O iluminismo, nascido no século XVI, colocou o homem, e não Deus, como o centro de todas as coisas. E deste movimento nasceu o capitalismo em 1776, com a declaração da independência norte-americana, e o comunismo em 1789, com a revolução francesa. Capitalismo e comunismo são dois sistemas de governos (dois chifres (Ap 13:11), que em última instância objetivam a riqueza através da exploração e escravidão de seus semelhantes. Os frutos dessa exploração e escravidão humana ficam, no capitalismo, com uma minoria da população; e no comunismo, ficam para o Estado (e por Estado entenda-se aqui, uma minoria que domina o Partido Comunista, que dá sustentação à esse Estado). Em ambos os casos, tais minorias são os mesmos espertalhões de sempre que se nutrem do trabalho e suor alheio. Este tipo de riqueza tem o seu número na Bíblia, é 666, e deixou o rei Salomão extremamente rico, à custa de seus vizinhos e de seu povo (1Rs 10:1, 12:4). Como estes dois sistemas (comunismo, capitalismo) foram inventados pela intelectualidade do homem, que usa o seu intelecto para dominar sobre os outros, é uma besta da terra (algo concreto), diferente, portanto, da besta do mar ou do abismo (algo abstrato, sobrenatural). Estes dois sistemas de governo, começam a suceder paulatinamente a partir de 1776 e 1789 ao sistema monárquico anterior, que formaram os oito impérios da besta que veio do mar ou abismo, ao longo dos últimos 4.300 anos. Estes dois sistemas, também chamados de “democracia”, que parecem cordeiros mas falam como dragões (demônios), exercem toda a sua autoridade como a do sistema anterior, e fazem isto na presença dela, do oitavo imperador mundial (o papa). E induzem os povos a continuarem cultuando e adorando ao poder papal, a fim de dar sustentação e guarida ao seu poder “democrático” (Ap 13:11,12).
Besta que emerge do mar
A besta que emerge do mar, que tem dez chifres e sete cabeças com nomes de blasfêmia, que ganhou do dragão (diabo) o seu poder, trono e autoridade (Ap 13:1-3). O primeiro a ser “valente” perante o Senhor, ou seja, ser irreverente e não se limitar a dominar só aquilo que Deus permitiu: peixes, aves e animais (Gn 1:28), foi Ninrode, filho de Cuxe e neto de Cam. Ninrode fundou e reinou sobre quatro cidades: Babel, Ereque, Acade e Calné, que originaram Babilônia (Gn 10:8-10). Não era da vontade de Deus que o homem dominasse, como rei, sobre outros homens (1Sm 8:7). Com Ninrode veio a se estabelecer, ao longo da história, sete grandes reinos ou impérios, que são as sete cabeças da Besta: Babilônia, Assíria, Egito, Medos-Persas, Grécia, Roma, Império Carolíngio (que tinha que durar pouco – Ap 17:10). Esta besta “que era e não é procede destes sete impérios, e é ela o oitavo rei (A Igreja Católica passou a ser um reino em 754, ao receber do rei Pepino doações forjadas de territórios na Itália, os estados papais e, em 962, estabeleceu e tutelou o Sacro Império Romano). Esta mulher (igreja) é a grande cidade (Roma) que domina sobre os reis da terra”(Ap 17:7-18). Esta tirania da Igreja Romana sucumbiu em 1870, quando Garibaldi extingue os Estados Papais na Itália, “golpeando uma das sete cabeças” (Ap 13:3). Mas em 1922 o ditador Benito Mussolini (através de um conchavo , no qual o papa Pio XI se comprometeu a apoiar o seu regime), cedeu à Igreja Romana, um pequeno território de um quilometro quadrado em Roma, o Vaticano, e reconheceu-a como um Estado independente dentro da Itália. E assim, “esta ferida mortal foi curada e todos se maravilharam seguindo a besta (ao sistema de poder estabelecido progressivamente ao longo da História, por estes oito impérios que dominaram a raça humana)... Quem é semelhante a besta? Quem pode lutar contra ela?... e adoraram à besta (o sistema) e ao dragão (o diabo) porque deu sua autoridade a besta” (Ap 13:3,4). Os dez chifres foram os dez povos bárbaros do norte da Europa que invadiram o império Romano: os germanos, os francos, os burgúndios, os suevos, os anglo-saxões, os visigodos, os lombardos, os hérulos, os vândalos e os estrogodos.













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