| Karin, mulher de Nilton, é "corneteira assumida (Fotos: Maurício Paulucci / Globoesporte.com) |
Nilton disputou a última temporada pelo Vasco da Gama e assinou contrato com o Cruzeiro por três temporadas. O volante já admitiu que, em casa, quem manda é a patroa. Ela não dá refresco, acompanha o jogador em todas as partidas e, em casa, aponta minuciosamente todos os erros de Nilton.
Enquanto o volante do Cruzeiro tem como características a marcação forte e a pegada dentro de campo, fora dos gramados é a esposa que faz o estilo linha dura. Apesar de cobrar muito do marido, Karin, que acompanha todos os jogos no campo, reclama da “turma do amendoim”: aquele grupo de torcedores que vai ao estádio só para criticar os jogadores, independentemente se o time está jogando bem ou não.
| Karin analisa os lances do clássico |
Por outro lado, Nilton não se incomoda com a marcação cerrada da esposa. Na verdade, ele até incentiva. Para o jogador, os conselhos da mulher não perdem para as orientações do treinador do Cruzeiro, Marcelo Oliveira. Karin é a prova que mulher entende de futebol.
- É bom ter essa cobrança, é sadia. Ela quer ver meu bem. É bom ter a visão do treinador (Marcelo Oliveira) e a visão dentro de casa. É importante para ir aperfeiçoando e não repetir os erros. Eu tenho uma esposa que tem uma visão quase que de uma técnica (risos). É gostoso saber que eu tenho uma pessoa que eu sei que posso contar nas horas boas e até nas horas ruins.
Na partida de estreia com a camisa do Cruzeiro, Nilton mostrou que também ataca bem e pode chegar como um elemento surpresa. O jogo foi contra o Atlético-MG, no último domingo, e marcou a reabertura do Mineirão. No segundo tempo o jogador ficou, por duas vezes, cara a cara com o goleiro Victor, mas errou as finalizações. Na volta para a casa...
- Ele deu a arrancada, fez direitinho, como eu peço para ele. Eu falo: “Você tem a oportunidade, vai lá para frente atacar”. Ele tem a possibilidade de ser um elemento surpresa e marcar gols. Na hora que chegou cara a cara com goleiro, em vez de driblar, ele chutou com a pontinha do pé, segundo ele. E fez essa linda jogada, conta Karin.
Nilton não só ouve as orientações da “esposa-técnica” como assimila as críticas construtivas de Karin.
- Eu entendi o que ela quis dizer. O Victor já estava no chão, e se eu desse uma cortada para o lado, eu ficaria com o gol todo aberto para mim. E isso poderia ter acontecido no segundo lance também.
Com as alternativas na ponta da língua, Karin dá as diretrizes para que o marido não perca mais gols.
- Dribla o goleiro, dá uma cavadinha. Eu falei com ele: “Você tinha um tempo para pensar na jogada. Com precipitação você não vai conseguir concluir sua jogada.”Tem vez que eu falo para ele parar olhar e pensar. Não é toda vez que ele precisa chutar de primeira.
Quando perguntada se as “cornetadas” surtem efeito no jogador, a resposta dá uma dimensão do tratamento de choque que Nilton recebe em casa.
- Se não surtirem... Coitado dele. Dorme no sofá!













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