terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mitos da baixa umidade

Isso é o que defende Fábio Gonçalves, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP. O motivo? Os verdadeiros riscos só acontecem com a umidade abaixo de 20%, o que é raro no país. E, quando ocorre, o tempo de duração desses índices é curto. Entenda melhor esse outro lado da questão e quais os benefícios da baixa umidade, inclusive para os alérgicos.

Sem neuras

Segundo Gonçalves, o medo da baixa umidade entre os brasileiros é um pouco exagerado. "Isso tem sido algo cultivado pela mídia já há algum tempo. Há muitos lugares onde a umidade é bem mais baixa o ano todo", reforça.

Em geral, para que a sensação seja de desconforto, o índice precisa estar abaixo de 30%. E para causar algum prejuízo à saúde, abaixo de 20%.

"Mas baixas umidades internas não vêm ao caso no Brasil. Nunca acontece valores abaixo de 20%. em São Paulo, no Rio de Janeiro etc. Mesmo em Brasília, dentro de ambientes, esse valor é raro e dura pouco", explica o professor.
Isso significa que apenas em áreas externas deve haver uma atenção maior. Dentro de casa, as atividades domésticas e de higiene, como cozinhar, lavar roupa, tomar banho e molhar as plantas, contribuem para deixar o ambiente úmido.

Prós e contras

Abaixo de 20%, a umidade costuma ressecar as mucosas nasais, o que facilita a entrada de agentes infecciosos, o terror de pessoas alérgicas ou com problemas respiratórios.
Por outro lado, essas mesmas pessoas podem se beneficiar da baixa umidade. "Ela mata a grande maioria dos ácaros e fungos", afirma Gonçalves.
Em ambientes com índices elevados, acima de 70%, esses agentes se multiplicam e podem causar danos à saúde.
Por isso, o inverno é a época ideal para abrir os armários, guarda-roupas, tirar tudo de dentro e deixar o ar seco fazer o serviço para deixar o ar melhor.

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