Mais Usados, selecione a cor desejada em Esquema de cores:

Cores da interface do Excel 2007
Cores da interface do Excel 2007

Note que a alteração de cor se aplica também aos demais programas do Office 2007, como o Word e o PowerPoint.

Dica 5: deixe textos "inclinados" na planilha

Às vezes, especialmente em títulos laterais, é conveniente deixar o texto "inclinado" para facilitar a compreensão da tabela. Fazer isso é muito simples: selecione as células cujo texto deve ser inclinado, clique nesta seleção com o botão direito do mouse, escolha Formatar Células na janela que surgir e vá à aba Alinhamento. Em Orientação, escolha o grau de inclinação desejado. Você pode escolher uma posição entre 90º e -90º:


Inclinação de textos no Excel 2007
Inclinação de textos no Excel 2007

Dica 6: mantenha células visíveis mesmo com rolagem de página

Você viu na dica número 3 que é possível fazer com que linhas de título apareçam em cada página de impressão. Que tal criar um efeito parecido na visualização dos dados no próprio Excel? Esse recurso é especialmente útil quando se tem uma planilha com muitas informações e as células de título acabam não aparecendo quando o usuário faz rolagem de tela para ver os dados que estão abaixo. Para isso, selecione a linha imediatamente inferior às linhas a serem "congeladas". Em nosso exemplo são as linhas 1 e 2, portanto, devemos selecionar a linha 3. Para fazer essa seleção, basta clicar no número da linha ao lado da primeira coluna. Feito isso, vá em Exibição, no topo da janela, clique no botão Congelar Painéis e escolha Congelar Painéis:

"Congelando" linhas no Excel 2007
"Congelando" linhas no Excel 2007

Agora basta rolar a planilha para baixo e ver que as linhas "congeladas" sempre são exibidas:

Linhas "congeladas"
Repare que as linhas 1 e 2 estão fixadas

Para tirar o "congelamento", basta voltar ao botão Congelar Painéis em clicar em que Descongelar Painéis.

Dica 7: obtenha soma, média e outros resultados rapidamente através da Barra de Status do Excel 2007

Uma característica interessante do Excel é a exibição automática de cálculos de soma, média e outros na Barra de Status do programa (a última barra da interface, na parte inferior) cada vez que duas ou mais células são selecionadas. Assim, se você quiser, por exemplo, saber o valor da soma de três células, basta selecioná-las e olhar para a barra:

Barra de Status do Excel 2007
Barra de Status do Excel 2007
Se você quiser selecionar células que não estão uma ao lado da outra, faça o seguinte: mantendo a tecla Ctrl de seu teclado pressionada, clique em cada uma das células a serem somadas. O programa irá selecionar todas, mesmo que elas estejam distantes. Em seguida, basta consultar a barra.
Note que você pode personalizar as informações que são exibidas na Barra de Status. Para isso, basta clicar com o botão direito do mouse em cima dela e marcar ou desmarcar as opções desejadas.

Dica 8: use uma imagem como plano de fundo de sua planilha

Usando combinações de formatação, pode-se obter planilhas com visual agradável e profissional. Mas é possível incrementar ainda mais uma planilha usando uma imagem como plano de fundo (você pode inserir o logotipo de sua empresa, como exemplo). Para isso, basta ir em Layout de Página, no topo da janela do Excel, e clicar no botão Plano de Fundo. O programa exibirá uma caixa onde você pode procurar a imagem em questão. Note que, ao usar esse recurso, talvez seja necessário alterar a formatação dos dados para a sua perfeita visualização:

Plano de fundo com imagem
Plano de fundo com imagem

Caso queira tirar o plano de fundo, basta voltar em Layout de Página e clicar no botão Excluir Plano de Fundo.

Dica 9: faça o Excel 2007 exibir todas as fórmulas da planilha rapidamente

Você está diante de uma planilha enorme e precisa com urgência localizar a célula que contém uma determinada fórmula. Há um jeito rápido de fazer isso: vá em Fórmulas, no topo da interface do programa, e clique no botão Mostrar Fórmulas (próximo ao canto direito superior). Imediatamente o Excel mostrará as fórmulas das células que as contém, assim você conseguirá encontrar a que procura com mais facilidade. Para fazer o Excel voltar ao modo de exibição anterior, basta clicar no botão novamente.
Mostrando células com fórmulas
Mostrando células com fórmulas

Dica 10: insira símbolos especiais em sua planilha

O Excel 2007 permite que você insira uma grande variedade de símbolos em sua planilha. Para isso, selecione a célula que vai receber o símbolo, vá em Inserir e clique no botão Símbolo. Na janela que surgir, selecione a categoria de símbolos que você quiser em Subconjunto, em seguida, escolha o símbolo desejado. Há várias categorias, como Setas, Símbolos de Moeda, Operadores Matemáticos, Grego Estendido, entre outros:

Símbolos no Excel
Símbolos no Excel

Dica 11: insira numeração automática de páginas no Excel 2007

No Word é muito fácil inserir número de página, mas o procedimento no Excel é um pouco mais trabalhoso, mas perfeitamente possível. Para conseguir isso, vá em Inserir, no topo da janela do programa, e clique no botão Cabeçalho e Rodapé. O Excel exibirá um novo menu de botões em sua parte superior e, provavelmente, deixará uma campo no cabeçalho da planilha já aberto. Se você quiser inserir um número de página aí, basta clicar no botão Número de Página. No entanto, se você quiser que essa informação apareça no rodapé, clique no botão Ir para Rodapé e, em seguida, no botão Número de Página:

Númeração de páginas no cabeçalho/rodapé
Númeração de páginas no cabeçalho/rodapé
Repare que, por padrão, o Excel abre a parte central do cabeçalho/rodapé para inserção de dados. Mas, se você quiser alinhar a numeração à esquerda ou a direita, é só clicar nesses respectivos espaços:

Alinhando a numeração à esquerda (ou à direita)
Alinhando a numeração à esquerda (ou à direita)
Quando você terminar esse procedimento, é possível que o Excel exiba a planilha em um modo de visualização diferente. Para voltar ao modo anterior, vá em Exibição, no topo da janela, e clique no botão Normal (geralmente, o primeiro da esquerda para a direita).
Para visualizar a numeração de páginas, clique no Botão Office (o botão redondo no canto esquerdo superior), vá em Imprimir e escolha Visualização de Impressão.

