De acordo com o diretor de Educação Financeira do CFA Institute, Robert Stammers, um correto planejamento financeiro pode ajudar as pessoas a atravessarem essa fase sem sobressaltos. Confira oito dicas do especialista para que se evite cair em armadilhas financeiras no divórcio.
1 - Não permita que as emoções interfiram
De acordo com Stammers, embora pareça difícil, durante o divórcio não é o momento de ser emocional.
De acordo com Stammers, embora pareça difícil, durante o divórcio não é o momento de ser emocional.
“Na verdade, quanto mais coerente e disciplinado você for a respeito de suas finanças, maior será sua chance de evitar as questões fiscais mais difíceis e maior será a probabilidade de você planejar e executar uma estratégia financeira viável”, ressalta.
2 - Crie um novo plano financeiro
Para o especialista, o maior erro que muitos casais divorciados cometem é não mudar a sua estratégia financeira ou de investimento para coincidir com mudanças no estilo de vida, necessidades de renda ou objetivos financeiros de longo prazo.
“Após um divórcio, é importante que você faça uma avaliação financeira detalhada, para determinar o que você precisa para se beneficiar financeiramente com o processo de divórcio, mas também para determinar novas metas financeiras e de investimento”, diz. “Também é importante reavaliar a sua situação para determinar quais os ativos que você deve manter ou evitar como parte do processo de divórcio”, completa.
3 - Faça um planejamento para seus dependentes
Ao separar suas finanças das de seu cônjuge, talvez faça sentido separar a de seus filhos também. “Seja explícito sobre como você e seu cônjuge cuidarão de seus filhos, quanto vai custar para criá-los e os passos necessários para mantê-los na escola”, aconselha.
Segundo ele, pode fazer sentido estabelecer uma poupança regular especificamente para seus filhos, especialmente se fizer parte do plano uma educação universitária.
4 - Aconselhe-se com um consultor financeiro ou de investimento
Aconselhar-se com um consultor financeiro ou de investimento é outra dica de Stammers. “Os profissionais não apenas ajudam seus clientes a cristalizar seus novos objetivos financeiros, mas também podem ajudá-los a elaborar um novo roteiro para atingir esses objetivos”, ressalta.
Além disso, ele lembra que os consultores de investimento podem ajudar a avaliar o valor real das aplicações e a decidir quais os ativos de propriedade conjunta são adequados para a inclusão em sua carteira de investimentos e quais podem se tornar um obstáculo para você atingir seus objetivos financeiros.
5 - Cuide da papelada
Para garantir que você se torne independente financeira e juridicamente, é importante atualizar os nomes em todas as contas, apólices de seguros, testamentos e todos os outros documentos financeiros.
“É particularmente importante alterar, de forma proativa, o nome em ações, títulos e ativos financeiros que foram entregues no processo de divórcio. Deixar de cuidar desses assuntos criará futuros problemas de ordem financeira, especialmente quando você precisar transferir ou vender ativos”, alerta Stammers.
6 - Separe minuciosamente todas as dívidas
As consequências monetárias e de reputação que podem ocorrer quando as dívidas mútuas não são separadas de forma clara são enormes.
“Normalmente, quando uma pessoa assina um empréstimo ou pedido de cartão de crédito, o nome permanece na conta após o divórcio. Independentemente do que o divórcio diga sobre quem deve o que, se a dívida não for paga, o credor irá atrás de todos que assinaram por ela”, diz o especialista.
7 - Revise ou estabeleça seu status financeiro
De acordo com o diretor do CFA, mesmo que anteriormente a sua pontuação de crédito ou situação financeira fosse ótima, o divórcio pode causar alguns danos, devido ao fechamento ou à transferência de contas conjuntas, o que reduz o crédito disponível.
“Se você não tem crédito, este é o momento para obter um cartão de crédito ou pedir um empréstimo pessoal, para que você possa começar a estabelecer um novo status financeiro”, aponta.
8 - Continue sua educação financeira
Por fim, agora que você está juridicamente independente, precisará lutar pela sua independência financeira.
“A criação de um plano financeiro e de uma estratégia de investimento é apenas o passo inicial para alcançar seus objetivos financeiros. Já na condição de recém-solteiro, algumas obrigações financeiras que eram de responsabilidade de seu cônjuge são agora suas”, conclui Stammers.













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