Segundo reportagem do jornal "New York Times", a menina conseguiu combater o câncer nos glóbulos brancos do sangue durante o tratamento. Emma já havia feito sessões de quimioterapia, mas a leucemia voltou duas vezes.
O tratamento começou em abril e sete meses depois o câncer desapareceu. A cura total, no entanto, só é considerada após um período de cinco anos de remissão. Apesar de sofrer com os efeitos da técnica, que incluem febres de 40,5°C e precisar de um aparelho para ajudá-la a respirar, Emma já voltou à rotina de uma criança normal.
Ela foi a primeira criança a ter sucesso com o tratamento que dá ao sistema imunológico do paciente a capacidade permanente de combater a leucemia. Os resultados foram apresentados no domingo (09) e na Segunda (10) pela Universidade da Pensilvânia em uma reunião da Sociedade de Hematologia, em Atlanta.
Além de Emma, uma criança foi tratada e melhorou, mas teve um recaída, três adultos apresentaram remissão completa do câncer, e dois deles estão bem há dois anos. Quatro adultos também melhoraram, mas a doença não desapareceu totalmente, outro adulto foi tratado recentemente e não pôde ser avaliado ainda. Em apenas dois adultos o tratamento não funcionou.
No meio médico a pesquisa é considerada uma promessa para a cura do câncer. De acordo com Carl June, médico à frente do estudo, a técnica pode no futuro substituir o transplante de medula óssea. Em agosto, a empresa farmacêutica suíça Novartis anunciou que vai investir R$ 41,5 milhões para construir um centro de pesquisas na universidade, com o objetivo de conseguir levar o tratamento para o mercado.













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