A equipe, que fez mais de 100 pontos em todos seus jogos durante as Olimpíadas de 1992, conseguiu com sobras a medalha olímpica. Para tanto, contava com lendas do porte de Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird e Karl Malone – além de outros oito jogadores que fizeram história na NBA. Mas para o atual astro da liga, Kobe Bryant, esse time não seria páreo para o atual, composto principalmente por ele, LeBron James e Kevin Durant.
Kobe está confiante e tem seus argumentos, mas caiu no velho anacronismo do esporte. Comparar épocas não dá certo. Principalmente quando se fala do maior e melhor time de basquete de todos os tempos. O jogador do Los Angeles Lakers diz que seus adversários, se enfrentados naquela época, poderiam levar vantagem por serem mais altos, mas levariam desvantagem por boa parte estar em final de carreira. Kobe se atrapalhou com as palavras.
Em 1992, por exemplo, Michael Jordan estava apenas começando a sequência de nada menos do que seis títulos que o Chicago Bulls conquistaria sob seu comando na primeira metade da década. Scottie Pippen, também do Dream Team, era seu companheiro de Bulls. O pivô David Robinson, outro integrante do elenco, venceu a NBA em duas oportunidades: 1999 e 2003, quase dez anos após os Jogos de Barcelona. E isso porque analisamos apenas três atletas daquele time.
Sem o argumento da aposentadoria, Kobe poderia partir para o duelo mano a mano, visando o lado técnico. Mas sabe que perderia e por isso não o fez. Ele e LeBron James, sem dúvidas, poderiam integrar aquele time. Mas sequer seriam titulares nos lugares de Jordan e Larry Bird. E se nem as duas estrelas maiores do time atual poderiam ser titulares do time de 1992, como poderia haver vitória? Kobe falou demais...













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