BELO HORIZONTE - A Polícia Civil investiga um atentado sofrido domingo (26), em Minas Gerais, por Cleiton Gonçalves, testemunha do caso Bruno, ex-goleiro do Flamengo acusado do assassinato e do desaparecimento da modelo Eliza Samudio, em junho de 2010. De acordo com o jornal "Extra", Cleiton foi seguido por homens e baleado duas vezes no ombro quando estava no bairro Liberdade, na divisa de Ribeirão das Neves e Contagem, na Grande Belo Horizonte, onde a vítima mora.
Um menor que estava com ele foi baleado também, na perna. Até segunda-feira, Cleiton não havia dado entrada em nenhum hospital da região e era considerado desaparecido pela polícia. Na quarta-feira passada, Sérgio Rosa Salles, primo do ex-goleiro Bruno e que também era réu no processo referente a Eliza, foi assassinado na capital mineira.
Cleiton foi convocado como testemunha do caso porque, em 8 de junho de 2010, esteve no sítio do ex-goleiro, em Esmeraldas (MG), três vezes. Em depoimento, ele negou ter visto Eliza no local, mas contou que chegou a aconselhar Bruno a liberá-la e a registrar a criança que a modelo dizia ser filha do ex-goleiro. Cleiton tentou entrar na casa para tomar banho, depois de um jogo de futebol. No entanto, teria ouvido de Bruno que não deveria entrar. O ex-goleiro lhe teria dito que "a m... já estava feita".
Antes disso, Cleiton tinha sido parado por PMs quando levava a Land Rover de Bruno para um lava-jato em Contagem. A intenção seria limpar vestígios de sangue no veículo. Cleiton estava acompanhado de Sérgio Rosa Salles e de outro primo do goleiro, então menor de idade.













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