Dica 12: oculte a Faixa de Opções para obter mais espaço para visualização

O Office 2007 trouxe um grande avanço na interface em relação às versões anteriores da suíte da Microsoft, mas há quem ache que a Faixa de Opções (a barra superior onde aparece a maioria dos botões) ocupa muito espaço na tela. Se esse é o seu caso ou se você acha conveniente ter mais espaço para visualização, oculte a Faixa de Opções. Para isso, dê dois cliques seguidos com o botão esquerdo do mouse no nome de qualquer divisão dessa barra (Início, Inserir, Layout da Página, etc). Repare que, depois disso, os botões ficarão ocultos:

Ocultando a Faixa de Opções
Ocultando a Faixa de Opções
Para fazer com que apareçam, basta clicar uma única vez com o botão esquerdo do mouse no menu desejado. Quando você clicar em qualquer célula, os botões se ocultarão automaticamente. Para desativar esse recurso, dê dois cliques em qualquer nome de menu novamente.

Dica 13: crie botões de atalhos para os recursos que você mais utiliza

A primeira barra do Excel exibe no canto esquerdo, ao lado do Botão Office, botões para os seguintes recursos: Salvar, Desfazer e Refazer. Essa barra se chama Barra de Ferramentas de Acesso Rápido. Tal como o nome sugere, você pode usá-la para acessar rapidamente os recursos que mais utiliza. Para isso, o ideal seria ter ali os botões dessas funcionalidades, não é mesmo? Para adicioná-los, clique no Botão Office e, em seguida, no botão Opções do Excel. Vá em Personalizar e, na área da esquerda, selecione os recursos que deseja adicionar à barra. Para cada um, clique no botão Adicionar, ao meio. As funcionalidades adicionadas aparecerão em uma área à direita. Se quiser remover alguma delas, selecione-a e clique Remover. Quando finalizar, clique em Ok.

Personalizando a Barra de Ferramentas de Acesso Rápido
Personalizando a Barra de Ferramentas de Acesso Rápido

O "antes" e o "depois" da Barra de Ferramentas de Acesso Rápido
Personalizando a Barra de Ferramentas de Acesso Rápido


Dica 14: antes de compartilhar uma planilha, faça o Excel 2007 inspecionar o arquivo

Se você precisa enviar uma planilha do Excel para um colega de trabalho, para um cliente, etc, é importante verificar se não deixou algo que não deve ser acessado por outra pessoa no documento. Para isso, vá ao Botão Office, no canto superior esquerdo, selecione Preparar e clique em Inspecionar Documento. O Excel perguntará que tipo de conteúdo deve ser procurado, como comentários, dados em XML, planilhas ocultas, entre outras. Selecione os itens desejados e clique em Inspecionar:

Inspecionando documentos no Excel 2007
Inspecionando documentos no Excel 2007
Na tela seguinte, o programa informará quais as informações encontradas e dará a você a opção de removê-las:

Resultado da inspeção
Resultado da inspeção

Dica 15: utilize modelos prontos de vários tipos de planilha

O Excel 2007 conta com alguns modelos de planilha, como um que permite ao usuário anotar dados para controlar sua pressão sanguínea, outro para controle financeiro pessoal, enfim. No entanto, a Microsoft oferece uma enorme variedade de modelos disponíveis na internet. Para ter acesso a esse modelos e aos modelos já instalados no Excel 2007, basta abrir o programa, clicar no Botão Office, no canto superior esquerdo e, na janela que surgir, selecionar o modelo que deseja através das categorias que são exibidas em uma lista à esquerda:

Modelos no Excel 2007
Modelos no Excel 2007
 

Finalizando

O Excel 2007 é uma ferramenta bastante ampla, mas como as dicas acima demonstram, não é de difícil utilização. Com alguns poucos cliques, é possível executar uma série de procedimentos e obter excelentes resultados. No entanto, para se ter um bom nível de conhecimento da ferramenta é necessário prática, por isso, explore o programa, experimente fórmulas e funções, construa gráficos e use a internet sempre que surgir dúvidas. Você também pode conhecer mais orientações no site do Office 2007.
 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Origem do dia do amigo

O Dia do Amigo é uma data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas. No Brasil, Uruguai e Argentina, a data mais difundida para esta celebração é 20 de julho, aniversário da chegada do homem a lua. Em 27 de abril de 2011, a Assembleia Geral das Nações Unidas resolveu convidar todos os países membros a celebrarem o Dia Internacional da Amizade em 30 de julho.

Origem

Durante o século XX, foram criadas várias iniciativas para a celebração de um Dia da Amizade em distintas partes do Mundo. Nos Estados Unidos e em partes da Ásia divulgou-se o primeiro domingo de agosto como o dia de entrega de cartões e presentes entre amigos, e celebrações similares se formaram em distintos países da América do Sul e Europa em diferentes datas.

A iniciativa para o estabelecimento de um Dia do Amigo reconhecido internacionalmente teve como antecedente histórico a Cruzada Mundial da Amizade, que foi uma campanha em favor da valorização e realce da amizade entre os seres humanos, de forma a fomentar a cultura da paz. Foi idealizada pelo médico Ramón Artemio Bracho em Puerto Pinasco, Paraguai em 1958. A partir desta ideia, se fixou o 30 de julho como Dia da Amizade.

Na Argentina, a data foi criada pelo médico argentino Enrique Ernesto Febbraro. Com a chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, ele enviou cerca de quatro mil cartas para diversos países e idiomas com o intuito de instituir o Dia do Amigo. Febbraro considerava a chegada do homem a lua "um feito que demonstra que se o homem se unir com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis".

Resolução das Nações Unidas

Em 27 de abril de 2011, durante o sexagésima quinta sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, dentro do tratamento da "Cultura de paz", se reconheceu "a pertinência e a importância da amizade como sentimento nobre e valioso na vida dos seres humanos de todo o mundo" e decidiu-se designar como Dia Internacional da Amizade o 30 de julho, em concordância com a proposta original promovida pela Cruzada Mundial da Amizade. A iniciativa foi apresentada conjuntamente por 43 países (incluindo o Brasil e quase todos os países sul-americanos), e foi aceita unanimemente pela Assembleia Geral.

Brasil

No Brasil, apesar de não ser instituída por lei, o dia do amigo é também comemorado popularmente em 18 de abril. No entanto, o país também vem adotando a data de 20 de julho, sendo inclusive instituída oficialmente em alguns estados e municípios.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

6 curiosidades matemáticas

1 – O Número Mágico

O número 1089 é conhecido como número mágico. Veja por que:

Escolha qualquer número de três algarismos diferentes.  Por exemplo, 875.
Agora escreva este número de trás para frente e subtraia o menor do maior, assim:
875 de trás para frente é 578

Subtraindo o menor (578) do maior (875), temos:

875 – 578 = 297

Agora some este resultado com o seu inverso, assim:
297 + 792 = 1089 -  O NÚMERO MÁGICO!

Faça a experiência com qualquer número de três algarismos diferentes e verá que o resultado será sempre 1089.

