sábado, 29 de maio de 2010

Chuva de meteoros de 13 de novembro de 1833

COM RELAÇÃO À CHUVA DE ESTRELAS cadentes de 1833, mais uma vez temos a ocorrência de um fenômeno natural, só que desta vez bem mais raro. Na Astronomia ficou conhecido como “A Grande Chuva de Meteoros Leônidas de 1833”.


Gravura mostra como as pessoas relataram a espetacular
chuva de meteoros Leonídas de 13 de novembro de 1833.




Por que meteoros? Naturalmente o termo “estrelas cadentes” está equivocado. As estrelas são astros distantes e não correm risco de cair sobre nós. A Terra gira em torno de uma delas, o Sol, que é mais de um milhão de vezes maior que o nosso planeta. Se alguém tivesse de cair decididamente não seria o Sol.

Meteoros é o termo correto. Eles são pequenos pedaços de rocha, a maioria menor que uma ervilha, e que se tornam incandescentes ao penetrar velozmente na atmosfera. As fontes de meteoros são os asteróides e, principalmente, as sucessivas passagens recentes de cometas cujas caudas cruzam a órbita da Terra.

É notável que as chuvas de meteoros ocorram aproximadamente na mesma data a cada ano. Tanto é que recebem nomes relacionados às constelações a partir das quais os meteoros parecem surgir (um mero efeito de perspectiva). Leônidas é uma chuva cujos meteoros são vistos todo o mês de novembro como se partissem da constelação do Leão.

Porém, uma mesma chuva de meteoros não tem a mesma intensidade todos os anos, ou é vista da mesma forma de todos os cantos da Terra. Em novembro de 1833 a Leônidas foi particularmente espetacular – e provocou medo em muita gente. Hoje, astrônomos e entusiastas esperam ansiosos novembro chegar para ver se o Leão vai rugir de novo.





E. G. White, profetisa e baluarte da Igreja Adventista do Sétimo Dia e da Igreja Adventista da Reforma têm nos seus escritos grande credibilidade e admiração por todos os membros dessas igrejas. Diz, em êxtase, o autor do livro “Sutilezas do Erro” (pág.30) – “... Os testemunhos orais ou escritos da Sra. White preenchem plenamente este requisito, no fundo e na forma. Tudo quanto disse e escreve foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato”.

A Palavra de Deus diz que de uma mesma fonte não pode sair benção e maldição ao mesmo tempo (Tg.3), ou é de Deus ou não é. Como nos foi dito por certo Adventista "se um elo da corrente está podre, toda corrente está comprometida". Baseado nesse raciocínio gostaria de levar o leitor ao questionamento, pois a inerrância entendemos que só pertence a Deus e sua Palavra. Se a Sra. White errou em um ponto, ela pode ter errado em muitos outros e até comprometido a salvação de alguém. O que vamos relatar abaixo não é no intuito de ofender alguém, mas trazer à tona a falibilidade do homem.


Em seu livro "O Futuro Decifrado" Ed. 32, p. 36", a White narra o seguinte:
" Em 1833... apareceu o último dos sinais prometidos pelo Salvador como indícios de seu segundo advento.

Disse Jesus:

"estrelas cairão do céu" (S. Mateus 24:29). E S. João, no apocalipse declarou, ao contemplar em visão as cenas que deveriam anunciar o dia de Deus: E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte (Apocalipse 6:13). Esta profecia teve notável e impressionante cumprimento na grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833".

Aqui percebemos como a profetisa adventista se preocupa em fazer uma cronologia de eventos e acontecimentos que se encaixe na pseudo profecia de 22 de outubro de 1844 - dia marcado pelos Adventistas para a volta de Cristo. Ela citou um evento isolado e o usou para florear a doutrina do suposto advento, que mais tarde passou a se chamar de "Juízo Investigativo", onde Jesus teria saído do "santo lugar" e entrado no "santíssimo" (referindo-se ao Templo judaico). Até hoje esse evento é amplamente difundido em seus livros tentando mostrar que aquele engodo teve fundamento. Não só a doutrina da volta de Cristo e o “Juízo Investigativo” estavam erradas, mas também os fatos astronômicos citados estão fora do contexto usado pela Sra. White e admitido pelos atuais adventistas – “cientificamente correto”. Tivemos a alegria de escrevermos para o "Planetário e Escola Municipal de Astrofísica" de São Paulo sobre o fato descrito pela Sra. White e ficamos surpresos com o que obtivemos. É claro que através da Palavra de Deus já sabíamos que o fato era enganoso, mas depois da carta recebida percebemos que usar esse argumento até hoje é abusar da ingenuidade cultural do povo brasileiro. Apresentamos abaixo alguns motivos conclusivos para não aceitar a idéia de E.G. White:

1) - Ela associa a chuva de meteoros ao texto de Ap.6:13, mas se esquece que o vrs.14 está dentro de um contexto e se um fato ocorreu o outro também teria que ter ocorrido. Vejamos então o que nos diz o vrs.13 e 14: " E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares". É fato que o vrs.14 não ocorreu, pois todas as ilhas e montes ainda estão intactos, mostrando que esta teoria adventista está com certeza infundada. Sabemos que o vrs.14 não ocorreu e por conseqüência o vrs.13 também não. Isso deveria ser de breve compreensão entre os adventistas, mas o problema é a afirmação de E.G. White que é considerada o "espírito da profecia": "Esta profecia teve notável e impressionante cumprimento na grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833". Se for dito que teve cumprimento a referida profecia, como dizer o contrário? Como desmentir ou corrigir a edificadora e codificadora das doutrinas da denominação?

2) De acordo com o "Planetário e Escola Municipal de Astrofísica" de São Paulo esse evento ocorre com essa intensidade de 33 em 33 anos, leiamos a carta que nos foi enviada: "...Apesar de a Leonídea (chuva de meteoro) ocorrer anualmente, em intervalos de 33 anos, aproximadamente, as chuvas são mais intensas, fato vinculado ao cometa com a qual os Leonídeos estão associados: O Tempel (1866 I), cujo período orbital é de 32,2 anos". Ou seja, assim como o cometa de Halley não é um evento apocalíptico, também não o é a chuva de meteoros.

3) Há registros desse acontecimento desde o ano 902d.C. e sendo assim desqualifica esse evento como "sinais eminentes da volta de Cristo". O que percebemos é que os Adventistas querem mistificar o dia 22/10/1844, sendo que o evento de 1833 se encaixou na idéia da volta de Jesus Cristo, a Sra. White só não imaginava que num futuro próximo a sua teoria a colocaria como uma falsa profetiza. Vejamos:

"Há registros de sua ocorrência desde o ano de 902 de nossa era. Entretanto, somente a partir do final do século XVIII é que os registros são mais freqüentes, provavelmente pelo fato dos astrônomos profissionais e amadores terem sido despertados ...".

A Sra. White errou no fato descrito acima e se qualquer estudante da Bíblia observar as doutrinas Adventistas perceberá que em muitas doutrinas eles andam equivocados. Só pelo fato descrito acima podemos qualificar E.G. White como falsa profeta, pois assim diz a Palavra de Deus:

“ Mas o profeta que tiver a presunção de falar em meu nome alguma palavra que eu não tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás” (Dt.18:20-22).

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