terça-feira, 16 de outubro de 2012

Pela primeira vez, italianos compram mais bicicletas do que carros

SÃO PAULO - Em 2011, foram vendidas na Itália 1,75 milhão de bicicletas, contra 1,748 milhão de carros. A marca pode representar uma mudança comportamental dos italianos, já que é a primeira vez desde a 2ª Guerra Mundial que isso acontece.

De acordo com o texto publicado pelo site Business Insider, no país dos superesportivos Ferrari e

Lamborghini, muitas famílias estão deixando os carros em casa para usarem as bikes como meio de transporte.

Segundo a publicação, um carro na Itália custa por ano € 7 mil, com a gasolina a € 2 o litro. Realidade que fez com que os italianos investissem mais nas bicicletas. Hoje, dos 60 milhões de italianos, 6,5 milhões usam a bicicleta para se locomoverem até o trabalho ou escola, enquanto 10,5 milhões utilizam de forma ocasional, principalmente nos finais de semana.

Magrelas pelo Brasil
Quem anda pelas ruas das grandes cidades, como São Paulo, percebe que as bicicletas têm ganhado cada vez mais espaço no mar de carros.

De acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) toda produção de bicicletas costuma ser vendida. Por isso, com os últimos dados da Associação, é possível perceber como as bicicletas tem invadido cada vez mais o universo que era somente dos carros.

Entre janeiro e agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2011, a produção de bicicletas cresceu 17%. Neste ano, foram fabricadas 601.014 unidades, contra 513.836 no ano passado.

Economia que vale a pena
Quem já começou a usar a bicicleta neste mês, que possui 22 dias úteis, poderá sentir no bolso no final do mês, uma economia de R$ 132. Este valor vale para quem decidiu trocar o transporte público pela bicicleta, considerando uma passagem de ida e outra de volta com o ônibus a R$ 3.

Já aqueles que utilizam uma passagem de ônibus e outra de metrô para chegar ao trabalho, vão economizar R$ 204, considerando a integração de R$ 4,65 com o bilhete único.

No acumulado entre janeiro e hoje (16), foram 201 dias úteis. Considerando este período, quem trocou o transporte público pela magrela economizou R$ 1.224 entre ida e volta de ônibus, ou seja, quase dois salários mínimos. Já quem apostou no transporte alternativo no lugar de duas viagens de ônibus e metrô, teve uma economia de R$ 1.869 ou três salários mínimos.

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