2 – Curiosidade Com Números De Três Algarismos

Escolha qualquer número de três algarismos. Por exemplo: 234

Agora escreva este número na frente dele mesmo, assim:

234234

Agora divida por 13:

234234 :13 = 18018

Agora divida o resultado por 11:

18018 : 11 = 1638

Divida novamente o resultado, agora por 7:

1638 : 7 = 234

Viu só? O resultado é o numero de três algarismos que você escolheu: 234. Pode experimentar com qualquer outro número de três algarismos. O resultado será sempre o mesmo.

3 – Quanto Vale Um Centilhão?

Você conhece o milhão, bilhão, trilhão, quatrilhão, quintilhão, sextilhão… etc. Mas o maior número aceito no sistema de potências sucessivas de dez, é o centilhão, registrado pela primeira vez em 1852. Representa a centésima potência de um milhão (1.000.000100), ou seja, o número 1 seguido de 600 zeros.

4 – Mágica Com Números

Numa calculadora, digite a sequência de números de 1 a 9, com exceção do 8, assim:

            1 2 3 4 5 6 7 9              

Agora peça a alguém para escolher o seu número preferido na sequência. Digamos que a pessoa escolheu o 6. Multiplique mentalmente (sem a pessoa perceber) o número escolhido por 9: 9×6=54. Agora, na calculadora, multiplique este resultado por aquela sequência de números que você digitou no começo:

1 2 3 4 5 6 7 9 x 54 = 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6…

Como se vê, o resultado da multiplicação foi o número 6, escolhido pela pessoa. Aí você diz: “Está aí o seu número preferido!…” Seja qual for o número da sequência escolhido pela pessoa, você deve multiplicá-lo mentalmente sempre por 9 e depois, na calculadora, multiplicar o resultado pela sequência. Por exemplo, se o número escolhido for o 2, você multiplica mentalmente por 9 (9×2=18) e, na calculadora, multiplica a sequência por 18. O resultado será:

1 2 3 4 5 6 7 9 x 18 = 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 …

A mesma coisa acontecerá com qualquer número da sequência que a pessoa escolher. Mas, atenção: o segredo é a multiplicação do número escolhido sempre por 9, que deve ser feita mentalmente, sem que a pessoa perceba.

5 – Data Histórica: 20/02/2002

20 horas e 02 minutos de 20 de fevereiro de 2002 foi um instante histórico. Durante um minuto, houve uma conjunção de números que somente ocorre duas vezes por milênio:

20:02  20/02/2002

Esta é uma simetria que na matemática é chamada de capicua (algarismos que dão o mesmo número quando lidos da esquerda para a direita, ou vice-versa). A raridade deve-se ao fato de que são apenas os algarismos 2 e 0 e se você ler de trás para a frente, dá a mesma coisa:

20 02 20 02 20 02

A última ocasião em que isso ocorreu foi às 11h11 de 11 de novembro de 1111, formando a data 11h11 11/11/1111. A próxima vez será somente às 21h12 de 21 de dezembro de 2112 (21h12 21/12/2112). Provavelmente não estaremos aqui para presenciar. 
Depois, nunca mais haverá outra capicua. Em 30 de março de 3003 não ocorrerá essa coincidência matemática, já que não existe a hora 30.

6 – O Número Pi (p)

Se você pegar qualquer círculo, medir a sua circunferência (perímetro) e dividir o resultado pelo diâmetro desse círculo, vai encontrar sempre este número:

3,14

Se você aproximar mais o número, vai achar:

3,14159

Aproximando mais ainda, achará:

3.14159265358

Se sua calculadora tiver espaço bastante, você poderá chegar a

3.14159265358979323846264

Ainda dá para aproximar mais, chegando a:

3.1415926535897932384626433832795028841

Mais um pouco e você chega a:

3,1415926535897932384626433832795028841971693993751058

A essa altura, talvez você queira saber até onde vai essa aproximação. Aí, uma surpresa: vai até o infinito, não acaba nunca! Você passaria o resto da sua vida fazendo aproximações e jamais terminaria!

Não importa o tamanho do círculo, ele pode ser enorme ou bem pequeno, o resultado será sempre este mesmo número, chamado de “pi” pelos matemáticos e representado pela letra grega p (lê-se “pi”). É a mais antiga constante matemática que se conhece. É um número irracional, com infinitas casas decimais. Em 1997, Y. Kamada e D. Takahashi, da Universidade de Tóquio chegaram a 51.539.600.000 (cinquenta e um bilhões, quinhentos e trinta e nove milhões e seiscentas mil) casas decimais. Só podia ser japonês pra fazer isso…

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Qual a diferença entre A moral e o moral

Sobre a diferença entre a moral e o moral escreveu Rodrigo de Sá Nogueira, no seu Dicionário de Erros e Problemas de Linguagem (Livraria Clássica Editora, Lisboa, 2.ª edição, 1974):

  • « Moral (no feminino) é "a parte da filosofia que trata dos costumes, deveres e modo de proceder dos homens para com os outros homens";

  • no masculino (...) é "tudo que diz respeito à inteligência ou espírito por opsição ao que é material". Dizemos com propriedade: "F... tem uma moral detestável", isto é, "um sentimento e um procedimento contrários aos bons costumes"; "F... está com um moral desgraçado", isto é, "num estado de espírito de desalento, de derrotismo.»
 
Concluindo: ainda há muita gente por aí com cátedra na escrevinhação, mas sem (a) moral para confundir assim o moral de quem preza a língua portuguesa...
 
Veja um exemplo:

[Pergunta] Estará correto dizer «a moral das tropas»? Esta expressão figura na revista "Visão" n.º 527, num artigo de Pedro Norton.

Noutro artigo, este de Clara Ferreira Alves, na revista "Única" do "Expresso" n.º 1589, escreve-se: « É uma maneira de levantar a moral, arranjar-lhes correio azul…». E mais adiante: «... comer refeições caseiras. Além de tudo o mais é bom para a moral.»

[Resposta] As citações não estão corretas. Na acepção que os citados cronistas quiseram empregar, o substantivo moral deveria ser do gênero masculino, significando «estado de espírito, ânimo». Moral pode, de fato, ser também do gênero feminino, mas aí significa outra coisa. Veja-se o que diz o dicionário da Porto Editora:
 
substantivo feminino
 
1. conjunto dos costumes e opiniões de um indivíduo ou de um grupo social respeitantes a comportamento;
2. conjunto de normas de conduta consideradas mais ou menos absolutas e universalmente válidas;
3. Filosofia domínio da filosofia que se ocupa dos problemas relativos à conduta do homem na sua vida pessoal e na sua vida social;
4. teoria, geralmente considerada normativa, do dever e do bem;
5. tratado sobre o bem e o mal;
6. sistema particular de ética (estóica, cristã, kantiana, existencial, etc.);
7. sinónimo de ética
 
substantivo masculino
 
1. conjunto das funções psíquicas;
2. conjunto dos fenómenos da vida mental, por oposição à vida do corpo;
3. estado de espírito;
4. nível de tonicidade individual ou colectiva (da depressão profunda à confiança plena);
 
adjectivo 2 géneros
 
1. referente aos costumes, ao psiquismo, à moral ou ética;
2. que é de ordem espiritual e tem valor espiritual (os valores morais);
3. que é conforme às regras da ética;
4. que respeita ao estudo filosófico do bem e do mal; 
 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Divisão por 0

Dizem os professores de matemática, que divisão por zero é uma indeterminação, portanto como não é possível determinar uma divisão por zero ela logo não existe.

