quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Assim será o Conclave que elegerá o sucessor de Bento 16

Cidade do Vaticano, 11 fev (EFE).- Quando o chefe da Igreja católica renuncia a sua função ou morre, seu sucessor é eleito pelos cardeais reunidos em conclave na Capela Sistina, onde ficam isolados do mundo exterior.

Para ser eleito o sucessor de Bento 16 é preciso somar ao menos dois terços dos votos dos cardeais presentes no Conclave, que será convocado a partir de 28 de fevereiro, assim que for oficializada a renúncia do atual pontífice, como prevê a constituição apostólica Universi Dominici Gregis.

Pelo regulamento, os cardeais devem abster-se de qualquer forma de pacto, acordo, promessa ou outro compromisso que os obrigue a dar ou negar o seu voto a um determinado candidato. Se isso acontecer, o compromisso será anulado.
 
O Conclave começará na data fixada após uma missa solene que será realizada na Basílica de São Pedro, à qual assistirão todos os fiéis que desejarem, assim como o Corpo Diplomático.

Depois, na hora prevista, os cardeais partirão em procissão da Capela Paulina à Capela Sistina. Eles entrarão recitando letanias e cantarão o Veni Creator Spiritus para invocar a ajuda do Espírito Santo. Na sequência acontecerá o juramento pelo qual se comprometerão a manter segredo sobre tudo o que for dito ou feito durante o Conclave.

Depois disso, o mestre de cerimônias pontifícias pronunciará a frase "extra omnes" e todos os alheios ao Conclave sairão da Capela Sistina.

Já nesse primeiro dia poderá acontecer a primeira votação. Se o papa não for eleito, nos seguintes dias ocorrerão duas votações de manhã e outras duas à tarde.

O regulamento estabelece que após três dias de escrutínios sem resultados positivos as votações são suspensas durante um dia para uma pausa de oração e colóquio entre os eleitores.

Após esse dia de pausa, os cardeais voltarão a celebrar outros sete escrutínios, e se seguirem sem escolher um papa haverá outro intervalo, para mais sete escrutínios em seguida. Não havendo definição, uma nova pausa é realizada e, de novo, outras sete votações. Assim a contagem chega a 33 ou 34 apurações, dependendo se haverá escolha no primeiro dia.

Até agora, a partir desse momento a escolha recairia sobre os dois cardeais que na última apuração tivessem obtido o maior número de votos. O regulamento exigia que, então, seria eleito o cardeal que somasse a metade mais um.

Bento 16 alterou isso há alguns anos e estabeleceu que o papa só é eleito com dois terços dos votos em todos os eventuais escrutínios.

Uma vez eleito, o cardeal decano, em nome de todo o colégio, pede o consentimento do eleito com as seguintes palavras: "Aceitas tua escolha canônica para sumo pontífice?".

Dado o consentimento, é perguntado ao eleito como ele quer ser chamado, e depois o mestre de cerimônias levanta ata. Finalmente, o novo papa é anunciado ao mundo com a fórmula: "Habemus Papam".

O Colégio Cardinalício é composto por 209 membros, dos quais 118 têm menos de 80 anos, pelo que terão direito a voto no próximo Conclave, e 91 octogenários, que não votarão mas poderão ser escolhidos pontífice. EFE

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