| Anderson Silva, campeão do UFC, na coletiva de lançamento de seu documentário: 'Anderson Silva: Como Água' |
O filme, que aborda o preparo do brasileiro para o combate antológico contra o falastrão norte-americano Chael Sonnen, começa com Bruce Lee, lenda de filmes sobre artes marciais, filosofando sobre como os lutadores têm de se ‘moldar’ aos adversários: “Se colocarmos a água em um copo, ela se torna o copo; se colocá-la em uma garrafa, ela se torna a garrafa. Água pode fluir ou pode destruir. Seja água, meu amigo”.
É exatamente essa a ideia que a produção passa de Anderson. Não só como um lutador completo (versado em taekwondo, muay-thai, boxe, jiu-jitsu, wing chun kung fu), mas ser humano que passa pelas pressões naturais de todo homem. O Spider é cobrado pra valer pelo chefe, ajuda um companheiro a quem trata como pupilo, atende compromissos para a promoção da luta, sente falta da família e se machuca. Como qualquer outra pessoa.
Pela primeira vez Anderson viaja para os EUA para fazer o treinamento para um combate exclusivamente fora do Brasil. Se não bastasse a saudade da esposa e dos filhos, o campeão peso médio (até 84Kg) do UFC tem que lidar com fúria de Dana White, presidente do evento, pela performance do brasileiro na luta anterior da época, classificada pelo chefão como vergonhosa.
Em sua sexta defesa de cinturão, o lutador humilhou o desafiante e compatriota Demian Maia, correndo e zombando do adversário por longos 25 minutos (regulamentares). Vaiado e até repreendido pelo árbitro na ocasião por falta de combatividade, Anderson venceu na decisão dos juízes, mas foi repreendido pelo chefe, que pela primeira vez não subiu no octógono para entregar o cinturão a um campeão.
Ameaçado de corte da organização se o show de horrores fosse repetido, Silva se prepara para encarar um desafiante falastrão e destemido. Chael Sonnen aparece como o vilão do enredo, mostrando-se um oponente desrespeitoso e confiante em desmascarar aquele que chama de “fraude”.
Enquanto Sonnen emenda provocação atrás da outra, Spider evita contato mais profundo com a imprensa. Respostas monossilábicas e má vontade apresentada em eventos de promoção do combate irritam ainda mais Dana White. Todos os deslizes do brasileiro não passam batido pelo rival, que fala mal de suas roupas, da reverência que faz ajoelhando-se diante dos adversários, do Brasil e até de seus mentores e companheiros de treino, os irmãos Nogueira, ícones do MMA.
Anderson chega ao derradeiro confronto pressionado e acusando veladamente lesão na costela direita. E desde o começo dodesafio até os últimos dois minutos e meio ele é impiedosamente castigado por um oponente que fazia exatamente o que afirmou que aconteceria. Mas, como no mais fantasioso roteiro de Hollywood, o desafeto é obrigado a desistir quando lhe é aplicado um triângulo (estrangulamento com as pernas).
A sétima defesa do seu título (atualmente a marca é de nove) é também a mais dramática. O fato de Sonnen ter sido pego com excesso de testosterona no exame antidoping feito antes da luta ainda é citado no final do documentário (na verdade, Sonnen estava com sua licença de reposição hormonal vencida e não conseguiu renová-la a tempo por questões burocráticas). O cancelamento da revanche imediata e a suspensão do derrotado oponente dão um fim ainda mais heroico e epopeico do campeão.
Enquanto Sonnen emenda provocação atrás da outra, Spider evita contato mais profundo com a imprensa. Respostas monossilábicas e má vontade apresentada em eventos de promoção do combate irritam ainda mais Dana White. Todos os deslizes do brasileiro não passam batido pelo rival, que fala mal de suas roupas, da reverência que faz ajoelhando-se diante dos adversários, do Brasil e até de seus mentores e companheiros de treino, os irmãos Nogueira, ícones do MMA.
Anderson chega ao derradeiro confronto pressionado e acusando veladamente lesão na costela direita. E desde o começo dodesafio até os últimos dois minutos e meio ele é impiedosamente castigado por um oponente que fazia exatamente o que afirmou que aconteceria. Mas, como no mais fantasioso roteiro de Hollywood, o desafeto é obrigado a desistir quando lhe é aplicado um triângulo (estrangulamento com as pernas).
A sétima defesa do seu título (atualmente a marca é de nove) é também a mais dramática. O fato de Sonnen ter sido pego com excesso de testosterona no exame antidoping feito antes da luta ainda é citado no final do documentário (na verdade, Sonnen estava com sua licença de reposição hormonal vencida e não conseguiu renová-la a tempo por questões burocráticas). O cancelamento da revanche imediata e a suspensão do derrotado oponente dão um fim ainda mais heroico e epopeico do campeão.













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