Exemplo:10 dividido por zero é igual a?

solução por tentativa:
1x0 = 0
2x0 = 0

se tentar 1000x0 = 0, portanto qualquer número é múltiplo de zero, tendo todas as operações também resultando em zero.

Portanto não há nenhum número que multiplicado por zero dê o número 10.
Logo 10/0 não existe, ou seja, é uma indeterminação.
A divisão 1/0: indefinida, ou impossível, entre os números

Sendo a e b números, dizermos que a / b = c significa dizer que vale a = b . c .
De modo que perguntar "quanto é um dividido por zero?" é o mesmo que perguntar "qual número, quando multiplicado por zero, dá um?". Obviamente, não existe nenhum tal número e então não podemos achar um resultado numérico para 1/ 0. Dizemos que a divisão 1 / 0 é indefinida; ou seja: é impossível escolher ( definir ) um número que possa ser atribuído como valor de 1/0.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A química do fogo

"O fogo é um fenómeno quimicamente descrito como uma reacção de combustão, constituindo um caso particular das reacções de oxidação. Conheça a química do fogo, especialmente do fogo de vegetação, associado aos incêndios florestais".
Nuno Leitão

O fogo é um fenómeno físico e químico que resulta da rápida combinação de um comburente com um combustível e é caracterizado pela emissão de calor, luz e geralmente chamas. Os fogos de vegetação, ou fogos florestais (termo mais associado aos grandes fogos), correspondem a uma combustão que tem normalmente como comburente o oxigénio e que consome combustíveis vegetais naturais, como o húmus, as espécies herbáceas, arbustivas e as árvores.

Os fogos florestais distinguem-se de outras combustões (caso de combustões com outras substâncias químicas) ao possuírem apenas o oxigénio como comburente e um grupo de combustíveis relativamente homogéneo (constituído por substâncias praticamente idênticas, que diferem principalmente na densidade e arranjo), diferenciando-se fundamentalmente das que ocorrem em meios confinados, pelo facto dos fogos florestais terem propagação livre, combustíveis naturais e os factores que neles participam não estarem controlados.
Reacção de Combustão

A reacção de combustão é um caso particular de uma reacção química de oxidação, onde os reagentes são designados por combustível e por comburente. Estes reagentes combinam-se e alteram a sua estrutura molecular, originando os chamados produtos da combustão. Esta reacção ocorre com libertação de energia, tendo, portanto, um carácter exotérmico. A combustão consiste, na realidade, numa sucessão rápida de reacções, a temperaturas elevadas.

Num fogo florestal, o oxigénio (O2) é normalmente o comburente. Considerando, por exemplo, uma reacção do oxigénio com a celulose, que é o principal constituinte da madeira, liberta-se cerca de 16000 kJ de energia por cada kg de glucose consumida (a celulose é um polímero constituído por cadeias de glucose – C6H12O6):

C6H12O6 + 6O2 -->  6CO2 + 6H2O + ENERGIA (Q = 16000 kJ/kg)

Como o oxigénio é a única substância activa deste processo, as equações químicas resultantes estão correctas, mas apenas sob o ponto de vista estritamente químico. Podemos considerar outros exemplos de reacções de combustão, os da combustão do hidrogénio (H2), do monóxido de carbono (CO) ou do metano (CH4):

2H2 + O2 --> 2H2O + ENERGIA (Q = 12100 kJ/m3)

2CO2 + O2 --> 2CO2 + ENERGIA (Q = 11970 kJ/m3)

CH4 + 2O2 --> CO2 + 2H2O + ENERGIA (Q = 12100 kJ/m3)

Quando se pretende calcular as energias libertadas, há que ter em conta que o ar não é constituído por oxigénio puro, mas sim por uma mistura de gases, da qual cerca de 21% é oxigénio (podendo reduzir-se a 15% durante o fogo) e 79% de azoto (N2) (1 mole de O2 corresponde a 3,76 de N2). O mesmo se aplica para o cálculo de caudais de gases.


É então evidente que as reacções de combustão libertam muita energia. Esta energia já tem de existir mesmo antes de se dar a reacção, porque é uma grandeza que se conserva, como a termodinâmica o comprova. Assim, os combustíveis têm de armazenar energia na sua estrutura molecular.

Nos combustíveis florestais este facto é facilmente explicado, já que são formados através da reacção química que as plantas utilizam para a produção de biomassa, ou seja, a fotossíntese, expressa pela seguinte equação:

6CO2 + 6H2O + RADIAÇÃO SOLAR --> C6H12O6 + 6O2

Na planta, a reacção da água absorvida do solo com o dióxido de carbono da atmosfera, promovida pela radiação solar, produz as moléculas de glucose, que ficam com a energia proveniente do Sol armazenada, para além de se libertar oxigénio para a atmosfera.

Apesar da existência de uma relativa homogeneidade nos combustíveis florestais, dominados pela glucose, existem algumas diferenças nos seus constituintes, que têm consequências na ocorrência do fogo.

O Triângulo do Fogo

As condições necessárias para a ocorrência da combustão podem ser descritas de forma muito simples através do triângulo do fogo. Para haver combustão é necessária a presença simultânea dos intervenientes dos três lados do triângulo, que são o comburente, o combustível e a energia. A energia que é fornecida ao sistema – energia de activação – pode vir em forma de calor, de chama, de uma faísca, etc., mas não se equipara à libertada durante a combustão.


Mecanismo geral de Reação

No processo global do fogo na vegetação existem vários aspectos que importa considerar para produzir o esboço do mecanismo geral da reacção:

- O combustível tem que sofrer transformações, à frente da e na própria zona de reacção, para que possa arder;
- O combustão é fisicamente heterogénea, podendo ocorrer com chama e/ou sem chama;
- A zona de reacção não é confinada e algumas das substâncias químicas envolvidas na combustão podem escapar desta zona em vários estágios de transformação.

Numa combustão com chama, a zona da chama é especialmente importante, por ser o local do fogo onde a actividade química é mais intensa e complexa.

Na combustão não se dá uma transição directa dos reagentes para os produtos, havendo antes uma passagem por uma série de produtos intermédios. Aquilo que normalmente se descreve com uma equação global de reacções de combustão corresponde, na realidade, a um conjunto de reacções elementares sequenciais, uma reacção em cadeia em que se distinguem princípio, meio e fim.

Nestas reacções em cadeia a ignição é um processo iniciador, a propagação um processo de ramificação e a extinção em processo terminal.

No início de processo, uma molécula estável fragmenta-se devido ao calor, originando-se dois ou mais radicais. Por exemplo:

C3H8 --> C2H5 + CH3

A molécula de propano (C3H8) origina dois radicais muito instáveis, que interagem com outras moléculas, tornando-se centros de cadeias envolvidas em novas reacções, um processo em cascata que leva à ocorrência de uma sequência de ramificações.


Uma das reacções mais significativas da propagação envolve o hidrogénio atómico (H) e o oxigénio molecular, com a produção de oxigénio atómico (O) e um radical de hidroxilo (OH), extremamente activos:

H + O2 --> O + OH

A propagação é garantida porque cada reacção mantém ou multiplica o número de produtos disponíveis para reacções subsequentes, numa sequência de processos, sendo a zona de chama a mais importante para a sua ocorrência.

A reacção em cadeia termina com a inversão do processo, quando os centros das cadeias se combinam com moléculas estáveis, conduzindo à extinção.

Verifica-se no exemplo seguinte a recombinação de dois radicais, frequentemente em presença de uma terceira molécula:

H + OH + N2 --> H2O + N2

Um átomo de hidrogénio recombinou-se com um radical OH, produzindo uma molécula de água, na presença de uma molécula de N2, que absorveu parte da energia libertada na recombinação.

Estes processos ocorrem em locais distintos da zona de combustão: a iniciação das cadeias ocorre à frente da zona de chama; as ramificações correspondentes à propagação do fogo acontecem no interior da chama e o fim da formação das cadeias dá-se na retaguarda da zona de chama, resultando na sua extinção.

Fases da Combustão

A combustão, para além do seu resultado geral, pode ser dividida em diferentes fases. Contrariamente ao que seria de esperar, o processo inicia-se com uma reacção endotérmica, fase denominada por pré-ignição, quando é necessária uma fonte inicial de energia (incluída no triângulo do fogo). Segue-se a fase de transição – a ignição – e, por fim, a última fase que é exotérmica e que corresponde à combustão propriamente dita, que pode ser com e/ou sem chama.

Pré-ignição

Nesta fase o combustível sofre pré-aquecimento e pirólise e fica apto a entrar em combustão. Ocorre uma subida de temperatura e há libertação de voláteis e de água.

As consequências do pré-aquecimento verificam-se primeiro nos voláteis, que se libertam logo a baixas temperaturas, e em seguida a água absorvida no combustível começa a libertar-se por vaporização.

A humidade do combustível poderá ser excessivamente alta, de modo a que todo o calor disponível é gasto a evaporar água, não restando energia térmica para aquecer as partículas até à temperatura de ignição.

A pirólise é um processo (soma de processos) de degradação térmica, provocando a decomposição química por acção do calor. Este processo no material lenhoso ocorre essencialmente através de dois mecanismos competitivos. Um exemplo típico é o da pirólise da glucose (figura em baixo).


A predominância de um ou outro destes mecanismos depende das propriedades dos combustíveis e da temperatura na zona de reacção. As temperaturas altas favorecem a libertação de voláteis inflamáveis, enquanto que temperaturas mais baixas promovem a produção de alcatrão e carvão.

Iginição

A ignição é uma fase instável e corresponde ao processo transitório que conduz à combustão, que é de novo uma fase estável.

A ignição não se verifica a uma única temperatura. A forma do combustível, nomeadamente a sua relação superfície/volume, está directamente relacionada com a quantidade de calor que pode ser absorvida por unidade de massa ou volume e por unidade de tempo, da condutividade térmica dos combustíveis, e depende também de outros factores físicos.

Após a carbonização da superfície do combustível, a incandescência inicia-se quando a temperatura atinge os 500-600ºC, isto se a produção de voláteis não excluir o oxigénio da zona, porque aqui ocorre sempre uma mistura de ar ambiente e voláteis pirolisados.

Se a mistura estiver no intervalo de inflamabilidade (nem demasiado rica em voláteis pirolisados, nem demasiado pobre) e houver uma fonte de calor, os gases incendeiam-se e ardem com chama. Se a mistura for demasiado rica, é preciso que seja diluída com ar (situação frequente), ocorrendo chamas destacadas do combustível.

A mistura também pode ser excessivamente rica quando demasiado CO2 e/ou vapor de água reduzirem as proporções de ar na mistura. Misturas demasiado pobres para permitirem a ignição ocorrem quando a pirólise de voláteis cai abaixo de determinados mínimos, ou quando o vento promove uma diluição demasiado rápida com o ar.

Em combustões florestais, o limite de inflamabilidade depende do tipo e quantidade de extractivos voláteis, que variam com as espécies vegetais e com a estação do ano. A resposta de uma partícula de combustível que sofre um processo de aquecimento pode assumir três formas: não ignição (a partícula não chega a inflamar-se, porque a duração do aquecimento é demasiado curta, ou a intensidade demasiado baixa para se atingir a temperatura de ignição); ignição transitória (a combustão ocorre apenas enquanto se mantém a fonte de calor, situação muito frequente nos fogos florestais); ignição persistente (a combustão torna-se auto-sustentada, isto é, permanece mesmo na ausência de fonte de calor).


Combustão com chama

A frente de chama é a parte mais “espectacular” de um incêndio florestal e também a mais importante para a compreensão do fogo. A formação de chama requer calor e combustíveis gasosos e quando o combustível se encontra à partida nesta fase, a taxa de combustão é função da temperatura da zona de reacção e das taxas de fluxo e mistura de ar aí existentes.

Com combustíveis predominantemente sólidos, a combustão pode ser parcial e heterogénea, e exibir chama apenas quando a pirólise produz gases inflamáveis que podem ser transportados para a zona de reacção. Assim, a zona de pirólise pode ser distinta da zona de combustão e as chamas podem estar ligadas ou desligadas do combustível.

A produção de chama ocorre dentro de determinados limites de temperatura e processos de mistura gasosa. A baixas temperaturas, com misturas pobres em oxigénio e escassa produção de gases, as chamas podem estar separadas da zona de vaporização e difusão ou nem sequer se formar.

Todas as variáveis que afectam a ignição, afectam também a combustão, como é o caso da humidade dos combustíveis. O efeito principal da humidade sobre a combustão é, porém, a diluição dos gases combustíveis produzidos por pirólise do material sólido.
Combustão sem chama

A combustão sem chama, ou incandescente, é o processo dominante quando os voláteis foram já expulsos do combustível celulósico, restando apenas um invólucro carbonoso. Pode acontecer, ainda, quando o teor em cinzas é elevado e o de voláteis baixo (como, por exemplo, em solos orgânicos), de modo que o aquecimento não produz misturas gasosas voláteis, ou a gravidade específica do combustível é demasiado baixa para conduzir o calor com rapidez suficiente para que se produza a mistura gasosa inflamável.

Na combustão incandescente, o oxigénio presente junto à superfície do combustível combina-se directamente com o carbono e produz CO, a uma temperatura ligeiramente inferior a 600ºC. Se a temperatura atingir 650-700ºC e houver oxigénio suficiente, o CO é oxidado a CO2. A reacção C-CO pode dar-se em atmosferas com não mais de 5% de oxigénio, enquanto que a reacção CO-CO2 e a combustão com chama exigem, pelo menos, 15% de oxigénio.

A oxidação CO-CO2 liberta apenas 1/3 do calor da reacção directa C-CO2. Daí que a combustão por incandescência seja um processo relativamente mais frio do que a combustão com chama. Ela é também frequentemente acompanhada pela libertação abundante de CO e completamente controlada pela difusão de oxigénio até junto da superfície do combustível.

Esta combustão é típica de combustíveis de baixa densidade, e apresenta baixas perdas de calor por condução, prosseguindo mesmo sob condições de elevado teor de humidade e baixa concentração de O2, sob as quais nunca seria possível a formação de chamas.

São estas as características da combustão sem chama que explicam a sua persistência abaixo da superfície do solo, por períodos prolongados. Como as taxas de reacção são controladas pela disponibilidade de oxigénio, ventos fortes podem elevar rapidamente a temperatura de um fogo sem chama e inflamá-lo. Estes aspectos realçam a importância de se realizar um rescaldo eficaz dos incêndios.

Produtos da Combustão

Os produtos da combustão variam com a constituição química dos combustíveis e conforme a queima destes seja mais ou menos completa.

Produtos da pré-ignição

O vapor de água proveniente da humidade retida nos combustíveis e os extractivos voláteis são os primeiros produtos desta fase da combustão, e resultam da destilação do material.

Surgem ainda produtos com a ocorrência da pirólise, mas que variam consoante a forma em que esta ocorre e com a constituição química dos combustíveis.

Se o processo for rápido e ocorrer a elevadas temperaturas há produção de voláteis combustíveis e alcatrões, mas se, pelo contrário, ocorrer lentamente a baixas temperaturas os produtos são maioritariamente compostos por água e resíduos carbonosos.

Se o combustível pirolisado for constituído por celulose, os produtos são os alcatrões e voláteis combustíveis. A pirólise da lenhina produz resíduos carbonosos e gases aromáticos. A pirólise dos extractivos liberta gases voláteis combustíveis.

Produtos da combustão

Nesta fase, a zona mais activa da reacção, a chama, leva à oxidação completa ou parcial dos voláteis. A combustão liberta muitos gases, aglomera outros (que têm maior massa molar), produzindo a fuligem, e condensa outros, produzindo alcatrões e líquidos. O aparecimento de fuligem é favorecido por combustíveis que proporcionalmente têm muito carbono e pouco hidrogénio, sendo também favorecido em situações de pouco arejamento.

O fumo que se observa a sair da zona de reacção é constituído por vapor de água condensado e partículas sólidas (partículas de combustível fragmentadas no processo e sólidos produzidos na reacção). Um fumo branco pode dever-se à elevada humidade presente no combustível, ou significa que a combustão é completa, enquanto um fumo preto indicia que a combustão é incompleta.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Dicas de Como fazer um Relatório/Laudo técnico

Toda vez que é necessário fazer um relatório ou laudo técnico, sobre alguma atividade ou manutenção ou ainda orçamento, é preciso seguir algumas normas na elaboração do mesmo.
E isso sempre é um problema. A forma mais eficaz de acertar é se informar no órgão ou conselho fiscalizador competente de cada área e ou profissão para ter informações sobre modelos de formulários bem como as regras para elaboração dos documentos.

Uma definição que você precisa ter em mente é sosbre o conceito do que é um relatório:

“É a esposição escrita na qual se descrevem fatos verificados mediante pesquisas ou se historia a execução de serviços ou de experiências. É geralmente acompanhado de documentos demonstrativos, tais como tabelas, gráficos, estatísticas e outros.” (UFPR, 1996)

Existem diversos tipo de relatórios como por exemplo: técnico-científicos, de viagem, de estágio, de visita, administrativos, e outros para fins especiais definidos pela empresa para relatar alguma atividade especial.

Um ponto importante na elaboração é o cuidado com a formatação do documento, que deve seguir ordens e padrões.

Em geral as Medidas de formatação do relatório são:

Margem superior:…………. 2,5 cm
Margem inferior:………….. 2,5 cm
Margem direita:…………… 2,5 cm
Margem esquerda:……….. 3,5 cm
Entre linhas (espaço):…… 1,5 cm
Tipo de letra………………. Times New Roman ou outro tipo de letra serifada
Tamanho de fonte:………. 12
Formato de papel:……….. A4 (210 X 297 mm

Cada relatório pode ter pequenas alterações na sua estrutra, como exemplo segue Estrutura do relatório Técnico-Científico.

Capa
Falsa folha de rosto
Verso da falsa folha de rosto
Errata
Folha de rosto
Sumário
Listas de tabelas, ilustrações, abreviaturas, siglas e símbolos
Resumo
Texto
Anexo (ou Apêndice)
Referências bibliográficas

Se você tiver dúvidas um link interessante é bibli.fae.unicamp.br, e comente sobre quais as dicas que você utiliza para fazer um bom relatório.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

NR-4 SESMT

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pontuação

Pontuação:
Há certos recursos da linguagem - pausa, melodia, entonação e até mesmo, silêncio - que só estão presentes na oralidade. Na linguagem escrita, para substituir tais recursos, usamos os sinais de pontuação.

Estes são também usados para destacar palavras, expressões ou orações e esclarecer o sentido de frases, a fim de dissipar qualquer tipo de ambigüidade.

•ponto:
Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o término de um frase declarativa de um período simples ou composto.

Desejo-lhe uma feliz viagem.

A casa, quase sempre fechada, parecia abandonada, no entanto tudo no seu interior era conservado com primor.

O ponto é também usado em quase todas as abreviaturas, por exemplo: fev. = fevereiro, hab. = habitante, rod. = rodovia.

O ponto que é empregado para encerrar um texto escrito recebe o nome de ponto final.

•o ponto-e-vírgula:
Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula, praticamente uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula.

Geralmente, emprega-se o ponto-e-vírgula para:

a) separar orações coordenadas que tenham um certo sentido ou aquelas que já apresentam separação por vírgula:

Criança, foi uma garota sapeca; moça, era inteligente e alegre; agora, mulher madura, tornou-se uma doidivanas.

b) separar vários itens de uma enumeração:

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III - pluralismo de idéias e de concepções, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais;

(Constituição da República Federativa do Brasil)

•dois-pontos:
Os dois-pontos são empregados para:

a) uma enumeração:

... Rubião recordou a sua entrada no escritório do Camacho, o modo porque falou: e daí tornou atrás, ao próprio ato.

Estirado no gabinete, evocou a cena: o menino, o carro, os cavalos, o grito, o salto que deu, levado de um ímpeto irresistível...

(Machado de Assis)

b) uma citação:

Visto que ela nada declarasse, o marido indagou:

- Afinal, o que houve?

c) um esclarecimento:

Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir Pedro. Não porque o amasse, mas para magoar Lucila.

Observe que os dois-pontos são também usados na introdução de exemplos, notas ou observações.

Parônimos são vocábulos diferentes na significação e parecidos na forma. Exemplos: ratificar/retificar, censo/senso, descriminar/discriminar etc.

Nota: A preposição per, considerada arcaica, somente é usada na frase de per si (= cada um por sua vez, isoladamente).

Observação: Na linguagem coloquial pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho, longinho, melhorzinho, pouquinho etc.

NOTA

A invocação em correspondência (social ou comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou de vírgula:

Querida amiga:

Prezados senhores,

•ponto de interrogação:
O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta, ainda que esta não exija resposta:

O criado pediu licença para entrar:

- O senhor não precisa de mim?

- Não obrigado. A que horas janta-se?

- Às cinco, se o senhor não der outra ordem.

- Bem.

- O senhor sai a passeio depois do jantar? de carro ou a cavalo?

- Não.

(José de Alencar)

•ponto de exclamação:
O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonação exclamativa, que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro, indignação etc.

- Viva o meu príncipe! Sim, senhor... Eis aqui um comedouro muito compreensível e muito repousante, Jacinto!

- Então janta, homem!

(Eça de Queiroz)

NOTA

O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuções interjetivas:

Oh!

Valha-me Deus!

•O uso da vírgula:
Emprega-se a vírgula (uma breve pausa):

a) para separar os elementos mencionados numa relação:

A nossa empresa está contratando engenheiros, economistas, analistas de sistemas e secretárias.

O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de jantar, área de serviço e dois banheiros.

Mesmo que o e venha repetido antes de cada um dos elementos da enumeração, a vírgula deve ser empregada:

Rodrigo estava nervoso. Andava pelos cantos, e gesticulava, e falava em voz alta, e ria, e roía as unhas.

b) para isolar o vocativo:

Cristina, desligue já esse telefone!

Por favor, Ricardo, venha até o meu gabinete.

c) para isolar o aposto:

Dona Sílvia, aquela mexeriqueira do quarto andar, ficou presa no elevador.

Rafael, o gênio da pintura italiana, nasceu em Urbino.

d) para isolar palavras e expressões explicativas (a saber, por exemplo, isto é, ou melhor, aliás, além disso etc.):

Gastamos R$ 5.000,00 na reforma do apartamento, isto é, tudo o que tínhamos economizado durante anos.

Eles viajaram para a América do Norte, aliás, para o Canadá.

e) para isolar o adjunto adverbial antecipado:

Lá no sertão, as noites são escuras e perigosas.

Ontem à noite, fomos todos jantar fora.

f) para isolar elementos repetidos:

O palácio, o palácio está destruído.

Estão todos cansados, cansados de dar dó!

g) para isolar, nas datas, o nome do lugar:

São Paulo, 22 de maio de 1995.

Roma, 13 de dezembro de 1995.

h) para isolar os adjuntos adverbiais:

A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio.

Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelo próprio gerente.

i) para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela conjunção e:

Ele já enganou várias pessoas, logo não é digno de confiança.

Você pode usar o meu carro, mas tome muito cuidado ao dirigir.

Não compareci ao trabalho ontem, pois estava doente.

j) para indicar a elipse de um elemento da oração:

Foi um grande escândalo. Às vezes gritava; outras, estrebuchava como um animal.

Não se sabe ao certo. Paulo diz que ela se suicidou, a irmã, que foi um acidente.

k) para separar o paralelismo de provérbios:

Ladrão de tostão, ladrão de milhão.

Ouvir cantar o galo, sem saber onde.

l) após a saudação em correspondência (social e comercial):

Com muito amor,

Respeitosamente,

m) para isolar as orações adjetivas explicativas:

Marina, que é uma criatura maldosa, "puxou o tapete" de Juliana lá no trabalho.

Vidas Secas, que é um romance contemporâneo, foi escrito por Graciliano Ramos.

n) para isolar orações intercaladas:

Não lhe posso garantir nada, respondi secamente.

O filme, disse ele, é fantástico.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Produtos notáveis

Antes de iniciarmos o estudo de produtos notáveis, vamos recordar a propriedade distributiva.

(a+b).(a+b) = a²+ab+ab+b² = a²+2ab+b²

(a-b).(a-b) = a²-ab-ab+b² = a²-2ab+b²

(a+b+c).(a+b+c)=a²+ab+ac+ab+b²+bc+ac+bc+c²
Somando os termos semelhantes: a²+b²+c²+2ab+2bc+2ac


Notem que na propriedade distributiva: multiplicamos todos os termos (não se esquecendo das regras dos sinais) e somamos os termos semelhantes.
Afim de economizar tempo e não ter de multiplicar termo a termo, utilizamos os produtos notáveis.

Produtos Notáveis são aqueles produtos que são freqüentemente usados e para evitar a multiplicação de termo a termo, existem algumas fórmulas que convém serem memorizadas.

1) Soma pela diferença: quadrado do primeiro menos o quadrado do segundo.

( a + b ).( a – b ) = a² - b²

2) Quadrado da soma: quadrado do primeiro, mais duas vezes o primeiro pelo segundo, mais o quadrado do segundo.

( a + b )² = a² + 2ab +b²

3) Quadrado da diferença: quadrado do primeiro, menos duas vezes o primeiro pelo segundo, mais o quadrado do segundo.

( a – b )² = a² - 2ab + b²

Existem muitas outras outras fórmulas:

( a + b ) ³ = a³ + 3 a ²b + 3ab² + b³

(a – b )³ = a³ - 3 a²b + 3ab² - b³


Não freqüentemente usadas:





sábado, 12 de junho de 2010

Origem do dia dos namorados

Existem diferentes versões sobre a origem do dia dos namorados.



É bem provável que a festa dos namorados tenha sua origem em um festejo romano: a Lupercália. Em Roma, lobos vagavam próximos às casas e um dos deuses do povo romano, Lupercus, era invocado para manter os lobos distantes. Por essa razão, era oferecido um festival em honra a Lupercus, no dia 15 de fevereiro. Nesse festival, era costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em pedaços de papel, que eram colocados em frascos. Cada rapaz escolhia o seu papel e a menina escolhida deveria ser sua namorada naquele ano todo.

O dia da festa se transformou no dia dos namorados, nos EUA e na Europa, o Valentine’s Day, 14 de fevereiro, em homenagem ao Padre Valentine. Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proíbia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos. Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês "From your Valentine". Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro.

O feriado romântico ou o dia dos namorados judaico:

Desde tempos bíblicos, o 15º dia do mês hebreu de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto. Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque neste dia é costume dar flores de presente a quem se ama. Previamente, era permitido às pessoas só se casar com pessoas da sua própria tribo. De certo modo, era um pouco semelhante ao velho sistema de castas na Índia. O 15 de Av se tornou o Feriado de Amor, um feriado judeu reconhecido durante os dias do Segundo Templo. Em tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos. A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas 'Feriado do Amor' são celebrados à noite, em todo o país. (Jane Bichmacher de Glasman, autora do livro "À Luz da Menorá").

No Brasil

No Brasil, a gênese da data é menos romântica. Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da loja Clipper, realizada em São Paulo em 1948. Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia "não é só com beijos que se prova o amor". A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine's Day - o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes não fica tão intenso. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Outra versão reverencia a véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Expressões Populares

Diariamente utilizamos expressões com significados diferentes daquilo que elas representam literalmente, mas raramente nos preocupamos em ir atrás da sua origem ou — até mesmo — da sua forma correta.

Abaixo cito 15 expressões que todo mundo erra, ou que todo mundo usa mas que nem todo mundo sabe direito o significado ou seu correto emprego.

1 — Enfiou o pé na jaca: o correto é enfiou o pé no jacá. Antigamente, os tropeiros paravam nas vendinhas, a meio caminho, para tomar uma pinga. Quando bebiam demais, era comum colocarem o pé direiro no estribo e, quando jogavam a perna esquerda para montar no burro, erravam, pisavam no jacá (o cesto em que as mercadorias eram carregadas) e levavam um grande tombo. Por isso, quando alguém bebia demais dizia-se que ele enfiaria o pé no jacá. A jaca, fruta, não tem nada com isso. Apesar da novela da Globo.

2 — Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão: o correto é batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.

3 — Cor de burro quando foge: o correto é corro de burro quando foge!

4 — Quem tem boca vai a Roma: pois é, eu também fiquei surpreso ao saber que o correto não tem nada a ver com a capacidade de pela comunicação ir a qualquer parte do mundo, e sim uma forma de exortação à crítica política; o correto é quem tem boca vaia Roma.

5 — É a cara do pai escarrado e cuspido: essa é forma escatológica de dizer que o filho é muito parecido com o pai; o correto é a cara do pai em Carrara esculpido (Carrara é uma cidade italiana de onde se extrai o mais nobre e caro tipo de mármore, que leva o mesmo nome da cidade).

6 — Quem não tem cão, caça com gato: o correto é quem não tem cão, caça como gato. Ou seja, sozinho!

7 — Nas coxas: as primeiras telhas usadas nas casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito (quer dizer, não tem nenhuma conotação erótico-sexual, mente suja).

8 — Voto de Minerva: Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os jurados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

9 — Casa da mãe Joana: na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

10 — Conto do vigário: duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. O negócio era o seguinte: Colocaram o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

11 — Ficar a ver navios: Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

12 — Não entender patavinas: os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova; sendo assim, não entender patavina significava não entender nada.

13 — Dourar a pílula: antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.

14 — Sem eira nem beira: os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.

15 — O canto do cisne: dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão “canto do cisne” representa as últimas realizações de alguém.

A gente falamos errado, kkkkkk

Diretamente do Prof. Pasquale Cipro Neto. As frases errôneas tantas vezes repetidas que a gente já se acostumou...

a) Planos ou projetos para o futuro. (Você conhece alguém que faz planos para o passado? Só se for o Michael J.Fox no filme "De volta para o Futuro"...)

b) Criar novos empregos. (Ora, bolas, alguém consegue criar algo velho?)

c) Habitat natural. (Todo habitat é natural; consulte um dicionário.)

d) Prefeitura Municipal. (No Brasil, só existe prefeitura nos municípios. Aliás, ainda bem!)

e) Conviver junto. (É possível conviver separadamente?)

f) Sua autobiografia. (Se é autobiografia, já é sua.)

g) Sorriso nos lábios. (Já viu sorriso no umbigo?)

h) Goteira no teto. (No chão é impossível!)

i) Estrelas do céu. ("Paramos à noite para contemplar o lindo brilho das estrelas do mar...")

j) General do Exército. (Só existem generais no Exército.)

k) Brigadeiro da Aeronáutica. (Só existem brigadeiros na Aeronáutica.)

l) Almirante da Marinha. (Só existem almirantes na Marinha.)

m) Manter o mesmo time. (Pode-se manter outro time? Nem o Felipão consegue!)

n) Labaredas de fogo. (De que mais as labaredas poderiam ser? De água?!)

o) Pequenos detalhes. (Existem grandes detalhes?)

p) Erário publico. (O dicionário ensina que erário é o tesouro público, por isso, erário só basta!)

q) Despesas com gastos. (Despesas e gastos são sinônimos!)

r) Encarar de frente. (Você conhece alguém que encara de costas ou de lado?)

s) Monopólio exclusivo. (Ora, pílulas, se é monopólio, já é total ou exclusivo...)

t) Ganhar grátis. (Alguém ganha pagando?)

u) Países do mundo. (E de onde mais podem ser os países?)

v) Exultar de alegria. (Você consegue exultar de tristeza?)

w) Viúva do falecido. (Até provarem o contrário, não pode haver viúva se não houver um falecido.)

x) Há 10 anos atrás (há 10 anos ou 10 anos atrás, há tem o mesmo sentido de passado que atrás
- e com o perdão do pleonasmo, "ânus atrás" é outro pleonasmo)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O estudo dos séculos

Ao falar de um fato histórico, é costume citarmos o ano em que aconteceu. Sabendo o ano, podemos determinar a que século o fato pertence. Todos os acontecimentos ocorridos entre os anos 1 e 100, por exemplo, pertencem ao século I. O século XIX, começou no dia 1º de janeiro de 1801 e terminou em 31 de dezembro de 1900.
Para saber a que século um ano pertence, utilizamos as seguintes regras:

Se o ano termina em 00, basta tirar os dois zeros e tem-se o século.
Ex: ano: 1500 à tira-se os dois zeros e o século é XV
ano: 1800 à tira-se os dois zeros e o século é XVIII

Se o ano não termina em 00, basta tirar os dois últimos números e somar 1 ao número que resta.
Ex: ano: 758 à tira-se os algarismos 5 e 8 e fica somente o 7.Então, é só somar 1
7 + 1 = 8 e o século é VIII

ano: 1996 à tira-se os algarismos 9 e 6 e fica somente o número 19. Então, é só somar 1
19 + 1 = 20 e o século é XX

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